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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE IX – O ALIMENTO DO FUTURO...



CONTINUAÇÃO DE:


        Atualmente, o alimento que recebemos internamente desfaz-se e decompõe-se devido ao calor interno do corpo, permitindo, desse modo, que o éter químico, com o qual estão impregnadas todas as partículas alimentares, se combine com o éter químico do nosso corpo vital. O alimento magnetizado pela ação do sol sobre as plantas é, então, assimilado e “permanece conosco” até que se esgote o magnetismo. Quanto mais diretamente os alimentos vierem do solo para nós, tanto mais magnetismo solar eles conterão. Consequentemente, eles “permanecerão conosco” durante um tempo maior se forem comidos crus. Quando um alimento sofre um processo de cozimento, uma parte do éter nele contido perde-se, pois certa parte das partículas sutis é dissolvida pelo calor e impregna o ar da cozinha com o odor do alimento do qual provém. Portanto, as células do alimento cozido permanecem menos tempo em nosso corpo que o alimento cru, e o alimento que já foi assimilado pelo animal contêm em si pouquíssimo éter químico (exceto o leite, que é obtido através de um processo vital e contem uma quantidade maior de éter que qualquer outro alimento**).

No que se refere à carne dos animais, podemos dizer que a maior parte do éter químico de suas rações foi absorvida pelo corpo vital antes que o animal fosse morto e, ao ocorrer a morte, o corpo vital deixa a carcaça. Portanto, a carne apodrece muito mais depressa que os vegetais e “permanece conosco” somente por pouco tempo depois que a comemos.

     A morte e a doença geralmente são devidas ao fato de insistirmos em tomar alimentos compostos de células desprovidas de seu éter químico individual, obtido durante a assimilação vegetal. Este éter é diferente e não deve ser confundido com o éter químico planetário que impregna os minerais, as plantas, os animais e o homem. A alimentação carnívora, privada pela morte do corpo vital individual que envolve o animal durante a vida, fica reduzida realmente à sua forma química mineral que tem pouco valor nos processos vitais. De fato, é prejudicial a eles e deve ser eliminada do sistema tão rapidamente quanto possível, pois sendo minerais, essas partículas de carne estão mortas e são de manipulação difícil. Portanto, elas gradualmente vão-se acumulando. Mesmo a parte dos vegetais que é composta de cinzas e minerais permanece em nosso sistema, de maneira que há um processo gradual de obstrução que nós consideramos como crescimento. Isto acontece porque privamos os vegetais e outros alimentos de seu éter químico. Se fôssemos semelhantes às plantas e capazes de impregnar os minerais com éter, seríamos provavelmente capazes de assimilá-los e desenvolver nossa estatura de um modo gigantesco, mas, tal como somos, o material morto acumula-se cada vez mais até que finalmente o crescimento para devido aos nossos poderes de assimilação terem-se tornado cada vez menos eficientes.

      Futuramente não digeriremos os alimentos no interior do corpo, mas extrairemos o éter químico e o inalaremos pelo nariz, onde ele entrará em contato com o corpo pituitário. Este é o órgão geral de assimilação e agente de crescimento. Nosso corpo tornar-se-á, então, cada vez mais etérico, os processos vitais não serão embaraçados pelos resíduos obstrutores e, consequentemente, a moléstia desaparecerá e a vida será prolongada. É significativo, em relação a este fato, que muitos cozinheiros não sentem apetite, pois o aroma picante dos pratos que preparam satisfazem-nos bastante.

     A ciência está aprendendo gradualmente as verdades anteriormente ensinadas pela ciência oculta, e sua atenção está sendo voltada para as glândulas endócrinas, que lhes darão a solução de muitos mistérios. Contudo, não parecem estar inteirados ainda de que há uma ligação física entre o corpo pituitário, o principal órgão de assimilação e, portanto, do crescimento, e as glândulas suprarrenais, que eliminam os resíduos e assimilam as proteínas. Elas também estão ligadas fisicamente com o baço, o timo e as glândulas tireoides. Nesta ligação, é significativo, do ponto de vista astrológico, que o corpo pituitário é regido por Urano, que é a oitava superior de Vênus, o regulador do plexo solar, onde está localizado o átomo semente do corpo vital. Deste modo, Vênus guarda a entrada do fluido vital que nos vem diretamente do Sol através do baço, e Urano é o guardião da porta de entrada do alimento físico. É a função dessas duas correntes que produz o poder latente armazenado em nosso corpo vital, até que seja convertido em energia dinâmica pela natureza marcial do desejo.



** O autor escreveu esse texto no início do século XX e se referia ao leite extraído diretamente da vaca para consumo imediato. É preciso lembrar que hoje são raríssimas as vacas que se alimentam exclusivamente de capim, pois a maioria se alimenta com ração à base de milho. Essas rações modificam o metabolismo animal especialmente no que diz respeito à relação ômega 3 / ômega 6 em favor desse último (Sobre isso, vide os livros campeões de venda de Michael Pollan, “O Dilema do Onívoro”, e de David Schreiber, “Anticâncer”). O desbalanço caracterizado pelo aumento de ômega 6 em relação ao ômega 3 coloca o corpo em estado de inflamação. A inflamação por sua vez predispõe a doenças crônicas e aparecimento de neoplasias (cânceres). Cuide em diferenciar o leite da vaca do leite de saquinho ou de caixinha, pois são substâncias de naturezas diferentes. Tudo o que é da natureza tem vida e vitalidade e se renova rapidamente, já o que tem pouca vida e pouca vitalidade, pode ser conservado por meses quando não indefinidamente.

SUGESTÃO DE EVENTO - ESPAÇO LUZ 01/10/16


domingo, 4 de setembro de 2016

SUGESTÃO DE EVENTO 25/09/16 - ENCONTRO DA SAÚDE



17º Encontro da Saúde

Local: Centro de Educação Vitalícia de Itapeti (Mogi das Cruzes, SP). Mapa abaixo.

Data:  Domingo, 25 de Setembro de 2016.                                  

Programação:

09:30 - 10:00  Inscrição

10:00 - 10:05 Hino Nacional

10:05 - 10:15 Primeiro momento: Nobolo Mori

10:15 - 10:45 Estar em Mim, único Caminho: Plínio Cutait
10:45 - 11:15 Jorge Akira Gunji: Administrando a Saúde
11:15 – 11:30 Intervalo
11:30 - 12:00 Eutress e Distress: Sidnei Shoji Mori
12:00 - 12:30 Liberdade: Cleonice Marim 

12:30 - 13:30 Almoço: motiyori contribua com um prato vegetariano.

13:30 - 14:10 O som da saúde: Ludmila C S Poyares
14:10 - 14:40 Quando o terapeuta que cuida não se cuida: Osvaldo Hakio Takeda
14:40 - 14:55 Intervalo
14:55 - 15:25 Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero: Ricardo Leme

15:25 - 16:05 O mecanismo da Vida: Jorge Maeda                                   
16:05  - 16:10 Agradecimentos: Koshiro Nishikuni


Perfil dos palestrantes

Plínio Cutait
Mestre em Reiki
Coordenador do grupo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês.

Jorge Akira Gunji
Tesoureiro do Instituto de Moralogia do Brasil
Administrador e Gerente Comercial Eletro Salvador.

Sidnei Shoji Mori
Presidente do Instituto de Moralogia do Brasil
Médico Ortopedista e Administrador na área da Saúde.

Cleonice Marin
Instrutora de Biyun - Mestra Fan Xiulan
Praticante de Lian Gong - Qigong - Chi Kung.

Ludmila C S Poyares
Musicoterapeuta, especialista em Psicopatologia e Saúde Pública. Pesquisadora e Coordenadora do setor de Musicoterapia no Centro de Reabilitação do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP.

Osvaldo Hakio Takeda
Prof. Ed. Física, Mestre-EEUSP. Coordenador do Núcleo de Cuidados Complementares e Integrativo do Centro de Reabilitação do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

Ricardo Leme
Neurocirurgião e Doutor em Ciências pela USP. Graduando em Física pela USP
Autor do livro e do blog: “Saúde é Consciência”.

Jorge Maeda
Coordenador de Seccional Mooca do Instituto de Moralogia do Brasil.
                                                           
Informações: Sr Asano 3834-4879, contato: sasano2011@gmail.com; nishikuni.k@gmail.com

Promoção: Instituto de Moralogia do Brasil. Av. Pres. Antônio Cândido, 122 – São Paulo - SP

Contribuição: Individual: R$ 20,00


Centro de Educação
Vitalícia de Itapeti


Rodovia Arujá-Mogi das Cruzes, km 45.
Acesso pela Estrada da Moralogia, (~7 km)
Tel: 3834-4879 ou   99974-7070


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CRIATIVIDADE VI

POR: MÁRIO INGLESI
Continuação de:


Dr. Ricardo
Criar nos eleva ao reino dos Deuses e seu infinito, nos dando a tão desejada imortalidade.
Portanto, envidemos todas as nossas forças, no esforço comum de abrir nossa loja de curiosidades, no afã de marcar a magnificência de nossas vidas, eternizando com muitos e muitos traços de humanidade nossa passagem por esse planeta Terra, através da arte, cuja beleza cultiva e faz brilhar nossas mentes, no enfrentamento da realidade parca e mesquinha em que vivemos.
Eia, pois, a postos e avante: - se quiserem, lógico! - alçar essa benfazeja bandeira cujo lema que se cumpre concretizar ilimitadamente, é o da criação, em todas as suas vertentes e direções, para tornar – quem sabe, o mundo melhor e cada vez mais habitável, cercado de beleza infinda, mesmo quando trata de feiuras diversas, mas de espantosa grandiosidade para todos nós humanos, uma vez que se trata de nós para nós, em toda a sua plenitude, e sob os mais diversos ângulos, artísticos, antigos, contemporâneos, e ainda a advirem com o passar e espraiar do tempo, sobre nós e as gerações futuras.
Para tanto, é preciso lembrar que nós, indivíduos, somos irrepetíveis, a menos que num futuro – quem sabe -, sejamos clonados, o que, no momento à mesa, não se toca nesse assunto, tal o desconforto proibitivo.
Assim, nada melhor e mais indicado para firmarmos a nossa presença e, quiçá, a nossa eternidade terrena, do que deixar uma marca insólita e definitiva de nossa presença neste planeta, através de uma criação que nos faça merecedor, tal como, exemplar, a marca da Dra. Nise da Silveira, que rompeu os métodos com os quais os esquizofrênicos eram expostos e tratados, através, - imaginem! do emprego adjutório de alguns cavaletes e tubos de tinta e pincéis.
Afinal, talvez como ela, sua vontade e perspicácia, tivesse tido, em última instância sob alerta contumaz a primeira estrofe do poema “A morte a cavalo”, De Drummond:
 “A cavalo de galope
a cavalo de galope
a cavalo de galope
lá vem a morte chegando”

Ela, como tantos e tantos outros, não se abalou com tal provocação, seus intentos eram inabaláveis e profundos, não se deixou se imiscuir por medos, frustrações e, com isso, enclausurar-se em si mesma. Pelo contrário, procurou, sem dúvida, aplacar o galopar desenfreado da praga da morte, para num ato de amor, confiança e desprendimento, impregnar-se de trabalho árduo, fruto de perseverança e muito estudo, para alçar seus voos de proficiência, sem dar azo a qualquer pretensão de obter valorização, ganhar dinheiro ou alçar-se ao panteão da glória com o atendimento das regras mercadológicas.
O que pretendeu – sirva-se de exemplo – foi apenas dar vazão aos seus sonhos, empreender voos, até então, inatingíveis, e com tudo isso, aliada à perseverança e objetivos certeiros, procriar abertura de novas frentes para o alçar humano, de seus males, os mais profundos, como todo bom e digno criador, sempre deve fazê-lo através da criação, da beleza de novas formas e de novos alentos em favor de um renascer humano sempre mais digno e consciente.
Esse impulso criador, no homem, prende-se talvez à vontade de poder eternizar-se, aqui na terra, driblando a morte, através da superação dos seus valores negativos, fincando neste planeta, a marca registrada de sua humanidade, reinventando a si e a sua existência, em toda a sua plenitude.
Caso isso não se fizer, recorra a Pedro Nava, (05,06.1903- 13.05- 1984) e peça, em sua condição de “Defunto”:
“Meus amigos, tenham pena - senão do morto – ao menos dos dois sapatos do morto. Olhem bem para eles. E para os vossos também!”

“Dá pena, mas dá raiva também!” Criar e tecer toda uma elegia amorosa, erótica mitológica como a “Elegia: indo para o leito” de John Donne, (1572-1631), na versão do poeta Augusto de Campos:

“Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo”: hora da cama”

E poder clamar, como no poema amantíssimo “Serei Árvore”, do poeta húngaro Sándor Petofi (1823-1849):

“Se, querida, tu és o paraíso,
Em estrela hei de me transformar,
Se querida, tu és o inferno,
Para nos unirmos, eu me danarei.”

Ah, caros e ilustres criaturas/criadores, realmente criar – ah criar! - é alçar-nos as alturas, usar de toda a liberdade de pensar e de se expressar, é, sonhar, elevar-se aos céus, enfim, é , tudo isso, de per si ou não, sem tirar os pés da Terra e nela eternizar-se, com suas obras, cujo deslumbre e usufruto, por nós outros - pobres mortais, - nos faz viver, sobreviver de maneira sobremodo condigna e prazerosa, inclusive no enfrentamento dos azares desse mundo insano.
Essa situação decorre da invocação de adjetivos que derivam do maravilhoso ainda que haja muitas vezes, um certo estranhamento, em razão do inusitado das obras, cuja contemplação atinge graus de maravilhoso encantamento, sob o olhar de penetrante argúcia e reflexão, na construção do verdadeiro e único “Éden Terrestre, onde a inteligência se alia a fatores dos mais diversos na construção da ciência e da arte, ou na sua conjunção de ambas, no ato criador e sua realização, em prol do ser humano e seu status Terreno.
No que se refere especificamente ao Brasil, o ato criador, desmistifica e, possivelmente, exorciza a visão de exotismo, de pré-conceitos que envolvem o nosso fazer, perfilando, isto sim, um desafio que nos acompanha como povo das Américas, num caldeirão alquímico de influências, mas com a conotação sempre presente da identidade e individualidade do autor da sua língua e do seu lugar de origem. Isto, porque tal ato está subjugado nas entranhas do século, em suas mazelas e na sua face horrendamente doentia da sua realidade, ainda que sinais de entretenimento, beleza e de pertencer ao mundo – vasto mundo - possam aflorar para melhor definir todo arcabouço labiríntico do ato criativo e sua apresentação ou representação.
No intuito de se lhes oferecer exemplificação, basta vagar no ato criador de Machado de Assis (21.6.1839-29.9.1908)- sobre o “amor” que transcende a própria morte:

“Querida! Aos pés do leito derradeiro,
em que descansas dessa longa vida,
aqui venho e virei, pobre querida,
trazer-te o coração do companheiro
Machado de Assis, em seu poema “Carolina,”

Bem, assim, a criação crepuscular, de profunda reflexão, alicerçada por Guimarães Rosa (27.06.1908-19.11.1967) sobre a vida e seu correr:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem…”

E, para findar esse vagar, de divagações sobre o mesmo tema, as palavras doces e ternas do poeta Vinícius de Moraes (1913-1989) in “Do Amor à Pátria”:
“São doces os caminhos que levam de volta à pátria. Não à pátria amada de verdes mares bravios, a mirar em berço esplêndido o esplendor do Cruzeiro do Sul; mas a outra mais íntima, pacífica e habitual – em cuja terra se comeu em criança, onde se foi menino ansioso por crescer, uma onde cresceu em sofrimentos e esperanças planando canções, amores e filhos ao sabor das estações”.

Não sem antes, tomar a liberdade de acrescentar, ainda, um fragmento do poema “Canto ao Homem do Povo Charlie Chaplin”, de Carlos Drummond de Andrade, para ainda ilustrar o ato criador e seu poder de reflexão e beleza:
“Dignidade da boca, aberta em ira justa e amor profundo,
crispação do ser humano, árvore irritada, contra a miséria e fúria
dos ditadores,
ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode caminham
numa estrada de pó e esperança”

De tudo que foi aqui exposto, ficaram de fora, toda uma criação, cuja beleza e atrevimento, exposição de sentimentos e adequação a um viver mais equânime de felicidade e bom senso, pois, o ser humano em sua diversidade de criação, desde os tempos mais remotos, não se fez de rogado em promover, desde, que em ereção seus pés se fincaram no planeta terra, e suas mãos começaram a moldar objetos, a partir do cinzel como uma árvore em florescência, toda a sua gama de sua infinita criatividade floresceu, se expandiu e sofisticou-se, em escolas que, pelo mundo da arte houveram por bem diagnosticar, em profusão com nomes os mais diversificados tendo por finalidade, diagnosticar períodos, caraterísticas, formas, e conteúdos, sempre com o fito maior de enfatizar suas raízes e métodos e, engrandecer com loas, críticas, e ensaios, os autores e suas obras., fazendo-os explicar e entender a si e aos outros em seus sentidos mais amplos e profundos de humanidade, extensiva e reflexiva, não como uma imagem enganosa do espelho, e, muito menos como um “Prometeu” moderno acorrentado, mas como imagem, verdadeira, talvez até cruel do que somos ou nos apresentamos, na obscuridade de nosso íntimo, - consciente e inconsciente -, quando nos travestimos, por exemplo, de “Medéia”, ao nos depararmos com problemas mais profundos e árduos do nosso universo pessoal ou social.
Enfim, para se criar não é preciso hora marcada, nem dia certo, mas, isto sim, vontade, e trabalho, muito trabalho, aliado obviamente à perseverança e insistência no que realmente quer produzir, sem objetivos outros que não sejam produzir, elevando-se com isso à categoria pura e simples de autor, sem priorizar antecipadamente, reconhecimento, notoriedade, ganhos de fortunas e comercialização imediata, pois tal atitude lhe retirará, de imediato a aura de criador-artista, restando à obra apenas o olhar fortuito de amigos e conhecidos, porém isento de qualquer ato reflexivo, de estranhamento, de encantamento, ou de beleza, ainda que imediatista, retirando, portanto, da obra, seu valor intrínseco de arte e do autor o cognome de “artista”.
No tecer dessa imensa rede que envolve a criação e seu criador, o homem alçou-se a alturas inimagináveis de sonhos realizados e ainda, a realizar em futuros próximos ou distantes, dando assim asas a sua imaginação com inteligência, conhecimento e compreensão de si e do social, em prol de uma vida saudável, mais aprazível, com vias mais fáceis de poder transitar em seu dia a dia, no trato diário de seus afazeres e trabalhos, procrastinando os azares que seus males íntimos venham à tona em detrimento de si e dos outros.
Em tudo aqui exposto, está implícito, sem nenhum favor ou pena, gente que vive “nos atalhos esquisitos e estreitos e escamosos do roçado do Bom Deus”: gente das “quebradas do mundaréu” como dizia o dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999), pois – quer queiramos ou não - eles se apresentam como o carro chefe , ou seja, o motor da história.

Mário Inglesi