A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
O PODER DOS MANTRAS - UM UNIVERSO MÂNTRICO
Dizem que, no início dos tempos, um mantra ecoou do hálito divino: o OM.
Esse som primordial teve em si o poder de dar forma ao caos, permitindo a
criação do mundo em suas diferentes dimensões e seres. Presente no Universo
ainda hoje, ele simboliza o Ser Supremo e entoá-lo conduz a um estado de
introversão e harmonia; libera energias letárgicas e pode levar ao contato com
a Consciência Transcendental, DEUS.
A capacidade do Som de nos conectar com a essência divina é objeto de
vários estudos esotéricos. É descrita, por exemplo, uma relação entre a nota
tripla AUM e as diferentes dimensões do nosso corpo, e da nota espiritual OM
com nossas aspirações mais elevadas. Segundo Anglada (Na obra: Magia
Planetária Organizada), o OM é a expressão vibratória da Alma em seu
próprio plano, enquanto AUM é a vibração da alma em encarnação (a
personalidade) – sendo “A” expressão da mente, “U” do corpo de desejos (ou
corpo astral) e “M” do corpo físico.
Em busca dessa conexão e do estado de lucidez decorrente, o OM e outros
milhares de mantras sagrados são repetidos diariamente em várias linhagens
religiosas nas diferentes partes do mundo. De forma similar, são empregados os
vocábulos AMÉM e AMIN, que significam “Assim seja!”, como um pedido de
intervenção divina na criação de algo benéfico. Também orações como a Ave-Maria
e o Pai-Nosso são proferidas em busca desta confirmação e estado d’alma.
Mas, à semelhança do som repetitivo do Universo, tudo à nossa volta tem
caráter mântrico, repetitivo, a começar pela batida do coração. Do nascimento à
morte, imitamos o Universo e organizamos o caos interior, construindo
realidades a partir de “mantras”. São decretos transmitidos pela família e pela
sociedade de forma consciente ou inconsciente, e que indicam ou mesmo formatam
silenciosamente a forma “adequada” de sentir, proceder e viver.
Estas frases dominantes ou palavras de ordem expressam ideias ou
valores, mobilizam forças psíquicas e criam crenças e padrões de conduta. A
cada segundo, constroem a identidade e o campo mental / energético / espiritual
das pessoas, de comunidades e de nações. Seu poder de condicionamento independe
da forma de transmissão, seja oral, escrita ou telepática, assim como do teor,
positivo ou negativo. Esses verdadeiros “mantras” concretizam uma verdade
universal trazida à luz por Cristo e expressa no evangelho de Mateus como: “Pedi,
e vos será concedido” (Mateus 7:7).
sábado, 11 de novembro de 2017
ESTUDOS CIENTÍFICOS OU ...DA PERSEVERANÇA
Por: Maria Paula
Teixeira jan/2011
Estava cansado do dia a dia. Sentia vontade de sair dali, escapar. O
cruel rigor do cotidiano e sua aparente monotonia o deixavam desesperado. Seus
pensamentos e desejos se apresentavam tal qual uma cadeia, uma corrente
infindável e instável. Diante disso se sentia impelido a sair, se libertar
dessa existência que se tornara simplesmente pessoal. Algo o atraía: uma busca
por uma compreensão objetiva. Quem sabe até procurar em outro Universo, ir
além.
Dentro de seu isolamento espiritual se sentia tal qual o homem da cidade
grande que procura refúgio no campo. As pacíficas paisagens o atraem para longe
dos ruídos e agitações complicadas. E na pureza da atmosfera repousante, o seu
olhar vagueia. Há ali uma lembrança da Eternidade. Mas por que e para quê essa
busca? O que procura, afinal?
Nessa cadência tenta, e procura formar uma imagem, de qualquer maneira,
do Mundo. Uma imagem seguindo sua própria lógica, que seja simples e clara.
Sabe que, de alguma forma, tem que transcender; que sua visão atual já é ultrapassada.
E, nessa procura, ao julgar ter obtido êxito, substituirá aquela visão
limitada, pessoal, por uma imagem, agora muito mais ampla.
Tenta a seu modo consagrar à imagem assim formada, o máximo de sua
sensibilidade; para alcançar talvez a Paz... Sente que a energia gerada no
processo é muito maior que aquela advinda da experiência agitada, a que se
mantinha submerso.
Mas, chegado ao ponto, um novo início sempre se apresenta, inspirando,
quem sabe, um salto! E que Beleza se reserva ali! Do caminho infindável,
percorrendo as infinitas possibilidades, a Razão emerge, como um presente.
Uma
Graça!
EU E TU II – HISTÓRIAS DO COTIDIANO
“O
mundo físico é o mundo da quantidade, o mundo espiritual é o mundo da
qualidade.”
O câncer, meu grande amigo.
Naquele dia acordei e fui trabalhar. 06h30min atendi uma criança que
chegou à madrugada ao hospital. Tinha nove meses, caiu da cama dos pais, cama
alta. Bateu a cabeça. Resultado: fratura craniana parietal direita extensa.
Família tensa, mas tudo bem, afinal a criança estava bem e bastava observar por
mais um dia, repetir um exame e se tudo ok, alta!
Depois, em outro hospital, antes de começar, fui tomar um café da manhã.
No caminho aconteceu...
Ele, um amigo, de longe me viu e se alegrou. Com reverência me
cumprimentou como se eu fosse um rei, mesmo sendo ele 24 anos mais vivido que
eu!
Pôs-se a falar com alegria: meu amigo, a melhor coisa que me aconteceu
esse ano foi esse câncer. Assustei, mas fiquei silente, sabia que ia
aprender...
Na vida, disse ele, a gente se preocupa com muitas picuinhas, perde
tempo, fica querendo saber o que o outro pensa ou espera de nós; e no fundo uma
doença como essa nos ajuda a perceber que tudo isso é uma perda de tempo
enorme. A vida é algo maravilhoso e essas preocupações bobas nos distraem dessa
grande maravilha de viver o momento presente, onde agora é claro para mim, cada
dia a mais, que sempre tem algo milagroso acontecendo. Você sabe que não sou
religioso, mas não é preciso ser religioso para acreditar em milagres, você
está me entendendo?
Estou disse, mantendo-me receptivo ao transbordamento espontâneo
sequencial das pérolas que aquela experiência proporcionou a esse amigo...
Pois é, sabe que desde que comecei minha quimioterapia em fevereiro
(estávamos nos últimos dias de maio), sempre recebo as aplicações em um local
na presença de outros amigos cancerosos que invariavelmente se mostram, como
eu, muito gratos à experiência do câncer. Parece haver uma constante que se
repete: preocupação com pequenas coisas que de modo algum têm valor quando
olhamos a vida como essa breve passagem pela terra. Eu diria mesmo, enquanto
canceroso, que o câncer é a doença do apegado e te explico o porquê. Hoje
percebo como eu estava apegado a coisas que hoje me parecem picuinhas, que
várias experiências e pessoas me diziam sobre deixar isso para lá, mas eu nunca
escutava. Essa doença, no entanto, foi como se aquilo que as pessoas fora de
mim tentavam dizer, se tornasse uma delas que agora grita a partir de dentro de
mim! Ora, encontrar com alguém que nos convida à reflexão e depois vai embora é
uma coisa, mas escutar alguém gritando 24h por dia dentro de você que algo não
vai bem, é outra completamente diferente meu amigo! Não tem como não escutar.
Por isso partilho com você esse meu desabafo. Meu amigo, o câncer, é a
doença que nos auxilia a soltar, a desapegar e a dissolver alguma coisa que não
estamos conseguindo; é um fogo que dissolve, um fogo que te devolve a você
mesmo. Nesse momento me sinto muito leve, muito livre, muito pleno, muito
feliz. O câncer derrete em você tudo aquilo que não faz mais sentido! Aquilo
que você escreve em seu livro sobre a saúde ser consciência é muito acertado
meu amigo. Estar consciente da vida e de suas maravilhas é outro tipo de
“quimioterapia” que se eu houvesse feito antes, talvez não tivesse a
necessidade de passar pelo que estou passando.
Desculpe-me o desabafo, nem perguntei se você estava com tempo para
escutar esse tipo de coisa logo cedo, mas tenho andado tão feliz com essas
novas percepções, que precisava partilhar com você. Veja que uma série de
coisas que me preocupavam, hoje ficaram tão pequenas e distantes, que mal
consigo vê-las e escutá-las. O curioso é que todo canceroso que converso nessas
minhas andanças nos últimos seis meses contam algo semelhante!
A propósito, existem alguns poucos que se tornam amargos e tenho uma
hipótese para eles. São aqueles que se negam a soltar e a deixar irem embora as
situações que não podem controlar, ou seja, aqueles ainda muito apegados.
Quando digo apego, digo não apenas a coisas de natureza material, mas a emoções
negativas, mágoas, pensamentos obsessivos de que algo tenha que ser sempre do
modo como desejam que seja. É como se quando somos escravos das emoções apenas
reagíssemos e que apenas ao pensar de fato é que se torna possível o agir,
retomar o viver. Enfim, às vezes noto raiva, revolta, inconformidade, medo, todos
os sintomas de quem deseja obstinadamente poder e controle sobre a vida. Mas
veja você o que digo: a vida não foi feita para ser controlada ou possuída,
senão vivida e partilhada.
Curioso, sendo já setenário, vir a aprender com algo que em toda minha
vida entendi como sendo um mal. Como você pode ver meu amigo de fato conforme o
dito popular: há males que vem para bem, e para mim foi assim.
Poxa vida, disse a ele, essa experiência e preciosas palavras precisam
ser contadas para as pessoas, se me permitir. Comprometo-me a preservar seu
anonimato no processo de extrair a essência dessa sua experiência
transcendente.
E assim o faço caro leitor.
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
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