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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SENTIDO DE VIDA - ASTROLOGIA

2021

Veja: Por que os médicos deveriam se interessar por astrologia?

            O medo é séria ameaça ao desenvolvimento espiritual e arqui-inimigo do progresso evolutivo, pois congela a atuação e limita a liberdade. A coragem é uma fundamental a ser cultivada. Mesmo no engano e no erro aprendemos; aprendemos como não fazer e como melhorar. Erros são a matéria prima para a mudança, são as experiências que no ensinam a fazer o certo.

            Nosso trabalho no mundo não deve ser negligenciado em hipótese alguma. Estamos aqui para realizar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum tempo para aplicar ao autodesenvolvimento. É tão importante usar acertadamente esse tempo, como cumprir os deveres terrenos para com a família e obrigações sociais.

            Já refletiu por que Cristo sugeriu que deveríamos curar os enfermos? Uma das razões é que aliviado de um sofrimento a fé aumenta e melhora as condições para sanar a alma. Quando alcançarmos a elevada estatura de Cristo e pudermos ver simultaneamente passado e futuro, compreenderemos as causas das crises e doenças e não precisaremos de ajuda para diagnosticar e medicar. Até que esse dia seja, devemos usar as muletas que temos, e uma delas é a astrologia.


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

LEIS DA NATUREZA


Alex Grey
O humano e também as leis da natureza que o cercam parecem evoluir, conforme Sheldrake aprofunda no livro "Presença do Passado". A Terra pode ser pensada como um “ser” em evolução bem como campo evolutivo para outros seres; o mesmo vale para o Sol, planetas e suas luas assim como o próprio sistema solar. No caso do sistema solar, os próprios planetas podem ser simbolicamente vistos como seus órgãos constituintes à semelhança do fígado, pulmões rins etc. no corpo humano.
Prosseguindo nesta linha, um zodíaco assim como qualquer campo arquetípico representativo de hierarquias superiores ao humano, também são “seres” em seus processos intrínsecos e peculiares. Tudo isso impulsiona o pensar na direção de um sentido maior inquietante, frente ao qual Kant fala assim:
“Duas coisas enchem de maravilha meu ser, a lei moral no interior do homem e o céu estrelado acima de minha cabeça”. (Kant - Crítica da razão pura)


terça-feira, 9 de abril de 2019

O SANGUE E AS LÁGRIMAS


Natureza Abstrata - Henrique Luna

                O sangue nasce no interior dos ossos (Saturno). Algumas águas nascem do interior da terra ou do alto das montanhas. Moisés bateu duas vezes na pedra para a água sair; ouvisse bem, bateria apenas uma. Você já viu uma nascente? Você se percebe enquanto nascente?
Assim como a água nasce do profundo da terra, as lágrimas são expressão de tudo que está empedrado no interior. Elas brotam para lavar os olhos, nossa janela. Elas vêm para que vejamos melhor. Vêm para compreendermos que há algo que não vemos bem. Vêm para que enxerguemos. Vêm para anunciar algo que endureceu no profundo do ser, e que anseia pela vida.
Antes do sangue brotar no interior dos ossos, sede de nossa dureza e resistência, é importante que a água seja extraída da fonte da rocha de nossas cristalizações.
O sangue que nasce na pessoa empedrada e emparedada, é sangue aguado, diluído. Diluído na água do lamento e, portanto, lamacenta. Da água que deveria ter brotado em algum momento, espontaneamente, como a chuva do céu; que não choveu por não ter havido leveza suficiente para que flutuasse no ar e subisse aos céus. Não houve oração (aspiração) e, portanto, foi vítima da gravidade terrestre (desespero); não subiu, se cristalizou e empedrou. A gravidade celeste evapora, eleva, enleva, aspira e faz chover.
A água que não evapora aos céus se torna desespero; as águas que o fazem, esperança, porque chovem e agraciam a terra. Que nossas águas chovam e não chorem. Que eu abençoe antes a despertar pena.
Quando eu purifico e elevo minhas águas, meu sangue se purifica e pode receber, além de mais conscientemente aprender o meu Ser. O sangue purificado é abençoado e visitado cada vez mais por aqueles que inspiram e conduzem, e cada vez menos por aqueles que viciam, vampirizam e induzem.
O sangue não purificado guarda relação vibratória funcional íntima com Saturno; purificar o sangue é, em linguagem astrológica, aumentar a tonalidade de Júpiter concomitante à diminuição da Saturnina. “Jupiterizar” o sangue é ato que conduz para além do tempo (sempre, nunca) em direção ao eterno (agora), ao éter, ao etérico. A região etérica é vinculada à vida, àquela árvore e rios que Ezequiel trata poeticamente em seu capítulo 47.
Corine Heline expressa essa reflexão no livro “Anatomia Oculta e a Bíblia” com as seguintes palavras:
Deve-se notar ainda que um importante trabalho na iniciação concerne à transformação do esqueleto Saturnino no corpo Jupteriano, e qualquer interferência com o sangue retarda esse processo uma vez que as células vermelhas do sangue são no presente estado das coisas manufaturadas na medula óssea do esqueleto.

terça-feira, 19 de março de 2019

OS PÉS


Os pés, no zodíaco representados por Peixes, representam a culminância da história cósmica de nossa humanidade. História que principia na cabeça (Áries), atravessa todas as hierarquias zodiacais e as diferentes partes do corpo que elas regem até alcançar a horizontalidade da superfície terrestre. Sim, pois os pés representam a consciência do contato com a terra. Na horizontalidade da terra os pés nos conduzem quando nos dispomos e não oferecemos obstáculo; eles são a última instância do querer que nos move.
Exceção feita ao folclórico Saci, não há um pé mais importante que o outro; o pé direito e o esquerdo compõem o atual estado humano. Quando o Humano é saudável, não claudica e não exige ou prefere pisar à direita ou à esquerda, senão apenas pisa. Se prefere um ao outro sente pena e afunda, já ao não preferir, as penas se reúnem em asas de voar e os pés deixam de ferir a pele da Terra. Voar permite ver de cima o movimento do abraço fraterno da respiração direita-esquerda.


Os pés guardam relação íntima com o perdão, sendo comum que eles doam ou se machuquem na medida em que me nego a exercitar o perdão, seja na coragem do sentido ativo de perdoar ou na resignação do pedir perdão. Cabe à nossa humanidade criar asas nos pés, para que eles sejam alçados ao alto de onde vieram. Morfologicamente semelhantes aos ouvidos, os pés portam em si todos os pontos de acupuntura em sua superfície. Isso mostra que somos destinados a escutar a terra e que devemos tornar nossos pés, como que um segundo ouvido, com a finalidade de contar ao alto tudo o que se passa aqui nesse plano (como em cima em baixo).
É fundamental, apesar de nossa única parte que funciona na horizontal, que de tempos em tempos permitamos que eles se verticalizem. Como fazer isso? Sempre que reverentemente nos curvamos e agradecemos à vida e a Deus pelo mistério que nos envolve e que permite que continuemos a ser, apesar dos tantos equívocos cotidianamente cometidos. Quando ajoelho, meus pés se verticalizam e com eles subo aos céus, se não por mim, pela graça que me acolhe em oração. Praticar a verticalização dos pés ao ajoelhar é o melhor preparo para a verticalização última dos pés, quando a respiração deixa de ser e o corpo se deita de forma definitiva.
Pedras nos sapatos se formam quando não há oração (aspiração) e nos tornamos vítimas da gravidade terrestre (desespero); a oração que não sobe se cristaliza e empedra. Caminhar sem oração é errar, seu oposto é curar. É preciso, que à semelhança do Cristo, descalcemos nossos pés e lavemos os pés dos que se nos apresentam como irmãos. A atitude descalça aguça a audição assim como os pés limpos.


Não, os representantes dos três poderes não estariam dando um tiro nos pés se deslocassem seus escritórios para áreas próximas às favelas. A oportunidade de elevar suas consciências podálicas a ambientes tão anecúmenos, culminaria em algum momento em uma melhor compreensão das necessidades de quem nelas mora. Palmilhar diferentes solos é tornar-se consciente das diferentes nuances do humano.
Peixes, os pés, é um signo relacionado com o elemento água. A gravidade celeste evapora, eleva, enleva, aspira e faz chover. A água que não evapora aos céus se torna desespero; as águas que o fazem, esperança, porque chovem e agraciam a terra. Que nossas águas chovam e não chorem. Que eu abençoe antes a despertar pena. Quando eu purifico e elevo minhas águas, meu sangue se purifica e pode receber, além de mais conscientemente aprender o meu Ser. O sangue purificado é abençoado e visitado cada vez mais por aqueles que inspiram e conduzem, e cada vez menos por aqueles que viciam, vampirizam e induzem.


Notemos quando caminhamos e palmilhamos o chão, como os pés se assemelham a dois corações que, ao pisar sobre o plexo venoso na sola, bombeiam o sangue para cima; sangue que ascende com todo o aprendizado do percurso. Caminhemos e sejamos corações nos pés, quem sabe seja esse o primeiro passo para criar asas nesse órgão tão pouco visitado pela nossa atenção apesar de tão frequentemente pisoteado por todos.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

OLAVO BILAC - ASTROLOGIA


Via Láctea (trecho XIII)
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac )
(Publicado em  Antologia Poética - Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 28)


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

SUICÍDIO ESPIRITUAL


O suicídio físico é uma opção desesperada e pode ser consciente ou inconsciente. No primeiro caso um ato abrupto de desespero, no segundo decorrência de atitude ignorante que se perpetua no tempo (hábito alimentar precário, uso de drogas lícitas e ilícitas, sedentarismo, pouca leitura, hábito musical pobre). Estatísticas atuais apontam que a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo. No Brasil os dados mais recentes apontam uma média de 32 suicídios por dia.
Mas, o suicídio mais surpreendente é o espiritual. Quando o materialista se descuida de seus veículos (corpos) suprafísicos, demonstra coragem surpreendente. Veículos que a tradição designa como corpo vital, corpo de desejos e mente. Sim, não é preciso ver para saber. A pessoa sensível pressente que a vida é o “mistério” que anima a matéria, mas que não pode ser encontrada quando se disseca a matéria em sua intimidade. Quem deseja deveria refletir de onde vem as tendências desejosas e quem pensa deveria fazer investigação semelhante em relação ao pensamento. Desejo e pensamento, qualidades materiais de outra natureza que não a física.
A visão, o sentido predileto da atualidade, nos impede ver além das aparências. Mas veja você mesmo então. Nascer arredondado, ver o corpo esticar e crescer, a seguir ficar enrugado, pontudo e desvitalizado é percebido na superfície, mas que tipo de forças determinam esse efeito sobre a matéria animada?
O suicídio espiritual não é tão falado quanto o suicídio físico. Finge-se não ver, mas quem teria olhos para isso não é mesmo?
A pessoa que vive em espírito torna a vida material leve, torna-se permeável à graça. A pessoa que vive para a matéria é cega à luz do espírito e sua vida se torna opaca, escura, densa, azeda, cheia de reclamações e emperrada. É aquela pessoa que não entende o porquê de certas situações (padrões) se repetirem em sua vida. A graça, assim como a graxa, serve para lubrificar. A primeira lubrifica as engrenagens da vida, a outra as engrenagens da matéria. Em outras palavras, uma vida sem graça é uma vida sem graxa, assim como uma vida sem graça é também sinônimo de desgraçada.
Para que a graça permeie o corpo humano, o mesmo precisa estar poroso em todas as suas instâncias. Assim como a obstrução dos poros da pele leva à morte rapidamente, a obstrução dos poros dos corpos suprafísicos (corpo vital, corpo de desejos e mente) leva à morte lenta. Essa morte lenta se apresenta aos olhos do observador como as pessoas que apenas existem, à semelhança das pedras. Viver é atributo do reino humano; fundamental para isso é a consciência dimensional adequada do que seja SER HUMANO. A vida material, horizontal, cotidiana da família, do trabalho, da política, da filosofia niilista, da diversão é apenas palco, sombra e efemeridade. Sem a graça, a vida material culmina em cadeia, hospital, falta e inconformidade. Mas cadeia, hospital, falta e inconformidade, lembremos, são escolhas pessoais. Toda escolha, entretanto, é permitida a Fausto, em Goethe, ao se perder para se encontrar.


Se afastar da graça (ser desgraçado) por opção ou por ignorância é suicídio espiritual. O espiritual diz respeito a tudo o que está além dos cinco sentidos. O interesse também é um sentido que podemos vivenciar e experimentar. Mais interesse e menos indiferença é alternativa válida na profilaxia do suicídio espiritual.



domingo, 9 de setembro de 2018

ASTROLOGIA - ELMAN BACHER



A astrologia é para o estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual. Mais que qualquer outro estudo, ela revela o homem a si mesmo.
Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora. Ela oferece uma representação pictórica dinâmica da relação entre Deus (o Macrocosmo) e o homem (o Microcosmo), mostrando-os como algo fundamentalmente uno.
A ciência oculta, ao investigar as forças sutis que agem sobre o ser humano, o Espírito, e seus veículos, descreve seus efeitos com a mesma precisão que a ciência acadêmica o faz com relação as reações que ocorrem no mar, no solo, nas plantas e animais, decorrentes dos raios do sol e da lua.
Com este conhecimento podemos determinar o padrão astrológico de cada indivíduo e conhecer as fortalezas e as debilidades relativas das várias forças atuantes em cada vida. De acordo com o que tenhamos alcançado deste conhecimento, é possível começar a construção sistemática e científica do caráter – e caráter é destino!
Existem períodos e estações cosmicamente vantajosos para o desenvolvimento de certas qualidades, correção de maus hábitos e eliminação de inclinações destrutivas.
A ciência divina da astrologia revela causas ocultas que trabalham em nossas vidas. Assessora o adulto com respeito à vocação, os pais na orientação dos filhos, o mestre na orientação dos discípulos, o médico no diagnóstico das enfermidades; prestando-lhes, desta maneira ajuda em qualquer situação.
Nenhuma outra matéria ao alcance do conhecimento humano até o presente momento contém as possibilidades estendidas aos estudantes de astrologia na ajuda aos demais, no digno caminho de deuses-em-formação, a um entendimento maior da lei universal e à percepção de que estamos eternamente seguros nos braços carinhosos do infinito e ilimitado Ser.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

SOBRE A ASTROLOGIA E SUA COMPREENSÃO


“Falo e respondo enquanto não sou.
Quando souber, não mais.
Porque então não será mais preciso.
Néscio ainda acredito em explicações.
Quando não souber então serei; e quando for, não será mais preciso saber,
Apenas caminhar.”


            A astrologia representa uma “conversa” entre duas naturezas (humana e divina) e o mapa astrológico, um tabuleiro, onde pode ser observado o plano para o nascimento da natureza divina no humano. A distribuição zodiacal com seus doze signos mostra como as forças divinas (suprafísicas) se manifestam no plano terreno (físico); a distribuição das doze casas sobre as quais os signos se distribuem mostra a forma como aquele ser se constitui, assim como ele dispõe de suas potencialidades naturais.
O mapa astrológico é uma representação arquetípica da manifestação física e auxilia na compreensão de como o sistema de veículos (físico, etérico, desejos e mente) estão alinhados entre si, além de sugerir simbolicamente o estado da relação personalidade, alma e espírito em cada indivíduo (vide roda da fortuna).
Desta observação deve nascer o interesse em comparar e meditar seu mapa natal (natureza humana) com o mapa zero Áries, uma nuance do divino na linguagem astrológica, entre outras. Na interação ou no atrito entre estas representações surge uma janela de possibilidade para o nascimento do indivíduo na plenitude de seu potencial.
Existem livros que explicam ao estudante os símbolos e os valores básicos que estruturam o pensar astrológico cotidiano e convencional. Estes livros são muito importantes para um primeiro contato e seus potenciais.
No entanto, a própria astrologia parece ser estrutura viva que evolui conjuntamente ao humano, seu co-criador. Ela é ferramenta bastante interessante para aprofundar-se em questões pessoais existenciais. O seu aprendizado pode ocorrer em grupos, aulas e cursos, mas a interpretação do tema de cada pessoa é território sagrado a ser palmilhado individualmente e apenas na medida da capacidade que a pessoa tenha aprendido a ver por si só. A sugestão de evitar o olhar alheio decorre de não sabermos a condição evolutiva de quem encontramos no caminho, sendo que cada um interpreta segundo suas próprias concepções. Do mesmo modo que a baleia não cabe na gaiola de um pássaro, alguns seres não caberão nas interpretações de seres de “menor porte”. De fato, não é possível saber o tamanho da consciência bem como do alcance espiritual dos outros seres com quem interagimos.
Por isso se torna importante o estudo concomitante das mitologias, das filosofias, da história do mundo; tentativas de contornar abordagens técnicas e materialistas sobre o fenômeno vida – manifestação ímpar de cada ser, com sua peculiar missão existencial.


domingo, 10 de dezembro de 2017

ASTROLOGIA E SAÚDE - EXISTE RELAÇÃO?




Um dia houve a separação fundamental entre as ciências físicas e espirituais. A despeito disso, grupos preservaram segredos esotéricos da medicina e da astrologia, sustentando o conhecimento interpretado sob a luz da mística, sendo os segredos espirituais restaurados, ocultos do vulgo e dados àqueles que anelavam pelas causas do espírito.
Hoje observamos educadores que ignoram os valores espirituais; vemos a ciência material tornar-se uma instituição orgulhosa, que ignora a alma, fascinada pela matéria não deixando lugar para a mística. Como resultado, temos uma desilusão geral e um abatimento decorrentes da insignificância das coisas materiais: fuga, desespero e tristeza. O atual interesse renovado pela Astrologia como recurso de cura resgata o pensamento de Paracelso, expoente do pensamento vivo que dizia:
Assim como existem estrelas nos céus (macrocosmo), também há estrelas dentro do ser humano. Portanto, nada existe no universo que não tenha seu equivalente no microcosmo (o corpo humano)” e “O espírito do ser humano deriva das constelações (estrelas fixas - sóis); sua alma, dos planetas; e seu corpo, dos elementos”.
O Macrocosmo é a difusão infinita do cosmos em suas ilhas, galáxias, nebulosas, estrelas, planetas, corpos celestes onde inumeráveis formas de vida estão sempre evoluindo. O Microcosmo são as células de nosso corpo, incontáveis como as estrelas do céu. A chave mestra que permite acesso à correlação entre macro e microcosmos e que favorece a compreensão dos mistérios é:
“Como é em cima, assim é embaixo”.
A Astrologia pode ser vivenciada como uma “tela” que permite o vislumbre da inter-relação das forças entre o Macrocosmo e o Microcosmo, entre o externo a nós e o nosso interior, além de ser um instrumento da realização da Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito. Assim, dentro de perspectiva que admite a possibilidade do renascer, alguns pensamentos descrevem observações pertinentes ao pensar astrológico:
· “Viver para comer ao invés de comer para viver”, pode implicar futuramente na colheita de complicações no aparelho digestivo.
· A excessiva irritação, intolerância, impaciência, impetuosidade, podem implicar futuramente na colheita de desordens circulatórias e seus efeitos colaterais em todo o sistema: apoplexias, derrames, varizes, pressão sanguínea irregular, etc.
· A impulsividade e o rancor podem implicar futuramente na colheita de úlceras, artrites, disfunções glandulares, insuficiência cardíaca, pressão baixa, problemas linfáticos.
· A atividade excessiva em função do mal, caracterizada por comportamentos maleficamente agressivos, violentos e vingativos pode implicar futuramente na colheita de baixa energia dinâmica assim como de ausência de resistência a doenças; membros defeituosos, acidentes com perda de membros; articulações sujeitas a artrites; dores musculares, reumatismo e enxaquecas.
· O abuso da função sexual e sua utilização apenas para a gratificação dos sentidos pode implicar futuramente na colheita de falta de vitalidade, vontade fraca ou até debilidade mental.
· A recusa em gerar ou aceitar o filho gerado, criá-lo e educá-lo pode implicar futuramente na colheita de disfunções nos órgãos geradores, predisposição ao câncer de próstata ou laringe, útero, seios e estômago.
Felizmente, SÓ COLHEMOS AQUILO QUE SEMEAMOS.
A grande maioria das doenças origina-se no comportamento negativo face às circunstâncias que, quase sempre, envolvem nosso semelhante. Trata-se do antigo e misterioso conselho dado por Cristo no Sermão da Montanha: “se qualquer membro do teu corpo te escandalizar (o mau uso) arranca-o e joga-o fora...” Justo o que fazemos literalmente antes de renascer!
Enquanto os exames médicos mostram as condições de nosso corpo no momento da coleta, o horóscopo mostra as enfermidades latentes e ativas em toda nossa vida terrestre. Deste modo temos tempo suficiente para: prevenir-nos, minimizar os efeitos e até não desenvolver essa enfermidade, pois: “as estrelas impelem, mas não obrigam”!
Através da astrodiagnose e terapia é possível conhecer os melhores métodos para efetuar a cura, assim como o melhor tratamento para cada paciente, além de ser possível observar o caráter do enfermo (forte, débil, negativo, emocional). A partir desse estudo, é possível saber o dia em que as crises tendem a se manifestar e quando as influências adversas diminuirão.
Estamos sujeitos a enfermidades físicas, psíquicas, sociais, mentais e espirituais. De acordo com a ciência oculta, construímos nosso Corpo Denso e o controlamos. Havendo doença nele somos levados a concluir que não fizemos nosso trabalho de forma ideal. Isso é expresso nas duas classes de enfermidades apontadas em um horóscopo:
·        Latentes
o São indicadas pelas aflições planetárias no horóscopo quando nascemos.
o Podem permanecer latentes durante toda a nossa vida terrestre.
o Dependem do nosso modo de vida: se não respondemos às tendências indicadas pelas aflições planetárias, elas não se manifestarão.
o Podemos atuar com nossa vontade até o ponto de anular as indicações de nosso horóscopo.
·         Ativas
o São indicadas pelas aflições planetárias no horóscopo quando nascemos, mas nós respondemos a essas aflições, através: de pensamentos, sentimentos, palavras ou atos negativos, inferiores e destrutivos.
o As posições planetárias progredidas indicam os momentos de atuação.
o Consertando o nosso modo de vida: aliviaremos, suspenderemos ou seremos curados da enfermidade.
Para aplicarmos ao estudo dessa ciência e arte de obter conhecimento científico das enfermidades, suas causas, segundo indicações dos planetas, e dos meios de curar é necessário:
·   Dedicar-nos ao conhecimento da fisiologia e anatomia de nosso Corpo Denso.
·   Usar esse conhecimento altruisticamente na ajuda aos sofredores.
·   Esquecer o próprio horóscopo e dedicar o conhecimento a ajudar os outros.
·   Fazer os exercícios de Retrospecção e de Concentração diariamente.
·   Praticar mais a devoção no dia a dia.
·   “Pregar o Evangelho e curar os enfermos”.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

SOBRE O TEMPO – UM SONHO




        Outro dia, em sonho, muito tempo atrás, quase ontem, perguntaram se o tempo existe de fato e do que ele se trata. Andei, falei e pensei:
        Sim o tempo existe, e o eterno insiste, duas direções espaciais que quando se fala em tempo se mostram necessárias. Sim, pois a existência do tempo exige o conceito de mudança e de movimento, sem o que o conceito não se manifesta. Se estiver difícil, me interrompa, por favor, e pergunte ok?


        Existir é vir para fora (prefixo ex), é acontecer, é manifestar, é temporalizar. E tudo que é temporalizado ganha duração e, portanto finitude. Se não a finitude no sentido anterógrado, ao menos a do sentido retrógrado, pois que pode ser infinita para frente, mas não o é para trás, visto teve princípio e, portanto não é eterna. Digo que a eternidade é a infinitude do passado e o tempo (temporalidade) é a infinitude do futuro. Por isso sempre ter existido (eterno) é tão diferente de poder existir para sempre (infinito).
        O tempo nasce de um sacrifício. Para se “ter” tempo é importante algum grau de sacrifício. De outro modo, aqueles cujas vidas não “têm” sacrifício, não têm tempo. O tempo os têm, são possuídos pelo tempo, escravos do tempo, vítimas do tempo. Nas palavras de Rohden, podemos ser livres daquilo que possuímos, mas podemos ser escravos, mesmo daquilo que não possuímos. Não há mal nenhum em possuir, todo mal está em ser possuído. Sacrifício é ofício sagrado e verticaliza o humano, sofrimento é escolha animal, horizontaliza o humano e esvazia o sentido de vida. Sacrifício é vital e ativo, já sofrimento é mortal e passivo.
        Mas, o tempo é essa coisa que passa e quanto mais apego mais ele se materializa e entra em nossas entranhas. Faz tudo parecer real, na medida em que vivenciamos um antes e um depois. Decorrências de sua “passagem”.
        Quando se olha um rio do alto, ele aparenta inteiro e imóvel. Quando entramos nesse mesmo rio, ele parece passar ou ir em alguma direção. Quanto mais denso o estado da matéria, mais o tempo se faz sentir.
        Antigamente o tempo era visto como divindade, CHRONOS (Grécia), depois também Saturno (Roma). Nessa época era bem sabido o porquê dessa divindade devorar seus filhos. Hoje o tempo nos devora, mas perdemos aquela qualidade de percepção e a trocamos pela noção de que simplesmente o tempo passa e com ele nós passamos...
        Certamente passamos, mas o tempo será que passa mesmo? Ou se assemelha ao rio que visto do alto é parado e só quando nele se entra é possível perceber o fluxo?
        O tempo também tinha outra representação divina no passado, relacionada à sua qualidade, a seu como. Essa representação era conhecida por KAIRÓS. A qualidade do tempo determina uma instância de natureza etérea em relação à quantidade de tempo, e de fato, a envolve com essa atmosfera. Por isso alguns tempos são mais curtos e outros mais demorados, apesar de serem os mesmos quando medidos em ponteiros. O escritor e físico Alan Lightman escreve sobre isso com propriedade na obra “Sonhos de Einstein”.


        Até hoje, por mais que pesquisemos, não sabemos se o tempo é contínuo ou granuloso (discreto), mas um cientista chamado Planck definiu o que se pode arriscar como a menor quantidade de tempo, a partir da qual podemos falar em tempo; é o TEMPO DE PLANCK. Mas isso tudo só vale enquanto a velocidade da luz, a constante gravitacional e a constante de Planck forem consideradas constantes; se alguém descobrir que não são tão constantes assim, tudo isso deve se transformar em algo bem diferente...
        Se o tempo for granuloso, descontínuo, talvez seja nesses “espaços” que a qualidade possa se encaixar! Algo como a água que adentra as rachaduras do solo! Que pena não se poder medir as qualidades como se pode medir o tempo e descobrir se elas podem ser constituídas de pequenas partes como o tempo do Planck!
        Dizemos que temos tempo, mas temos de fato ou é o tempo que nos têm em si? Estamos no tempo e ele em nós, nossos ritmos cardíacos e respiratórios o dizem, mas por quanto tempo?


        Saturno, o senhor do tempo e também o ceifador, no simbolismo astrológico rege um signo de terra (Capricórnio); a terra é o palco do tempo; além disso, Saturno se exalta em um signo de ar (Libra), que representa os atores do tempo, que atuam em parceria comigo. Ambos signos cardinais, que iniciam movimentos e que evocam a manifestação e a importância do tempo. Por outro lado, Saturno, o senhor do tempo, fica mal posicionado nos signos de Áries e Câncer. Áries é o próprio princípio ígneo que subjaz a toda manifestação e que não pode ser restrito ou subjugado pela temporalidade; Câncer é o princípio vital que clama por manifestar-se em vida e que não pode ser restrito ou subjugado senão apenas brevemente.
No devorar de seus filhos, Saturno nos ensina sobre a tensão dinâmica entre as forças dinâmicas de manifestação e perpetuação da vida em contraposição às forças de cristalização e de atrito da vida.

        Para parar o tempo, é preciso ir para bem longe. É o que as estrelas fizeram. Quando vemos uma estrela, vemos como ela foi e não como é nesse momento. Nosso sol, por exemplo, o vemos como ele foi oito minutos atrás; outras estrelas como foram há milhões de anos atrás. No mundo em que vivemos quanto mais distante um objeto de nós, mais antigo ele nos parecerá; quanto mais próximos de sua luz, mais novo.
O tempo é amigo da distância, a vida é amiga da luz.

A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreendem.