Especiais

Loading...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CORPORIS CHRISTI – Do latim - Corpo de Cristo.


Crucifixão - S. Dali

SIGNIFICADO

Memória do mistério da Eucaristia celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi é celebrado sempre numa quinta-feira, entre 21 de maio e 24 de junho, após o domingo de Pentecostes (vide abaixo). Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele sugeriu que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo do cálice que se transformariam em seu Corpo e Sangue (Lc 22:10-20).

"Pois vos digo que, de agora em diante, de nenhum modo beberei do produto da videira, até que venha o reino de Deus."
 (Lc 22: 18)



"Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.

Pois a Minha carne é verdadeira comida, e o Meu sangue é verdadeira bebida.

Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim, e Eu nele"

(Jo 6: 54-56).

            Interessante, para quem busca um olhar aprofundado, notar no evangelho de João, a ausência de registros sobre a Instituição da Eucaristia, optando o autor pelo relato do Lava-pés. Aí, em vez de oferecer o pão partido e o cálice partilhado, Jesus se ajoelha aos pés de cada um, de toalha na cintura e bacias nas mãos e, em vez de dizer: “Fazei isto em memória de Mim”, diz: “Fazei isto do jeito que Eu fiz”. Sugiro ao leitor interessado em uma aproximação mais cuidadosa e trabalhada do tema que leia (antes que o link seja retirado):


ORIGEM

A origem da solenidade de Corpus Christi remonta ao século XIII, instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus de hoc mundo" de 11 de agosto de 1264. Urbano IV, então o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arquidiácono do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, sobre Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Na ocasião, Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Tomás (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno, compôs o belo hino Lauda Sion Salvatorem (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes (escute e veja a letra no link abaixo).



Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Aos 17 anos, em 1209, começou a ter “visões” que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura, interpretadas como a inexistência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arquidiácono de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A “Fête Dieu” começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arquidiácono para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.

A princípio o decreto de Urbano IV teve pouca repercussão porque o Papa morreu em seguida, mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270, depois na França e na Itália, onde é encontrada desde 1350. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar “o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia” e “onde for possível, haja procissão pelas vias públicas”, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.

No Brasil, a festa passa a integrar o calendário religioso de Brasília em 1961, quando uma pequena procissão sai da Igreja de madeira de Santo Antônio e segue até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surge em Ouro Preto, cidade histórica no interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Pentecostes

De Wiki Canção Nova

Cinqüenta dias depois da ressurreição, os discípulos reuniram-se com Maria, mãe de Jesus Cristo, numa sala em Jerusalém. Acredita-se que a reunião era para comemorar a festa judaica denominada Shavuot, ou Pentecostes em grego que significa "qüinquagésimo dia". Nessa festa, se comemora a colheita dos cereais e também o recebimento das tábuas da lei por Moisés, que se deu 50 dias depois que os judeus saíram do Egito. Shavuot é feriado pouco conhecido entre os judeus da diáspora (fora de Israel), sendo aqueles de Israel mais conscientes dele.

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2: 1-4).

Frente tudo isso, surpreende e faz pensar neste dia o artigo de Aldo Pereira para a folha de São Paulo (link abaixo) onde se compara o pão e vinho históricos com as preferências do brasileiro, segundo ele uma maioria, por caipirinha e petiscos!

Fonte: Informações disponíveis na internet

      Abaixo, o trabalho artístico de um amigo e médico Antroposófico - Dr. Moacir Amaral, que move pensar, sentir e querer, quando compartilha generosamente suas imagens para a Capela de Santa Bárbara, na Fazenda Olhos Dágua em Sete Lagoas MG.


Fazenda Olho D’água - De GGS - Capela de Santa Bárbara
Estâncias da Paixão de Cristo
60x60cm acrílica sobre tela selo de Santa Bárbara Mo 2012
I – Jesus é condenado a morte
II – Jesus é sobrecarregado com a cruz
III – Jesus cai pela primeira vez
IV – Jesus encontra sua santíssima mãe
V – Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz
VI – Verônica enxuga o rosto de Jesus




































































































VII – Jesus cai pela segunda vez
VIII – Jesus consola as mulheres de Jerusalém
IX – Jesus cai pela terceira vez
X – Jesus é despojado de suas vestes
XI – Jesus é pregado na cruz
XII – Jesus morre na cruz
XIII – Jesus é descido da cruz
XIV – Jesus é sepultado
XV – Cristo ressurrecto
XVI – Santa Bárbara Mártir Sec. III
Torturada e morta por reconhecer o Cristo

Moacir, obrigado pela partilha de sua obra neste espaço!



4 comentários:

  1. É assustador pensar que a sociedade na atualidade permite esse tipo de analogia da troca do pão e do vinho por petiscos e caipirinhas.
    Não foram só quedas de alguns valores o que ocorreu que causa medo.
    Há também o aparecimento de valores absurdos como opções reais.
    Não sei se esse mundo tem solução, mas acho que se não tem é pq nunca teve e no entanto está aí.
    Sim, existem realidades paralelas, e eu gosto da que vivo nela.
    Esse mundo real, esse povo brasileiro, me desanimam.
    Parabéns pelo texto.
    Do belo para o real, rs...
    O belo sempre dá esperanças.

    ResponderExcluir
  2. Neste feriado surgiu a duvida sobre o significado do Corpus Christi e vc nos respondeu!
    Obrigada!
    Gostei Tb do artigo acessado através do primeiro link, uma leitura esclarecedora!

    Cris

    ResponderExcluir
  3. Sempre me emociono com esse feriado.
    Amei Anjo da guarda parabéns!

    ResponderExcluir
  4. Olá meu anjo da guarda eu amo esse feriado não esqueci do senhor não é que aconteceram umas coisas desagradáveis por isso sumi mais adoro os seus artigos.
    Parabéns!

    ResponderExcluir