A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
O
medo é séria ameaça ao desenvolvimento espiritual e arqui-inimigo do progresso
evolutivo, pois congela a atuação e limita a liberdade. A coragem é uma
fundamental a ser cultivada. Mesmo no engano e no erro aprendemos; aprendemos
como não fazer e como melhorar. Erros são a matéria prima para a mudança, são as
experiências que no ensinam a fazer o certo.
Nosso
trabalho no mundo não deve ser negligenciado em hipótese alguma. Estamos aqui
para realizar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a
esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum tempo para aplicar ao
autodesenvolvimento. É tão importante usar acertadamente esse tempo, como
cumprir os deveres terrenos para com a família e obrigações sociais.
Já
refletiu por que Cristo sugeriu que deveríamos curar os enfermos? Uma das
razões é que aliviado de um sofrimento a fé aumenta e melhora as condições para
sanar a alma. Quando alcançarmos a elevada estatura de Cristo e pudermos ver
simultaneamente passado e futuro, compreenderemos as causas das crises e doenças
e não precisaremos de ajuda para diagnosticar e medicar. Até que esse dia seja,
devemos usar as muletas que temos, e uma delas é a astrologia.
O humano e
também as leis da natureza que o
cercam parecem evoluir, conforme Sheldrake aprofunda no livro "Presença do Passado". A Terra pode ser pensada
como um “ser” em evolução bem como campo evolutivo para outros seres; o mesmo
vale para o Sol, planetas e suas luas assim como o próprio sistema solar. No
caso do sistema solar, os próprios planetas podem ser simbolicamente vistos
como seus órgãos constituintes à semelhança do fígado, pulmões rins etc. no
corpo humano.
Prosseguindo nesta linha, um zodíaco assim como qualquer campo
arquetípico representativo de hierarquias superiores ao humano, também são
“seres” em seus processos intrínsecos e peculiares. Tudo isso impulsiona o
pensar na direção de um sentido maior inquietante, frente ao qual Kant fala assim:
“Duas coisas enchem de maravilha meu ser,
a lei moral no interior do homem e o céu estrelado acima de minha cabeça”. (Kant
- Crítica da razão pura)
O sangue nasce no interior dos
ossos (Saturno). Algumas águas nascem do interior da terra ou do alto das
montanhas. Moisés bateu duas vezes na pedra para a água sair; ouvisse bem, bateria
apenas uma. Você já viu uma nascente? Você se percebe enquanto nascente?
Assim como a água nasce do profundo da terra, as lágrimas são expressão
de tudo que está empedrado no interior. Elas brotam para lavar os olhos, nossa
janela. Elas vêm para que vejamos melhor. Vêm para compreendermos que há algo
que não vemos bem. Vêm para que enxerguemos. Vêm para anunciar algo que
endureceu no profundo do ser, e que anseia pela vida.
Antes do sangue brotar no interior dos ossos, sede de nossa dureza e
resistência, é importante que a água seja extraída da fonte da rocha de nossas
cristalizações.
O sangue que nasce na pessoa empedrada e emparedada, é sangue aguado,
diluído. Diluído na água do lamento e, portanto, lamacenta. Da água que deveria
ter brotado em algum momento, espontaneamente, como a chuva do céu; que não
choveu por não ter havido leveza suficiente para que flutuasse no ar e subisse
aos céus. Não houve oração (aspiração) e, portanto, foi vítima da gravidade
terrestre (desespero); não subiu, se cristalizou e empedrou. A gravidade
celeste evapora, eleva, enleva, aspira e faz chover.
A água que não evapora aos céus se torna desespero; as águas que o fazem,
esperança, porque chovem e agraciam a terra. Que nossas águas chovam e não
chorem. Que eu abençoe antes a despertar pena.
Quando eu purifico e elevo minhas águas, meu sangue se purifica e pode
receber, além de mais conscientemente aprender o meu Ser. O sangue purificado é
abençoado e visitado cada vez mais por aqueles que inspiram e conduzem, e cada
vez menos por aqueles que viciam, vampirizam e induzem.
O sangue não purificado guarda relação vibratória funcional íntima com
Saturno; purificar o sangue é, em linguagem astrológica, aumentar a tonalidade
de Júpiter concomitante à diminuição da Saturnina. “Jupiterizar” o sangue é ato
que conduz para além do tempo (sempre, nunca) em direção ao eterno (agora), ao
éter, ao etérico. A região etérica é vinculada à vida, àquela árvore e rios que
Ezequiel trata poeticamente em seu capítulo 47.
Corine Heline expressa essa reflexão no livro “Anatomia Oculta e a
Bíblia” com as seguintes palavras:
“Deve-se notar ainda que um
importante trabalho na iniciação concerne à transformação do esqueleto
Saturnino no corpo Jupteriano, e qualquer interferência com o sangue retarda
esse processo uma vez que as células vermelhas do sangue são no presente estado
das coisas manufaturadas na medula óssea do esqueleto. ”
Os pés, no zodíaco
representados por Peixes, representam a culminância da história cósmica de
nossa humanidade. História que principia na cabeça (Áries), atravessa todas as
hierarquias zodiacais e as diferentes partes do corpo que elas regem até
alcançar a horizontalidade da superfície terrestre. Sim, pois os pés
representam a consciência do contato com a terra. Na horizontalidade da terra
os pés nos conduzem quando nos dispomos e não oferecemos obstáculo; eles são a
última instância do querer que nos move.
Exceção feita ao
folclórico Saci, não há um pé mais importante que o outro; o pé direito e o
esquerdo compõem o atual estado humano. Quando o Humano é saudável, não
claudica e não exige ou prefere pisar à direita ou à esquerda, senão apenas
pisa. Se prefere um ao outro sente pena e afunda, já ao não preferir, as penas
se reúnem em asas de voar e os pés deixam de ferir a pele da Terra. Voar
permite ver de cima o movimento do abraço fraterno da respiração
direita-esquerda.
Os pés guardam relação íntima
com o perdão, sendo comum que eles doam ou se machuquem na medida em que me nego
a exercitar o perdão, seja na coragem do sentido ativo de perdoar ou na
resignação do pedir perdão. Cabe à nossa humanidade criar asas nos pés, para
que eles sejam alçados ao alto de onde vieram. Morfologicamente semelhantes aos
ouvidos, os pés portam em si todos os pontos de acupuntura em sua superfície.
Isso mostra que somos destinados a escutar a terra e que devemos tornar nossos
pés, como que um segundo ouvido, com a finalidade de contar ao alto tudo o que
se passa aqui nesse plano (como em cima em baixo).
É fundamental, apesar de
nossa única parte que funciona na horizontal, que de tempos em tempos
permitamos que eles se verticalizem. Como fazer isso? Sempre que reverentemente
nos curvamos e agradecemos à vida e a Deus pelo mistério que nos envolve e que
permite que continuemos a ser, apesar dos tantos equívocos cotidianamente
cometidos. Quando ajoelho, meus pés se verticalizam e com eles subo aos céus, se
não por mim, pela graça que me acolhe em oração. Praticar a verticalização dos
pés ao ajoelhar é o melhor preparo para a verticalização última dos pés, quando
a respiração deixa de ser e o corpo se deita de forma definitiva.
Pedras nos sapatos se
formam quando não há oração (aspiração) e nos tornamos vítimas da gravidade
terrestre (desespero); a oração que não sobe se cristaliza e empedra. Caminhar
sem oração é errar, seu oposto é curar. É preciso, que à semelhança do Cristo,
descalcemos nossos pés e lavemos os pés dos que se nos apresentam como irmãos.
A atitude descalça aguça a audição assim como os pés limpos.
Não, os representantes
dos três poderes não estariam dando um tiro nos pés se deslocassem seus
escritórios para áreas próximas às favelas. A oportunidade de elevar suas
consciências podálicas a ambientes tão anecúmenos, culminaria em algum momento em
uma melhor compreensão das necessidades de quem nelas mora. Palmilhar
diferentes solos é tornar-se consciente das diferentes nuances do humano.
Peixes, os pés, é um
signo relacionado com o elemento água. A gravidade celeste evapora, eleva,
enleva, aspira e faz chover. A água que não evapora aos céus se torna
desespero; as águas que o fazem, esperança, porque chovem e agraciam a terra.
Que nossas águas chovam e não chorem. Que eu abençoe antes a despertar pena. Quando
eu purifico e elevo minhas águas, meu sangue se purifica e pode receber, além
de mais conscientemente aprender o meu Ser. O sangue purificado é abençoado e
visitado cada vez mais por aqueles que inspiram e conduzem, e cada vez menos
por aqueles que viciam, vampirizam e induzem.
Notemos quando caminhamos
e palmilhamos o chão, como os pés se assemelham a dois corações que, ao pisar
sobre o plexo venoso na sola, bombeiam o sangue para cima; sangue que ascende
com todo o aprendizado do percurso. Caminhemos e sejamos corações nos pés, quem
sabe seja esse o primeiro passo para criar asas nesse órgão tão pouco visitado
pela nossa atenção apesar de tão frequentemente pisoteado por todos.
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
( Olavo Bilac ) (Publicado em Antologia Poética - Porto Alegre,
RS: L&PM, 2012. p. 28)
O suicídio físico é uma
opção desesperada e pode ser consciente ou inconsciente. No primeiro caso um
ato abrupto de desespero, no segundo decorrência de atitude ignorante que se
perpetua no tempo (hábito alimentar precário, uso de drogas lícitas e ilícitas,
sedentarismo, pouca leitura, hábito musical pobre). Estatísticas atuais apontam
que a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo. No Brasil os
dados mais recentes apontam uma média de 32 suicídios por dia.
Mas, o suicídio mais
surpreendente é o espiritual. Quando o materialista se descuida de seus
veículos (corpos) suprafísicos, demonstra coragem surpreendente. Veículos que a
tradição designa como corpo vital, corpo de desejos e mente. Sim, não é preciso
ver para saber. A pessoa sensível pressente que a vida é o “mistério” que anima
a matéria, mas que não pode ser encontrada quando se disseca a matéria em sua
intimidade. Quem deseja deveria refletir de onde vem as tendências desejosas e quem
pensa deveria fazer investigação semelhante em relação ao pensamento. Desejo e
pensamento, qualidades materiais de outra natureza que não a física.
A visão, o sentido
predileto da atualidade, nos impede ver além das aparências. Mas veja você
mesmo então. Nascer arredondado, ver o corpo esticar e crescer, a seguir ficar
enrugado, pontudo e desvitalizado é percebido na superfície, mas que tipo de
forças determinam esse efeito sobre a matéria animada?
O suicídio espiritual não
é tão falado quanto o suicídio físico. Finge-se não ver, mas quem teria olhos
para isso não é mesmo?
A pessoa que vive em
espírito torna a vida material leve, torna-se
permeável à graça. A pessoa que vive para a matéria é cega à luz do
espírito e sua vida se torna opaca, escura, densa, azeda, cheia de reclamações
e emperrada. É aquela pessoa que não entende o porquê de certas situações (padrões)
se repetirem em sua vida. A graça, assim como a graxa, serve para lubrificar. A
primeira lubrifica as engrenagens da vida, a outra as engrenagens da matéria.
Em outras palavras, uma vida sem graça é uma vida sem graxa, assim como uma
vida sem graça é também sinônimo de desgraçada.
Para que a graça permeie o
corpo humano, o mesmo precisa estar poroso em todas as suas instâncias. Assim
como a obstrução dos poros da pele leva à morte rapidamente, a obstrução dos
poros dos corpos suprafísicos (corpo vital, corpo de desejos e mente) leva à
morte lenta. Essa morte lenta se apresenta aos olhos do observador como as
pessoas que apenas existem, à semelhança das pedras. Viver é atributo do reino
humano; fundamental para isso é a consciência dimensional adequada do que seja
SER HUMANO. A vida material, horizontal, cotidiana da família, do trabalho, da
política, da filosofia niilista, da diversão é apenas palco, sombra e
efemeridade. Sem a graça, a vida material culmina em cadeia, hospital, falta e
inconformidade. Mas cadeia, hospital, falta e inconformidade, lembremos, são
escolhas pessoais. Toda escolha, entretanto, é permitida a Fausto, em Goethe, ao se perder
para se encontrar.
Se afastar da graça (ser
desgraçado) por opção ou por ignorância é suicídio espiritual. O espiritual diz
respeito a tudo o que está além dos cinco sentidos. O interesse também é um
sentido que podemos vivenciar e experimentar. Mais interesse e menos
indiferença é alternativa válida na profilaxia do suicídio espiritual.
A astrologia é para o estudante Rosacruz uma fase
da religião, basicamente uma ciência espiritual. Mais que qualquer outro
estudo, ela revela o homem a si mesmo.
Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e
tão abarcadora. Ela oferece uma representação pictórica dinâmica da relação
entre Deus (o Macrocosmo) e o homem (o Microcosmo), mostrando-os como algo
fundamentalmente uno.
A ciência oculta, ao investigar as forças sutis que
agem sobre o ser humano, o Espírito, e seus veículos, descreve seus efeitos com
a mesma precisão que a ciência acadêmica o faz com relação as reações que
ocorrem no mar, no solo, nas plantas e animais, decorrentes dos raios do sol e
da lua.
Com este conhecimento podemos determinar o padrão
astrológico de cada indivíduo e conhecer as fortalezas e as debilidades
relativas das várias forças atuantes em cada vida. De acordo com o que tenhamos
alcançado deste conhecimento, é possível começar a construção sistemática e
científica do caráter – e caráter é destino!
Existem períodos e estações cosmicamente vantajosos
para o desenvolvimento de certas qualidades, correção de maus hábitos e
eliminação de inclinações destrutivas.
A ciência divina da astrologia revela causas
ocultas que trabalham em nossas vidas. Assessora o adulto com respeito à
vocação, os pais na orientação dos filhos, o mestre na orientação dos
discípulos, o médico no diagnóstico das enfermidades; prestando-lhes,
desta maneira ajuda em qualquer situação.
Nenhuma outra matéria ao alcance do conhecimento
humano até o presente momento contém as possibilidades estendidas aos
estudantes de astrologia na ajuda aos demais, no digno caminho de
deuses-em-formação, a um entendimento maior da lei universal e à percepção de
que estamos eternamente seguros nos braços carinhosos do infinito e ilimitado
Ser.
Quando não souber então serei; e quando for, não será mais preciso saber,
Apenas caminhar.”
A astrologia representa uma
“conversa” entre duas naturezas (humana e divina) e o mapa astrológico, um
tabuleiro, onde pode ser observado o plano para o nascimento da natureza divina
no humano. A distribuição zodiacal com seus doze signos mostra como as forças
divinas (suprafísicas) se manifestam no plano terreno (físico); a distribuição
das doze casas sobre as quais os signos se distribuem mostra a forma como
aquele ser se constitui, assim como ele dispõe de suas potencialidades
naturais.
O mapa astrológico é uma
representação arquetípica da manifestação física e auxilia na compreensão de
como o sistema de veículos (físico, etérico, desejos e mente) estão alinhados
entre si, além de sugerir simbolicamente o estado da relação personalidade,
alma e espírito em cada indivíduo (vide roda da fortuna).
Desta observação deve
nascer o interesse em comparar e meditar
seu mapa natal (natureza humana) com o mapa zero Áries, uma nuance do divino na
linguagem astrológica, entre outras. Na interação ou no atrito entre estas representações
surge uma janela de possibilidade para o nascimento do indivíduo na plenitude
de seu potencial.
Existem livros que
explicam ao estudante os símbolos e os valores básicos que estruturam o pensar
astrológico cotidiano e convencional. Estes livros são muito importantes para
um primeiro contato e seus potenciais.
No entanto, a própria
astrologia parece ser estrutura viva que evolui conjuntamente ao humano, seu
co-criador. Ela é ferramenta bastante interessante para aprofundar-se em
questões pessoais existenciais. O seu aprendizado pode ocorrer em grupos, aulas
e cursos, mas a interpretação do tema de cada pessoa é território sagrado a ser
palmilhado individualmente e apenas na medida da capacidade que a pessoa tenha aprendido
a ver por si só. A sugestão de evitar o olhar alheio decorre de não sabermos a
condição evolutiva de quem encontramos no caminho, sendo que cada um interpreta
segundo suas próprias concepções. Do mesmo modo que a baleia não cabe na gaiola
de um pássaro, alguns seres não caberão nas interpretações de seres de “menor porte”.
De fato, não é possível saber o tamanho da consciência bem como do alcance
espiritual dos outros seres com quem interagimos.
Por isso se torna
importante o estudo concomitante das mitologias, das filosofias, da história do
mundo; tentativas de contornar abordagens técnicas e materialistas sobre o
fenômeno vida – manifestação ímpar de cada ser, com sua peculiar missão
existencial.
Um dia houve a separação fundamental
entre as ciências físicas e espirituais. A despeito disso, grupos preservaram segredos
esotéricos da medicina e da astrologia, sustentando o conhecimento interpretado
sob a luz da mística, sendo os segredos espirituais restaurados, ocultos do
vulgo e dados àqueles que anelavam pelas causas do espírito.
Hoje observamos educadores que
ignoram os valores espirituais; vemos a ciência material tornar-se uma instituição
orgulhosa, que ignora a alma, fascinada pela matéria não deixando lugar para a
mística. Como resultado, temos uma desilusão geral e um abatimento decorrentes
da insignificância das coisas materiais: fuga, desespero e tristeza. O atual interesse
renovado pela Astrologia como recurso de cura resgata o pensamento de Paracelso,
expoente do pensamento vivo que dizia:
“Assim
como existem estrelas nos céus (macrocosmo), também há estrelas dentro do ser
humano. Portanto, nada existe no universo que não tenha seu equivalente no
microcosmo (o corpo humano)” e “O espírito do ser humano deriva das
constelações (estrelas fixas - sóis); sua alma, dos planetas; e seu corpo, dos
elementos”.
O Macrocosmo é a difusão infinita do cosmos em
suas ilhas, galáxias, nebulosas, estrelas, planetas, corpos celestes onde
inumeráveis formas de vida estão sempre evoluindo. O Microcosmo são as células de nosso corpo, incontáveis como as
estrelas do céu. A chave mestra que permite acesso à correlação entre macro e
microcosmos e que favorece a compreensão dos mistérios é:
“Como é em cima, assim é embaixo”.
A Astrologia pode ser vivenciada como
uma “tela” que permite o vislumbre da inter-relação das forças entre o
Macrocosmo e o Microcosmo, entre o externo a nós e o nosso interior, além de
ser um instrumento da realização da Lei de Consequência ou Lei de Causa e
Efeito. Assim, dentro de perspectiva que admite a possibilidade do renascer,
alguns pensamentos descrevem observações pertinentes ao pensar astrológico:
·“Viver para comer ao invés de comer
para viver”, pode implicar futuramente na colheita de complicações no aparelho
digestivo.
·A excessiva irritação, intolerância, impaciência,
impetuosidade, podem implicar futuramente na colheita de desordens
circulatórias e seus efeitos colaterais em todo o sistema: apoplexias,
derrames, varizes, pressão sanguínea irregular, etc.
·A impulsividade e o rancor podem
implicar futuramente na colheita de úlceras, artrites, disfunções glandulares,
insuficiência cardíaca, pressão baixa, problemas linfáticos.
·A atividade excessiva em função do
mal, caracterizada por comportamentos maleficamente agressivos, violentos e
vingativos pode implicar futuramente na colheita de baixa energia dinâmica assim
como de ausência de resistência a doenças; membros defeituosos, acidentes com
perda de membros; articulações sujeitas a artrites; dores musculares,
reumatismo e enxaquecas.
·O abuso da função sexual e sua utilização
apenas para a gratificação dos sentidos pode implicar futuramente na colheita de
falta de vitalidade, vontade fraca ou até debilidade mental.
·A recusa em gerar ou aceitar o filho
gerado, criá-lo e educá-lo pode implicar futuramente na colheita de disfunções
nos órgãos geradores, predisposição ao câncer de próstata ou laringe, útero,
seios e estômago.
Felizmente, SÓ COLHEMOS AQUILO QUE
SEMEAMOS.
A grande maioria das doenças
origina-se no comportamento negativo face às circunstâncias que, quase sempre,
envolvem nosso semelhante. Trata-se do antigo e misterioso conselho dado por
Cristo no Sermão da Montanha: “se qualquer membro do teu corpo te escandalizar
(o mau uso) arranca-o e joga-o fora...” Justo o que fazemos
literalmente antes de renascer!
Enquanto os exames médicos mostram as
condições de nosso corpo no momento da coleta, o horóscopo mostra as
enfermidades latentes e ativas em toda nossa vida terrestre. Deste modo temos
tempo suficiente para: prevenir-nos, minimizar os efeitos e até não desenvolver
essa enfermidade, pois: “as estrelas impelem, mas não obrigam”!
Através da astrodiagnose e terapia é
possível conhecer os melhores métodos para efetuar a cura, assim como o melhor tratamento
para cada paciente, além de ser possível observar o caráter do enfermo (forte,
débil, negativo, emocional). A partir desse estudo, é possível saber o dia em
que as crises tendem a se manifestar e quando as influências adversas
diminuirão.
Estamos sujeitos a enfermidades físicas,
psíquicas, sociais, mentais e espirituais. De acordo com a ciência
oculta, construímos nosso Corpo Denso e o
controlamos. Havendo doença nele somos levados a concluir que não fizemos nosso
trabalho de forma ideal. Isso é expresso nas duas classes de enfermidades
apontadas em um horóscopo:
·Latentes
oSão indicadas pelas aflições
planetárias no horóscopo quando nascemos.
oPodem permanecer latentes durante
toda a nossa vida terrestre.
oDependem do nosso modo de vida: se
não respondemos às tendências indicadas pelas aflições planetárias, elas não se
manifestarão.
oPodemos atuar com nossa vontade até o
ponto de anular as indicações de nosso horóscopo.
·Ativas
oSão indicadas pelas aflições planetárias
no horóscopo quando nascemos, mas nós respondemos a essas aflições, através: de
pensamentos, sentimentos, palavras ou atos negativos, inferiores e destrutivos.
oAs posições planetárias progredidas indicam
os momentos de atuação.
oConsertando o nosso modo de vida:
aliviaremos, suspenderemos ou seremos curados da enfermidade.
Para aplicarmos ao estudo dessa
ciência e arte de obter conhecimento científico das enfermidades, suas causas,
segundo indicações dos planetas, e dos meios de curar é necessário:
·Dedicar-nos ao conhecimento da
fisiologia e anatomia de nosso Corpo Denso.
·Usar esse conhecimento
altruisticamente na ajuda aos sofredores.
·Esquecer o próprio horóscopo e
dedicar o conhecimento a ajudar os outros.
Outro dia, em sonho, muito tempo atrás,
quase ontem, perguntaram se o tempo existe de fato e do que ele se trata.
Andei, falei e pensei:
Sim o tempo existe, e o eterno
insiste, duas direções espaciais que quando se fala em tempo se mostram necessárias.
Sim, pois a existência do tempo exige o conceito de mudança e de movimento, sem
o que o conceito não se manifesta. Se estiver difícil, me interrompa, por
favor, e pergunte ok?
Existir é vir para fora (prefixo
ex), é acontecer, é manifestar, é temporalizar. E tudo que é temporalizado
ganha duração e, portanto finitude. Se não a finitude no sentido anterógrado,
ao menos a do sentido retrógrado, pois que pode ser infinita para frente, mas
não o é para trás, visto teve princípio e, portanto não é eterna. Digo que a
eternidade é a infinitude do passado e o tempo (temporalidade) é a infinitude
do futuro. Por isso sempre ter existido (eterno) é tão diferente de poder
existir para sempre (infinito).
O tempo nasce de um sacrifício.
Para se “ter” tempo é importante algum grau de sacrifício. De outro modo,
aqueles cujas vidas não “têm” sacrifício, não têm tempo. O tempo os têm, são
possuídos pelo tempo, escravos do tempo, vítimas do tempo. Nas palavras de
Rohden, podemos ser livres daquilo que possuímos, mas podemos ser escravos,
mesmo daquilo que não possuímos. Não há mal nenhum em possuir, todo mal está em
ser possuído. Sacrifício é ofício sagrado e verticaliza o humano, sofrimento é
escolha animal, horizontaliza o humano e esvazia o sentido de vida. Sacrifício
é vital e ativo, já sofrimento é mortal e passivo.
Mas, o tempo é essa coisa que
passa e quanto mais apego mais ele se materializa e entra em nossas entranhas.
Faz tudo parecer real, na medida em que vivenciamos um antes e um depois.
Decorrências de sua “passagem”.
Quando se olha um rio do alto,
ele aparenta inteiro e imóvel. Quando entramos nesse mesmo rio, ele parece
passar ou ir em alguma direção. Quanto mais denso o estado da matéria, mais o
tempo se faz sentir.
Antigamente o tempo era visto
como divindade, CHRONOS
(Grécia), depois também Saturno (Roma). Nessa época era bem sabido o porquê
dessa divindade devorar seus filhos. Hoje o tempo nos devora, mas perdemos
aquela qualidade de percepção e a trocamos pela noção de que simplesmente o
tempo passa e com ele nós passamos...
Certamente passamos, mas o tempo
será que passa mesmo? Ou se assemelha ao rio que visto do alto é parado e só
quando nele se entra é possível perceber o fluxo?
O tempo também tinha outra
representação divina no passado, relacionada à sua qualidade, a seu como. Essa
representação era conhecida por KAIRÓS.
A qualidade do tempo determina uma instância de natureza etérea em relação à
quantidade de tempo, e de fato, a envolve com essa atmosfera. Por isso alguns
tempos são mais curtos e outros mais demorados, apesar de serem os mesmos quando
medidos em ponteiros. O escritor e físico Alan Lightman escreve sobre isso com propriedade
na obra “Sonhos de Einstein”.
Até hoje, por mais que
pesquisemos, não sabemos se o tempo é contínuo ou granuloso (discreto), mas um
cientista chamado Planck definiu o que se pode arriscar como a menor quantidade
de tempo, a partir da qual podemos falar em tempo; é o TEMPO DE PLANCK. Mas
isso tudo só vale enquanto a velocidade da luz, a constante gravitacional e a
constante de Planck forem consideradas constantes; se alguém descobrir que não
são tão constantes assim, tudo isso deve se transformar em algo bem
diferente...
Se o tempo for granuloso,
descontínuo, talvez seja nesses “espaços” que a qualidade possa se encaixar!
Algo como a água que adentra as rachaduras do solo! Que pena não se poder medir
as qualidades como se pode medir o tempo e descobrir se elas podem ser
constituídas de pequenas partes como o tempo do Planck!
Dizemos que temos tempo, mas
temos de fato ou é o tempo que nos têm em si? Estamos no tempo e ele em nós,
nossos ritmos cardíacos e respiratórios o dizem, mas por quanto tempo?
Saturno, o senhor do tempo e
também o ceifador, no simbolismo astrológico rege um signo de terra
(Capricórnio); a terra é o palco do tempo; além disso, Saturno se exalta em um
signo de ar (Libra), que representa os atores do tempo, que atuam em parceria
comigo. Ambos signos cardinais, que iniciam movimentos e que evocam a
manifestação e a importância do tempo. Por outro lado, Saturno, o senhor do
tempo, fica mal posicionado nos signos de Áries e Câncer. Áries é o próprio
princípio ígneo que subjaz a toda manifestação e que não pode ser restrito ou
subjugado pela temporalidade; Câncer é o princípio vital que clama por
manifestar-se em vida e que não pode ser restrito ou subjugado senão apenas
brevemente.
No devorar de seus filhos, Saturno nos ensina sobre a tensão dinâmica
entre as forças dinâmicas de manifestação e perpetuação da vida em
contraposição às forças de cristalização e de atrito da vida.
Para parar o tempo, é preciso ir
para bem longe. É o que as estrelas fizeram. Quando vemos uma estrela, vemos
como ela foi e não como é nesse momento. Nosso sol, por exemplo, o vemos como
ele foi oito minutos atrás; outras estrelas como foram há milhões de anos
atrás. No mundo em que vivemos quanto mais distante um objeto de nós, mais
antigo ele nos parecerá; quanto mais próximos de sua luz, mais novo.
O tempo é amigo da distância, a vida é amiga da luz.
A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreendem.