- No Blog de Saúde Infantil do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, encontramos várias pérolas para o desenvolvimento saudável da criança. Todos temos uma criança interior a ser cuidada e visitada sempre que possível.Nesse tempo de escassez de tempo, cuidemos do nosso com informações que valem a pena! Não espere até quando não houver mais tempo! Falta de tempo para o que interessa é uma das faces da falta de saúde.
A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
PEQUENAS ATITUDES PARA GRANDES SERES
FAUSTO – GOETHE – MEFISTO
Goethe viveu a transição de uma
época chamada Iluminismo, onde os humanos da época decidiram abrir mão de uma
certa qualidade de valores em função de outra. As escolhas daquela época
refletem na época atual; alguém disse: quem planta vento colhe tempestade. Quem
gosta de chuva forte nem liga, mas quem não gosta tende a ficar cada vez mais
ligado.
Saramago, Guimarães Rosa, Goethe e
Tolstoi deixaram rastros, em suas obras literárias, dessa figura bíblica canhestra,
esse ser da encruzilhada que se perdeu na caminhada. Na obra Fausto, Goethe o
veste com a alcunha de...
MEFISTÓFELES
(com seriedade)
Deus o Senhor – sabe-se a
causa – quando
Do éter nos exilou à profundeza
Em que arde fogo cêntrico,
abraseando
Voraz conflagração em torno acesa,
Vimo-nos lá, na luz
exagerada,
Em situação incômoda e
apertada.
Pôs-se a tossir toda a mó
dos demônios,
Do alto e baixo a expelir
bofes medonhos,
O inferno encheu de
enxofre, ácido e azia,
Deu isso um gás!
monstruoso em demasia,
Até que em breve, apesar de robusta,
Rebentou afinal a térrea crusta.
A cousa agora está por
outro bico:
O que antes era a base,
hoje é o pico.
Daí o ensino lógico é oriundo:
Virar-se para o mais alto
o mais fundo;
Pois escapamos da
opressiva esfera,
À integração no ar livre
da atmosfera.
É segredo óbvio, muito bem
guardado,
Pois
aos povos não foi tão cedo revelado. (Ef. 6, 12)
Em Efésios 6,12 lemos:
“Pois não é contra homens de carne e
sangue, que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes
deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares.
”
Quem caminha ao pé na letra trava a
luta nos pulmões, quem não, escafandro, na atmosfera. E você Fausto amigo?
VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE DOENTE?
Tudo o que existe, o que é, e também tudo o que se crê existir
define um ente. Em outras palavras, somos entes na medida em que nos
emancipamos, nos individualizamos da massa amorfa, nos tornamos saudáveis,
enfim nos pertencemos.
Se por algum motivo nos afastamos desse estado fluídico do
ente, do ser, da saúde, alteramos nosso estado de pertencimento a um novo
estado que podemos denominar como ser possuído por. Quando me
torno possuído por, deixo de ser ente e passo a pertencer a alguma
entidade. Ou seja, me torno do ente; do ente que me possui. Nesse caso estou
doente, vivencio a doença, enquanto refém desse estado.
Ao procurarmos em outros idiomas, pois idiomas têm uma vida
interior, vamos encontrar semelhantes constatações em relação à doença. No
inglês uma possível tradução da palavra vontade é "will". O
processo de adoecer implica em perder o acesso ao livre exercício da vontade
(no inglês livre arbítrio = free will). Quando minha vontade não é suficiente
para que eu aja com liberdade eu me encontro doente (ill). Tornar-se
"ill" no inglês é tornar-se refém das circunstâncias e portanto do
ente ou da doença. Um "w" a menos e quanta diferença, não é mesmo?
(When I loose my will I get ill). Um "do" a mais e quanta diferença
faz!! (do-ente).
O convite atual proporcionado pelos meios de comunicação, pela
opinião pública e pelo senso comum, é um risco potencial à saúde. Radical? Não,
claro! Apenas lembremos que vivências dessa natureza deslocam a pessoa de si em
direção aos valores oferecidos a partir de convenções externas ao ser. É comum
que alguém seja constrangido em sua forma de ser, por uma forma de ser assumida
por um grande número de pessoas ou, ainda mais maquiavélico, por alguma
personalidade marcante com quem me identifico.
Nessa medida, a pessoa constrangida pode perder-se de si. Pode
momentaneamente deixar de pertencer-se e passar a responder a outros valores,
seja uma ideia, um sonho, uma ilusão ou mesmo algo que a desvia de seu
propósito ou princípio existencial. Esse tipo de perder-se equivale a tornar-se
doente, um estado de dependência de um modo operacional externo a seu ser.
Uma sociedade doente é toda aquela onde o individual é visto com
indiferença. Viver em uma sociedade doente significa esquecer de si e seus
propósitos existenciais, mergulhar na manada, na massa, na moda e na mídia.
Vejamos bem que somos livres para escolher esse caminho, mas a questão é
fazê-lo conscientes da existência de outra opção, e não como que forçados pela
ignorância de podermos optar! Posso ser materialista ou não, posso escolher.
Dar a César o que é de César. O que escolho determina o que sou e como
atuo no mundo.
As sociedades superorganizadas, plasmadas na competição,
pragmatismo e utilitarismo, enfrentam, a despeito de seu alto nível social e
cultural alguns efeitos colaterais desafiadores. Arriscando elencar alguns
encontramos: o suicídio em grande escala, o uso
indiscriminado de drogas alucinógenas legais ou ilegais, as doenças
cerebrovasculares (derrames cerebrais e enfartes), a dissolução da família
e a mercantilização do erotismo associada ao decorrente aumento nas estatísticas de abusos sexuais os mais diversos e perversos.
Para o materialista, o humano é o topo da cadeia evolutiva, não há
nenhuma forma de vida superior à forma humana. É uma escolha, portanto uma
escola e, portanto, uma parcialidade. Saúde é inteireza, doença é parcialidade.
Toda pessoa que adoece se transforma após o processo quando sobrevive. Que
possamos continuar a sobreviver até que possamos transcender o tempo e suas
intempéries. Transcender o tempo é entrar em paz. Estar em paz é estar inteiro
e, portanto, saudável. Para ser saudável é imprescindível a clareza conceitual
entre desejo, necessidade e vontade. Se tudo isso é a mesma
coisa para mim, sou sociopata, careço do discernimento fundamental
para o ser saudável.
Vivemos a idade mídia, momento delicado para os interessados em
aprofundamento, autoconhecimento e sentido. Essa escolha atual de
desfrontalização (deixar de usar os lobos frontais do cérebro - sede da razão e
do pensamento abstrato) não deve em absoluto ser vista de forma preconceituosa
ou pejorativa, mas de forma alguma deve passar despercebida ao humano em busca
da saúde. Isso pois, sentido existencial interior e saúde caminham de mãos
dadas.
Parte considerável dos alimentos disponíveis são inflamatórios e
parte considerável dos estímulos aos quais estamos submetidos são
desorganizadores mentais, não se excluem os noticiários! As doenças
crônicas como diabetes e hipertensão aliadas aos distúrbios do humor decorrem
em grande parte da forma insana como nos alimentamos na atualidade. Um processo
irreversível decorrente da péssima qualidade das escolhas que
fizemos em passado recente.
Por outro lado, sejamos otimistas, não sejamos preconceituosos,
experimentemos estabelecer uma relação viva com conceitos emancipadores. Não se
revolte, senão apenas volte a si e reconheça o porquê do ambiente à sua volta
ser como é. Reflexões simples, mas que nos esquivamos da responsabilidade
diariamente.
Diminuir o uso de antidepressivos, moduladores de humor, sedativos
do ser, talvez seja opção a ser considerada com certa urgência. Parar de
apontar fora e reconhecer dentro aquilo que cabe apenas a mim realizar.
Tornar-se pílula de saúde individual.
É possível ser saudável dentro dessa sociedade! Mas é preciso
atenção às fórmulas, respostas prontas e receitas, pois cada vida é única.
Não nos esqueçamos que o contrário de algo é a mesma coisa ao contrário e que
para que a integralidade seja alcançada, os opostos devem ser integrados em um
todo, ou seja compreendidos. Oposição é parcialidade, integração é saúde. Uma
sociedade partida é uma sociedade condenada, onde tudo o que muda visa
apenas fazer com que tudo permaneça como está!
O caminho para a vida saudável é o caminho das perguntas, das
possibilidades e raras vezes o das respostas e do tic-tac dos relógios. O poeta
cantou que temos nosso próprio tempo. Entrar em relação com este tempo interno
que é único para cada ser é primeiro passo solitário e certeiro para a
possibilidade da vida saudável.
Não é preciso ficar doente para habitar uma sociedade doente. A
pessoa com vida interior pode frequentar a sociedade e reconhecer seus
equívocos, pois pensa, tem membrana seletiva. A pessoa desfrontalizada responde
aos desafios sociais à semelhança dos animais na floresta. E tudo isso é muito
belo de se observar. Observar é um grande passo para o humano.
Observemos!
O PODER DOS MANTRAS - A ESSÊNCIA DOS MANTRAS COTIDIANOS
EU SOU AQUILO QUE TENHO -
O QUE FAÇO - FAZER MAIS E MELHOR
AQUILO QUE OS OUTROS PENSAM A MEU RESPEITO. SOU
DISTINTO DOS OUTROS - ESTOU SEPARADO DO QUE FALTA EM MINHA VIDA
Os “mantras” dominantes são
criados no momento do nascimento e se estendem por toda a vida, sendo boa parte
dos conteúdos veiculados pela família, entorno e mídia (imprensa) ligados ao
ego ou à ambição. São as mensagens do amanhecer da vida e que devem ser mudadas
ao entardecer, conforme Wayne Dyer (2012).
Um exemplo é a
orientação subliminar “Eu sou aquilo que tenho”, que surge muito cedo e se
cristaliza como memória celular. Essa mentalidade de acúmulo começa com os
brinquedos e cresce ao ponto de fazer com que o sucesso seja medido pela
quantidade e tamanho dos brinquedos acumulados na idade adulta. A perda dos
mesmos, em alguns casos, pode culminar em depressão e suicídio.
Outra afirmação de
profundo impacto na formação, segundo Dyer, é “Eu sou o que faço”, que começa
no engatinhar e se estende durante a vida, reforçando a noção equivocada de que
é importante sempre “Fazer mais e melhor”! Da mesma forma, a expressão “Eu sou
aquilo que os outros pensam a meu respeito” pode condicionar nosso valor à
opinião alheia e ao nos afastar do próprio ideal de perfeição, inviabiliza
qualquer relacionamento harmonioso e de iguais.
“Sou distinto de todos
os outros”, um “mantra” que promove a separação, também é recorrente e abre
espaço para outro equívoco: “Estou separado daquilo que falta em minha vida”.
Esta afirmação decorre da falta de fidelidade ao próprio poder e ao fluxo
divino da vida. Desconectados, passamos a nos ligar ao que falta - ou seja, às
carências de amor, saúde e prosperidade.
A tentativa - quase
sempre bem-sucedida - de afastamento da Fonte Original decorre do desejo de
comando do ego, que se traduz em afirmações que retratam o divino como distante
e temperamental ou estruturam o Universo sob um conceito devedor, em que a
pessoa está sempre descontente e cobrando algo de alguém (Dyer, 2012).
Somente quando escapamos
ao domínio da personalidade egóica ou autocentrada, conseguimos enxergar o
fluxo da vida em sua perfeição, com seus sucessivos aprendizados e
possibilidades de nos reinventarmos e manifestarmos nossa essência, construindo
no ritmo adequado relações mais saudáveis.
Quando a consciência
está desperta, floresce o “mantra” ‘Simplesmente Ser’, um convite à
autenticidade, e à vida em aceitação e amor. Um retorno ao Ser.
terça-feira, 3 de julho de 2018
O PODER DOS MANTRAS – A MENTIRA COLETIVA
LA VIDA ES LUCHA VIVA LA REVOLUCION DOLCE FAR NIENTE TIME IS MONEY
GOSTO DE LEVAR VANTAGEM EM TUDO FELICIDADE INTERNA BRUTA
CONFIANÇA EM SI E NO OUTRO
Logo ao nascer, o
indivíduo é submetido ao mantra coletivo de seu país de origem. Uma afirmação
inconsciente que permeia a visão do mundo e vida daquela população, mais ou
menos positiva.
O idioma de uma nação é um conjunto de “mantras”, que
facilita a comunicação consigo, com o outro e com o universo. Interiorizados ou
expressos, estes conteúdos repetidos promovem maior ou menor conexão, saúde ou
doença, alienação ou consciência.
Tudo parece ter iniciado, segundo o livro do Gênesis, com a construção da Torre de Babel. Na época, os descendentes de Noé, falavam a mesma língua e tinham a tarefa de "crescer" e se "multiplicar" quando decidiram construir uma torre que alcançasse o céu, a morada divina. Até que Jeová "confunde" as línguas, inviabilizando assim a construção. Metade da comunicação é falar, a outra metade escutar. Quando alguém fala, mas não escuta o que o outro fala, ocorre algo semelhante ao que o mito acima narra.
A
fragmentação em um número extenso de idiomas e dialetos contribui em parte para
a falta de compreensão e afastamento entre as pessoas. Mas por quê? Talvez pelo
fato dos homens não perceberem que o essencial
para o encontro com o divino é a comunhão entre si (torre interior) e não a construção
da torre exterior.
Assim, por não perceberem que viviam na unidade e falavam
a mesma língua, construíram a tal da torre. Por não perceberem sua unidade,
qualidade maior do modo “Ser”, se perderam na busca pelo modo “Ter”. Na ambição
e prazer peculiares ao “Ter”, perderam a paz e a alegria características do
“Ser”.
Já naquela época abrimos mão da “Unidade” pela fragmentária
ideia de “Partido”. Essa pode mesmo ser a história dos partidos políticos e
também da fragmentação linguística, decorrência do afastamento do princípio do
amor em direção ao princípio da individualização e do poder. O poder de nomear
as coisas e de convencer que elas sejam da forma como eu acredito que elas
devam ser.
A “confusão“ decorrente do aparecimento de novos idiomas e a
consequente perda de entendimento do “todo” foi expressa por Enio Starosky
(2015), para quem a percepção da realidade depende do “sistema linguagem -
pensamento”.
Para exemplificar, ele cita um ”mantra” usado por muitas
pessoas para desejar paz ao outro: “Salam”, em árabe, ou “Shalom”,
em hebraico. A palavra original traz em
si vários significados que se perdem na tradução para o português: integridade
física, sanidade, saúde (física e espiritual) e aceitação – entre outros.
Um fenômeno semelhante acontece com o conceito de amor no
idioma alemão. Enquanto os gregos, os romanos e mesmo as línguas modernas
derivadas do latim possuem um número amplo de substantivos para designar o
fenômeno do amor - afeto, simpatia, amizade, caridade, compaixão, ternura,
paixão - a língua alemã usa um único vocábulo “Liebe”.
Às vezes a gramática do idioma favorece uma visão mais ou
menos individualista. Observemos o aramaico, onde a conjugação dos verbos
começa com a terceira pessoa e termina com a primeira: Ele ama, tu amas, eu
amo.
“Nós, em nossa civilização ocidental, somos inclinados a
começar tudo pelo ‘eu’. A gramática do eu em primeiro lugar é o reflexo do quão
egoísta o meu mundo particular é”, destaca Starosky (2015).
Em
algumas línguas, até mesmo as palavras que designam os dias da semana reforçam
a conexão com algo maior. No livro Fundamentos de Astronomia, o autor Romildo
Póvoa Faria (1987) atribui aos mesopotâmios a criação do conceito de semana em
meados do 3° milênio A.C. Segundo ele, os planetas eram entendidos como
verdadeiros deuses que exerciam influência direta nos seres humanos e nos
acontecimentos da Terra.
Nesse
sentido, dedicaram um dia à adoração de cada deus que conheciam, começando pelo
Sol (domingo), que era o “mais importante”. Os outros dias foram destinados, respectivamente,
à Lua (segunda-feira), Marte (terça-feira), Mercúrio (quarta-feira), Júpiter (quinta-feira),
Vênus (sexta-feira) e Saturno (sábado). Muitas culturas preservaram essa
concepção por meio da linguagem.
|
DIA DA SEMANA
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INGLÊS
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ESPANHOL
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SIGNIFICADO
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Domingo
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Sunday
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Dia do Sol
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Segunda feira
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Monday
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Lunes
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Dia da Lua
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Terça feira
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Martes
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Dia de Marte
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Quarta feira
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Miercoles
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Dia de Mercúrio
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Quinta feira
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Jueves
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Dia de Júpiter
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Sexta feira
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Viernes
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Dia de Vênus
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Sábado
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Saturday
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Dia de Saturno
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Fato
é que a repetição de ideias e conceitos molda a forma de ver o mundo assim como
o modo como nos relacionamos com ele, seja ele mais terreno, espiritual ou
simbólico. Além disso, a língua de um país pode reforçar ou enfraquecer
aspectos e comportamentos humanos.
Entre os mantras
coletivos identificamos alguns com facilidade: “La vida es lucha”, dos
argentinos; o “Viva la revolución”, entre os nicaraguenses, o “Dolce
far niente” dos italianos, “Time is money”, dos americanos e a lei
do Gerson ou “Gosto de levar vantagem em tudo” que, curiosamente, ainda
prospera no Brasil.
Nascido na
Argentina, o renascedor Ronald Fuchs conviveu por muitos anos com o mantra de
que a vida é uma luta, uma crença que - segundo ele - se reflete não só nos
indivíduos, mas também na política, nas empresas e nos relacionamentos. Através
de um trabalho consistente de autoconhecimento, ele identificou sua postura de
atrito com as situações e pessoas que se apresentavam em sua vida e resolveu
mudar. Aos poucos, a dinâmica de luta, enfim, está saindo de seu roteiro. “É
um trabalho de uma existência inteira”, diz.
A mentira
coletiva é uma programação que diz respeito aos aspectos que temos a trabalhar,
e que pode ser transmutada a partir de nossas escolhas individuais e coletivas.
Na avaliação de Fuchs, a crença brasileira de “levar vantagem em tudo”,
por exemplo, está ligada à corrupção e à escravidão.
“Os dois temas
estão intimamente relacionados ao abuso: estou numa posição de poder, então eu
posso fazer tudo. Porque eu sou poderoso... Provavelmente há uma dinâmica de
abuso a ser trabalhada aqui no Brasil e que no momento presente está aflorando
com mais força”.
A prova de que é
possível fazer diferente está em outras culturas. No distante Butão, o teor dos
“mantras” que povoam as mentes dos moradores é de natureza diversa. Neste país,
localizado nas montanhas do Himalaia, os pensamentos dominantes se referem à
“Felicidade Interna Bruta”, “que não é uma lei escrita, mas um ideal que norteia
as decisões do governo nos últimos 30 anos”.
A mesma
disposição permeia as mentes na Dinamarca. Lá, “Confiança em si e no outro” é o
mantra dominante, considerado o mais feliz do mundo, segundo a ONU. Essa
certeza é tão presente que cerca de 70% da população acha que desconhecidos são
dignos de confiança (bem distante dos 7% reconhecidos no Brasil) e 94% acredita
que o próprio indivíduo pode melhorar a sua vida. Com crenças bem menos
positivas, o Brasil figura na 24ª colocação entre os 156 países no ranking da
Felicidade (Previdelli, 2013).
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
O PODER DOS MANTRAS – A MENTIRA PESSOAL
EU NÃO: SOU DESEJADO, TENHO VALOR, SOU DO SEXO
CORRETO, MEREÇO SER AMADO(A). MACHUCO OS OUTROS, SOU FEIO(A), SOU BENVINDO(A), SOU
CAPAZ
Como começa todo este processo? Bem cedo...
Durante a gestação, o ser humano passa pela
experiência da entrega, de ser construído, sem interferência. Ele simplesmente
é!
A perfeição desse processo do criativo divino é
reconhecida no momento do nascimento, na gratidão de todos pelo “presente”. Mas
logo diferentes interesses religiosos, educacionais e comerciais - assumem o
novo Ser e decidem ditar como as coisas devem ser.
Assim, o Ser progressivamente passa a ser
negligenciado em favor de sua contraparte, o Ter, à semelhança do conceito
Freireano de Educação Bancária, segundo o qual, conteúdos são levados à criança
do mesmo modo que se deposita dinheiro no banco.
Com esse deslocamento rumo ao mundo da ambição,
começa a jornada de separação, de afastamento da consciência divina e da adoção
de valores ditados pelo ego, originados e reforçados à exaustão por diferentes
fontes. Interiorizadas, estas “verdades” determinam a forma como se vê a vida,
uma propensão rumo ao bem-estar ou à enfermidade, à pobreza ou à prosperidade.
O mais trabalhoso de todos os mantras negativos
é a denominada “Mentira Pessoal”, identificada em práticas terapêuticas do
Renascimento (Rebirthing). Trata-se do “pensamento-crença-sentimento mais
negativo ou limitante que uma pessoa pode ter sobre si mesma e sobre o Universo
e que permeia toda a sua vida, de forma inconsciente”.
É o mantra negativo que geralmente se cristaliza
no corpo no momento do nascimento, projetando-se na vida e interferindo no
roteiro da mesma. Ele pode começar na própria sala de parto quando os presentes
emitem pensamentos como “A vida é difícil e dolorosa” ou “A vida é uma luta”,
que são impressos sobre o corpo do bebê associados à sua primeira respiração.
Esse tipo de mantra ou crença também pode se
instalar durante a gestação, caso a concepção não tenha sido desejada, se houve
intenção de aborto ou mesmo se os pais desejam uma menina e nasce um menino.
Ele é tão doloroso que o novo ser reduz o ritmo de sua respiração para não
entrar em relação, mas ainda assim, o pensamento se integra à memória celular e
cria padrões de comportamento, que só serão superados por meio do mecanismo de
compensação.
Sabemos pouco, talvez nada, a respeito da
psicologia da concepção, assim como sobre os efeitos que a intenção contida na
relação sexual possa ter sobre a informação impressa no conjunto
óvulo-espermatozoide (Zigoto). Afinal, o encontro óvulo-espermatozoide é
puramente físico ou o ambiente que o envolve e permeia tem algum papel em
termos informativos? Vale a pena, nesse sentido, conhecer o trabalho do
neuroanatomista artístico Alex Grey, especialmente “Os Espelhos da Capela
Sagrada”, que mostra artisticamente a representação dos corpos suprafísicos do
ser humano.
Ser concebido fisiologicamente onde o encontro
do óvulo com os espermatozoides se dá entre superfícies íntegras e arredondadas
que se tocam pode conter informação diferente daquela que ocorre quando o óvulo
é inoculado por uma agulha de punção? O ato sexual pode ter alguma qualidade de
informação diferente daquela que ocorre "in vitro"? Discute-se muito
sobre sexualidade, legalização do aborto em situações de violência sexual, sem
que nos apercebamos que a própria inoculação do óvulo pela agulha apresenta
ressonância simbólica com o ato violento do estupro.
Opiniões à parte é fundamental que nos
conscientizemos desses “pequenos” detalhes, visando sempre a melhoria em nossas
escolhas. O fato de uma pessoa não conseguir engravidar é um obstáculo a ser
transposto a qualquer custo ou pode conter alguma outra informação sobre a
história particular de vida da pessoa? Enfim, você acredita que a vida repousa
sobre o acaso ou sobre um mistério tremendo e fascinante?
Do mesmo modo que um terreno é preparado para o
plantio de determinadas culturas e impedido de permitir o crescimento de
outras, também o ato primordial carece de melhor compreensão relativa à
natureza das forças criativas assim como da importância ou não do ambiente em
que a concepção ocorre. É custoso crer que não haja diferenças informacionais
entre seres concebidos naturalmente, seres concebidos em situações de estupro e
seres concebidos após fecundação "in vitro". Situações ainda sem
resposta, mas que merecem ser pensadas.
Um bebê afastado de sua mãe após o parto pode
interiorizar afirmações como: “Não me querem” ou “Não mereço ser amado”. Como
compensação ao diálogo interno negativo, ao crescer, faz de tudo para obter
amor e cria vínculos de dependência. Ou então, se afasta das pessoas e evita
situações de intimidade, que realcem sua vulnerabilidade e receio de não ser
amado.
A mentira pessoal e sua compensação costumam
induzir à escolha de uma profissão determinada. Assim, um parto doloroso para a
mãe, que faz o bebê interiorizar o mantra “Minha presença machuca os outros”
pode levá-lo futuramente a escolher profissões onde possa aliviar a dor de
outras pessoas. Outro que se sente feio ou não desejado pode optar por
profissões ligadas à estética ou à beleza. Já aqueles que memorizam “Eu não
tenho valor” podem apresentar a tendência a se transformarem em executivos
bem-sucedidos, mas que alternam êxito com auto sabotagem.
Até que essa mentira seja sanada somos incapazes
de nos integrar a Deus e ao Universo, visto ser determinante da forma pela qual
criamos e interpretamos a realidade.
O PERFIL DA PESSOA IDOSA
Por: José
Geraldo Macedo Meireles - Psicólogo.
Sei
que traçar o perfil da pessoa idosa é tarefa complexa. Conforme minha
experiência clínica, percebo que demonstrando jovialidade e estado de espírito saudável, a pessoa idosa indaga, com
serenidade, se vale a pena continuar a viver; sonha; dispõe-se a aprender;
pratica esporte ou, de alguma forma, exercita-se; sente e compartilha o amor;
em seu calendário, há amanhãs; por ter tido experiência, alegra-se; tem os
olhos postos no horizonte, e a esperança pulsa forte; usufrui o que a vida
continua oferecendo-lhe; dialoga com a juventude e procura entender os tempos
novos; sente que o tempo passa rápido. E a velhice não a perturba, é capaz
de indignar-se, não reprimindo a agressividade que é o combustível da
ação, negar esse combustível, reprimindo-o, é nocivo e prejudica a saúde, mas é
fundamental pensar.
Alio-me a John Barrymore - ator inglês - a pessoa envelhece, quando os
lamentos substituem os sonhos.
Já
a pessoa com outro perfil - sem jovialidade - diz, em geral, que não vale mais
a pena o viver; distancia-se dos fatos e do convívio; já não ensina; é ciumenta e possessiva; dá prioridade à
inatividade; em seu calendário só se destacam ontens; carrega o peso dos anos e
transmite pessimismo às gerações novas; volta-se para os tempos que se passaram
e neles se apega com amargura; sofre pela aproximação inevitável da
morte; recusa-se a perceber e aceitar os tempos novos; cochila
intensamente em sua vidinha, e as horas arrastam-se, destituídas de sentido; o
tempo não passa, e o tédio torna-se fardo muito pesado; reclama de tudo, mas
não questiona; contém a agressividade, por isso, também adoece.
Na certidão,
essas pessoas podem ter a mesma idade cronológica, mas o que têm mesmo são idades
diferentes em suas almas. Algumas rugas transmitem serenidade e paz, porque
marcadas pelo sorriso; outras, inquietação e angústia, porque vincadas pela lamentação.
Referências
In Poemas, Contos e
Crônicas - UDESC Florianópolis, 1996.
PESSANHA, A.L. do
Divã. Ed. Casa do Psicólogo; São Paulo, 2004.
MUNARO, Júlio Pe. -
Saber Envelhecer.
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