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terça-feira, 21 de março de 2017

SOBRE EDUCAÇÃO INFANTIL


Precisamos nos esmerar na educação infantil, assim em muito pouco tempo serão necessários menos hospitais, presídios, partidos e manicômios; quem sabe ainda no médio e longo prazo possamos abrir mão da classe política em favor de uma nova qualidade de seres, quiçá humanos!
As minorias, cuja expressão máxima hoje é representada pelos políticos, têm se apresentado como vítimas. Vítimas inimputáveis que disputam e computam o que podem a seu favor. É preciso rever o sentido da palavra preconceito e aplicá-la com propriedade onde ela sirva como prevenção do aleijão, seja ele moral, social, animal, carnaval, decimal ou débil mental.
Quatro breves histórias, em forma de animações, lembram parte importante da educação infantil primária para a saúde quanto aos quesitos:
Paciência e disciplina: https://youtu.be/Klx8UBMRrMA
Zelar, não matar o ideal na criança: https://vimeo.com/194276412

E você, acredita em educação infantil ou domesticação infantil?
As fragilidades psicológicas decorrentes da baixa qualidade da educação infantil podem ser contornadas com o auxílio da Arte. Alain de Botton e John Armstrong nos dão pistas sobre como isso poderia ser feito:


A arte é um corretivo da memória fraca, pois torna os frutos da experiência memoráveis e renováveis; a arte é um provedor de esperança, pois mantém à vista coisas alegres e agradáveis; a arte é uma fonte de dignidade para o sofrimento, pois nos lembra o lugar legítimo do sofrimento numa boa vida; a arte é um agente de equilíbrio, pois codifica com invulgar clareza a essência das nossas boas qualidades; a arte é um guia para o autoconhecimento, pois ajuda a identificar o que é central para nós, mas difícil de expressar em palavras; a arte é um guia para a ampliação da experiência, pois nos oferece alguns dos exemplos mais eloquentes das vozes de outras culturas; a arte é um instrumento de recuperação da sensibilidade, pois remove nossa casca e nos salva do habitual descaso pelo que há ao redor.

Quando vir alguém fazendo arte, não se altere, observe suas emoções, silencie para então alegrar-se!

quarta-feira, 1 de março de 2017

SUGESTÃO DE EVENTO - ESPAÇO LUZ 04/03/17


ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE XI – FOME E ÍNDICES DE NATALIDADE

CONTINUAÇÃO DE:




Por Josué de Castro – A geopolítica da fome vol. 1 – 8ª ed. Pág. 127.
        Quando procuramos agrupar, dentro de um critério geográfico, os países de altos coeficientes de natalidade, superiores a trinta, verificamos que são todos países tropicais de condições geográficas e econômicas impróprias, tanto à produção como ao consumo de proteínas de origem animal. A alimentação, de predominância vegetal, desses países, constitui um dos fatores decisivos, influindo no segredo de sua prolificidade. Se compararmos os coeficientes de natalidade e os consumos de proteínas de origem animal, no mundo inteiro, verificaremos que existe franca correlação entre os dois fatores, baixando a fertilidade à proporção que sobre a taxa de consumo destas proteínas.
        Apresentamos, a seguir, um quadro de países dos mais diferentes coeficientes de natalidade, desde os mais elevados aos mais baixos, e no qual se evidencia, de maneira significativa, a citada correlação:
PAÍSES
COEFICIENTES DE NATALIDADE
CONSUMO DIÁRIO DE PROTEÍNAS ANIMAIS (g)
FORMOSA
MALAIA
ÍNDIA
JAPÃO
IUGOSLÁVIA
GRÉCIA
ITÁLIA
BULGÁRIA
ALEMANHA
IRLANDA
DINAMARCA
AUSTRÁLIA
E.U.A
SUÉCIA
45,6
39,7
33,0
27,0
25,9
23,5
23,4
22,2
20,0
19,1
18,3
18,0
17,9
15,0
4,7
7,5
8,7
9,7
11,2
15,2
15,2
16,8
37,3
46,7
56,1
59,9
61,4
62,6

        Estes dados foram retirados das estatísticas de 1950, apresentados no estudo de Lynn Smith (Population Analysis – 1948) sobre problemas de população e de uma publicação da FAO sobre o consumo de proteínas no mundo.
        Estes aspectos do problema alimentar referentes à influência da dieta sobre a reprodução constitui o ponto mais debatido de nosso trabalho. Desde que apareceu a primeira edição desse livro em 1951, várias críticas foram formuladas, principalmente tendo-se em vista que a ciência clássica da nutrição sempre considerou o fato de que uma dieta rica em proteínas constitui uma condição indispensável à boa capacidade reprodutiva. Considerando a alta importância desse assunto, pela repercussão e aplicação social que poderá ter esta teoria no campo prático da política demográfica, tomamos a deliberação de prosseguir em nossos trabalhos experimentais sob cujos resultados pretendemos publicar um trabalho especialmente dedicado ao problema da alimentação e reprodução. Aproveitamos, no entanto, a oportunidade do aparecimento desta nova edição para apresentar, de forma sintética, alguns fatos novos oriundos da investigação de outros estudiosos da matéria e da observação de fatos sociais que confirmam os nossos pontos de vista.
(Estes fatos e observações constam nas páginas 129-131 da presente obra referenciada no início do texto).
        Com estas observações e estas cifras, desejamos concluir por afirmar que, em última análise, a multiplicação exagerada da espécie, por sua excessiva fertilidade, constitui também uma forma de fome específica, uma das mais estranhas marcas do fenômeno da fome universal.
        Este aspecto do problema tem, a nosso ver, importância primordial, desde que fornece base biológica para apoio de nossa teoria – a teoria da fome específica como causa de superpopulação; da fome provocando o lançamento intempestivo, no metabolismo demográfico do mundo, de produtos humanos fabricados em excesso e de qualidade inferior.

        Como o mecanismo através do qual se exerce esta ação desequilibrante e degradante da fome crônica sobre a evolução demográfica dos grupos humanos envolve aspectos econômicos e sociais, ao lado dos aspectos biológicos, deixamos para desenvolver o assunto na ocasião oportuna, ao estudarmos o problema da fome no Extremo Oriente, área onde a superpopulação relativa se apresenta, nitidamente, como uma das mais estranhas e graves manifestações de fome específica.

SOBRE ANJOS - ESTÓRIAS E OUTRAS COISAS

Continuação de: O ANJO EM MIM


       O materialista em sua coragem escolheu um mundo e um modo de viver divorciados de tudo o que não pode ser apreendido pelos cinco sentidos físicos. Como consequência, entendeu ser o humano, do ponto de vista vida ou biológico, o mais elevado entre os seres. Escolheu ainda que seu reino, o reino humano, unido aos reinos animal, vegetal e mineral, compreende tudo o que possa ser objeto de estudo ou ainda as únicas instâncias que merecem a alcunha de realidade.
      Para os demais, permeáveis ao incognoscível, em que momento da evolução humana nos desconectamos dos anjos? Em que momento voltaremos a nos conectar?




      Algumas histórias de anjos carecem ser lidas como: “O anjo está perto” de Chopra, o conto “Do que os homens precisam” de Tolstói (Contos Populares – década de 1880) e o inigualável Guimarães Rosa (Primeiras Estórias) no conto “Um moço muito branco”. Cada um, a seu modo, compartilha seus olhares concernentes a esse reino suprafísico imediato ao humano. Cada um abre uma janela de possibilidades de relação com essa classe de seres pouco compreendidos e pouco visitados, ao menos daqui pra lá...
      Chopra aproxima a ideia de anjo à da luz. Na medida em que o personagem se permite entrar em relação com ela (Luz), a mesma se metamorfoseia em um ser antropomórfico disponível ao diálogo.
– Eu sei que nós chamamos vocês de anjos, mas o que você é para si próprio? Há algum nome que você use?
– Na verdade, não. Quando vejo a mim sou apenas uma janela. Se quiser pode olhar através de mim. Sou transparente. É assim que sou para Deus e, portanto para mim.
      O curioso em Chopra é a ideia da presença do anjo causar um aumento da consciência das pessoas que estão em proximidade a ele; consciência que na maior parte das vezes se dissipa com o afastamento do anjo, dado que o humano não teria desenvolvido em si a força de sustentação para aquela consciência. Isso se assemelha à experiência humana de entendermos algo quando alguém que sabe àquele respeito nos explica, mas que se esvai de nossa compreensão quando da ausência daquela pessoa sabidona.
      Em Tolstói, Mikhail cumpre contrariado uma missão e perde as asas pela inconformidade com o que lhe foi solicitado. Aprende com o humano sobre algo que no reino que habitava não era possível aprender. Traz em si três perguntas a serem respondidas: “O que existe nos homens? O que não é dado aos homens? Do que vivem os homens?”. Sua luz aumenta conforme aprende, é silencioso e hábil além de capaz de enxergar além das aparências. Reconquista as asas ao encontrar as respostas e compreender que o mal que acreditou ter feito visava um bem maior, impossível de compreender então.
      Finalmente, Guimarães pinta com palavras a estória de um moço muito branco, que aparece, não se lembra, visto para ele só haver o presente, e em todos que se aproxima desperta aquilo que mais carecem. Desaparece como apareceu em meio a fenômenos extremos da natureza sob chuva, raios e trovões...
      Estórias anedóticas para uns, realidade para outros, estão contadas aí para quem quiser ler. Se fosse você eu leria, para não dizer depois que não sabia...
No caso do assunto interessar, vale ler também: de Matthew Fox e Rupert Sheldrake “A física dos anjos”, uma visão científica e filosófica dos seres celestiais; de Rudolf Steiner “O anjo em nosso corpo astral” e “A Ciência Oculta”; de Max Heindel “Conceito Rosacruz do Cosmos”; de Diether Lauenstein “As Leis Biográficas à Luz da Biblia”; de Mônica Bonfiglio “A magia dos anjos cabalísticos” e de Wim Wenders o filme “Asas do desejo”. Finalmente, para uma compreensão mais lúcida é imprescindível a leitura das lâminas 14 (A Temperança) e 15 (O Diabo) na obra magistral “Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô” escrita por autor anônimo pela editora Paulus.




Ao ignorarmos a presença dos anjos fecham-se as portas conscientes aos demais reinos, ou seja: arcanjos, principados, potestades, virtudes, dominações, tronos, querubins, serafins, terafins e xeofins; síntese que integra a “antena” cósmica do humano.
Se você nasceu sem asas não faça nada para impedi-las de crescer.