A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
O PODER DOS MANTRAS COTIDIANOS
“No
princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.” (João
1:1).
Tudo começa com a palavra – pensada, falada ou
escrita. Por meio dela, o ser humano constrói realidades internas e externas,
define roteiros que podem levá-lo a prazeres carnais, objetivos materiais,
reinos celestiais ou aspectos sombrios do inconsciente. Da abundância à ruína,
da felicidade à depressão, da saúde à enfermidade.
Um olhar atento constata que em toda escolha de
vida os “mantras”, mensagens de caráter repetitivo, recebidas e emitidas,
interferem muito em nossas decisões. De origem sânscrita, a palavra mantra
possui dois significados: 1) palavra ou som repetido para ajudar a concentração
na meditação, 2) declaração ou slogan repetido com frequência
(Dicionário Oxford, 2016).
O uso da palavra “mantra” com o significado de
declaração ou palavra de ordem é frequente entre jornalistas, professores de
economia e até mesmo autoridades. Haja vista declaração recente de um
ex-ministro brasileiro de que a “austeridade” seria o “mantra” permanente do
novo governo (FERREIRA, 2016).
Na presente obra, resultado de monografia
apresentada no curso de especialização em Cuidados Integrativos da Unifesp, o
termo foi considerado em sentido amplo (lato sensu), desde o aspecto
sagrado – sons, ladainhas e orações, como o OM, o AUM e o Pai-Nosso – ao
profano dos decretos, slogans e afirmações presentes na estrutura
familiar, cultural, cotidiana e, principalmente nos meios de comunicação, os
maiores difusores de mensagens liminares e subliminares.
Vale saber que 95% dos brasileiros passam mais de
quatro horas por dia em frente à televisão, absorvendo informações muitas vezes
de caráter questionável. O rádio figura em segundo lugar nas preferências,
seguido das plataformas digitais, dos jornais (a fonte mais confiável, segundo
a Pesquisa Brasileira de Mídia, SECOM, 2015) e das revistas. Já as novas
mídias, as redes sociais, são as favoritas de 92% dos internautas.
Dos sons, imagens e textos veiculados neste
universo, entre 50% a 90% possui teor negativo, estando ligado a temas como
violência, corrupção, desarmonia familiar, traição e sexo doentio. A exposição
intensa a estas temáticas, aliada à falta de sentido existencial, provoca reações
em nosso cérebro, incentiva e “legaliza” comportamentos, dessensibiliza para a
realidade e torna o pensar e agir compulsivos. Como atraímos tudo por
ressonância interna, acabamos sempre atraindo mais do mesmo.
Afinal, podemos fechar os olhos e escolher não
olhar para algo, mas nossos ouvidos permanecem abertos e sensíveis durante toda
a vida, mesmo durante o sono. Quem de nós não conhece pessoas que têm televisão
no dormitório e adormecem com o aparelho ligado? Ou que perdem horas preciosas do
dia com programas, leituras e conversas que não lhes acrescentam nada...
Estas atitudes ativam um “poder” criativo
gigantesco, se considerarmos que a mente humana gera, em média, 60 mil
pensamentos por dia, 60% a 70% deles negativos. O que fazemos com esses
pensamentos, essas palavras e imagens que surgem em nossas mentes, define em
parte o roteiro de nossa vida. Se os interiorizamos, ruminamos ou simplesmente
deixamos ir...
Daí a importância de conhecer mais de perto as
mensagens que recebemos do entorno desde o nosso nascimento e também o Universo
de Comunicação, com sua capacidade imensa de transformação que pode ser usada
de forma terapêutica a qualquer momento. A partir da identificação de nossos mantras
dominantes, podemos refletir com mais clareza sobre seus efeitos na nossa
conduta e saúde. Podemos começar a mudar...
O manejo consciente e terapêutico das mensagens,
imagens e sons que dominam nosso cotidiano representa alternativa interessante
para alterar as memórias celulares de dor e a dinâmica de pensamentos e
crenças, no sentido de promover a maturidade e o equilíbrio necessário para uma
vida plena e saudável, assim como para exercer qualquer atividade ligada à
cura.
Com essas ponderações, esperamos fortalecer em
outros humanos o exercício do livre pensar e o ressurgir do Ser tão essencial.
Regina
e Ricardo
domingo, 2 de julho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
O MELHOR POSSÍVEL II
Por Maria Júlia Paes da Silva – juliaps@usp.br
Fragmento da obra: "No caminho - Fragmentos para ser o melhor"
Maria, por trabalhar na área de
saúde, viu muitas incisões, feridas, machucados e lesões. E também por
trabalhar na área da saúde aprendeu a reconhecer o tecido de cicatrização.
Aprendeu a reconhecer um corpo que mostra que está reagindo e que está se
esforçando para recuperar o próprio equilíbrio e bem estar.
Ela aprendeu a olhar essas
lesões, localizar o tecido de cicatrização (a cura sempre acontece de dentro
para fora!) e, espontaneamente dizer: "Que lindo está ficando isso
aqui!", para, muitas vezes, surpresa dos pacientes e dos seus alunos que a
acompanhavam em sua prática profissional.
Não foram poucos os pacientes
que perguntaram por que "lindo", e ela pôde explicar e partilhar a
beleza expressa na vida se reconstruindo, se reorganizando. Auxiliar os
pacientes a colocar o foco no lado positivo do momento, fortalecendo o belo de
cada situação.
O mundo é uma construção
subjetiva, pessoal! É o reflexo de nossa visão e consciência. Não há momento do
dia em que a meta não possa ser visualizada e o trabalho consigo mesmo levado
adiante.
Não ouvimos tudo o que é dito;
só o que queremos/conseguimos ver. Tudo que lemos não está escrito de verdade;
lemos o que desejamos ler. Nossa visão, audição e leitura são seletivas; nós
escolhemos.
Maria se lembrava de um paciente
que não comia. Deixavam a bandeja com seu prato, o copo de suco e a sobremesa
para que comesse, conforme o usual de um hospital, e o prato quando vinham
buscar, estava intacto. Sempre escreviam, então, que o paciente "recusara
a dieta". Um dia, Maria pediu que um de seus alunos voltasse à enfermaria
e perguntasse ao paciente o motivo de sua recusa, afinal ele estava aprendendo
enfermagem e não havia perguntado se o paciente estava com náuseas, sem
apetite, com dor ou algum outro motivo para que não comesse nada do que lhe era
oferecido. Além do que, já havia registro de uma passagem de plantão de que o
paciente não estava comendo. Para surpresa de todos, ele respondeu que era
porque não tinha dinheiro para pagar pela refeição. Pode parecer óbvio para
alguns de nós que um paciente internado em um hospital público saiba que não se
cobra pela comida, entretanto a vida acaba mostrando que "não tirar
conclusões" pode ampliar nosso mundo.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
Assinar:
Postagens (Atom)






