A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
SETE VEZES? - SETE VEZES SETENTA!
Nada é em vão neste mundo de luz…
Em um momento que o partir para a
ignorância se mostra cada vez mais enfático, talvez importe ser um pouco
menos ignorante. O ignorante, diferente do tapado, é aquele que ignora,
não sabe. Por ignorar repete o que ouviu ou disseram, visto não "ter
tempo", esta de fato sina do ignorante, não ter tempo...
Quando o tempo não há, aí o tempo fecha!
Quando há tempo a ignorância não passa pela brecha.
Sete escritos, sete obras que ajudam observar
desde saúde à insanidade, o movimento humano na matéria assim como o movimento
moral em diferentes momentos e nas diferentes camadas de consciência que o
humano pode operar. Referências indispensáveis para os que buscam um melhor
entendimento das razões profundas da situação em que a humanidade se encontra
no presente. Existe uma medicina na literatura e na história da humanidade, não
carece de prescrição médica, senão da boa vontade do estudante humano.
Carlos Marx – O capital - http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx
(Como a obra é extensa e as repetições
constantes sugere-se a edição resumida por Julian Borchardt traduzida para o
português).
Adolfo Hitler – Minha luta - http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler
Michael Ende – A história sem fim - http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Ende
Erich Fromm – O medo à liberdade - http://pt.wikipedia.org/wiki/Erich_fromm
Jiddu Krishnamurti – A arte de aprender –
Carta às escolas - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti
Peter L. Berger e Anton Zijderveld – Em favor
da dúvida – como ter convicções sem se tornar um fanático
Herman Hesse – O jogo das contas de vidro
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermann_Hesse
Após a
leitura ou se já leu, seu comentário será muito bem vindo.
Marcas do que
se foi, um dia crianças e já no outro, pegadas de convicções desde o caos ao
cosmos...
terça-feira, 5 de agosto de 2014
ASTROLOGIA – ARIANO SUASSUNA
Por: Ariano Suassuna - extraído do livro "Romance d'A Pedra do Reino"
Pedro Dinis Quaderna
nasceu a 16 de Junho de 1897, na terceira década do Signo de Gêmeos, tempo no
qual, segundo os livros de Astrologia, “pode nascer um Gênio verdadeiro”, sendo
as pessoas nascidas aí “afetuosas e inconstantes, mas assinaladas e terríveis”.
O Planeta desse signo, é Mercúrio, astro que, segundo o Lunário Perpétuo, tem domínio “sobre os Poetas-escrivães, letrados,
Pintores, ourives, bordadores, tratantes, diligentes e mercadores”, sendo de
notar que, quando há predominância das influências maléficas, aparecem entre os
de Gêmeos “os charlatães, Palhaços, embusteiros, ladrões, estelionatários e
falsificadores”!
– Como foi que você disse,
meu Padrinho? – indaguei como se fosse de modo casual. – Você falou em
poetas-escrivães, foi? Ouviu, Samuel? Quer dizer que eu sou como Pero Vaz de
Caminha, um poeta-escrivão da Armada Brasileira!
O Fidalgo deu um muxoxo:
– O que você pode ser é
um Palhaço, marcado pela “influência maléfica de Gêmeos e Mercúrio”, um
embusteiro e falsificador de moeda!
– Não faltando com o
respeito, o senhor está enganado, Doutor Samuel! – contestou João Melchíades. –
Na terceira década do signo de Gêmeos, os influxos astrais são benéficos, pois
Mercúrio já está iluminado pelo Sol! Aliás, Dinis sabe disso melhor do que eu,
e pediu ao irmão dele, Taparica, para cortar um taco de madeira, representando
o carro de Mercúrio alumiado pelo Sol e conduzido por um Gavião, com o signo de
Gêmeos nas rodas!
sexta-feira, 25 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O MÉDICO E O MEDO
Tão
longe tão perto
o médico
do medo.
Não
sabe, é certo,
que a
medicina que assina
faz
escravo homem liberto,
e
portanto não é sina do médico esperto,
mas
d’outro que ainda
não teve
olhos abertos.
Que
a assassina ceda espaço
amiúde
e humilde
a
todo médico da Saúde.
Que assim a semelhança de
médico
e medo
doutor
e dor
se
dissolva na esperança
da
medicina do amor.
terça-feira, 1 de julho de 2014
SALUTOGÊNESE
Por: Dra. Ana Cristina Guimarães
O conceito de Salutogênese foi proposto na
segunda metade do século XX pelo médico e sociólogo norte americano Aaron
Antonovsky.
Do latim, Salus- sanidade e do grego Gênesis-
origem, portanto ele significa a origem da sanidade ou da saúde. A noção se contrapõe a “Patogênese”, que
consiste no conceito da Medicina atual, fundamentada na busca e na origem das
doenças. Os dois conceitos são complementares, pois obviamente precisamos saber
a causa e o tratamento das doenças.
Porém, na Salutogênese a pergunta primária
é outra. Como
desenvolver e manter a saúde de uma população ou de um indivíduo?
Surge o conceito de “resiliência”, ou
seja, resistência. Por que alguns indivíduos submetidos a um stress constante,
físico e psíquico, sobrevivem sem adoecer, enquanto outros não têm tantas
condições de resistência?
Trazendo para o nosso dia a dia, a
preocupação primária de uma empresa ou de um governo deveria ser sobre quais os
programas que poderiam ser implementados para que os funcionários ou a
população não adoecessem. Quando adoecemos, já estamos correndo atrás do
prejuízo: horas perdidas de trabalho, o custo enorme dos remédios ou de
internações hospitalares. O velho ditado “prevenir é melhor do que remediar”
demonstra-se verdadeiro tanto em nível pessoal, como em nível de política empresarial
e pública.
Um brasileiro
manter-se saudável atualmente é um verdadeiro “milagre divino”.
Porém, quando pensamos em “prevenir” uma
doença, logo pensamos em exames de laboratório para “check-up”, ou uma consulta
médica para “ver se está tudo bem...”.
Muitas vezes, vemos pacientes sedentários, fumantes e estressados saírem
do consultório, felizes por seus exames não apresentarem nenhuma alteração. Em
um caso como este, o fato dos exames estarem normais não significa nada e seria
até um fator precipitante de doença, pois não serviu para que este paciente
tomasse consciência de seu estilo de vida. Entretanto, na verdade não estaremos
prevenindo nada com estes atos, apenas participando do conceito “patogênico”,
com foco na doença e não na saúde.
Encarando desta maneira, a questão da
saúde torna-se primariamente uma questão pedagógica. Ensinar a ser saudável é a
primeira preocupação da Medicina da Saúde.
Segundo Antonovsky, os recursos promotores
de saúde podem ser divididos em dois grupos.
O primeiro grupo seria atributivo, isto é,
não dependente de nós:
-hereditariedade favorável, bom nível nutricional desde a
infância, atendimento as necessidades afetivas básicas da infância, bom nível
sócio econômico familiar, integração familiar, boa qualidade de vida em relação
ao meio ambiente.
Quem teve a felicidade de receber uma boa
educação, em um ambiente familiar amoroso e morando em um meio ambiente
ecológico agradável já é um grande de candidato a adoecer menos. Como isto nos
foi dado (ou não), não podemos agir sobre estes fatores, mas podemos pensar em
nossos filhos ou na próxima geração, promovendo uma alimentação saudável,
procurando criar um espaço familiar de harmonia e pensando coletivamente em
como melhorar o meio ambiente. Percebemos também com este conceito, que
políticas públicas que visem melhorar a qualidade de vida de uma grande cidade,
aumentando áreas verdes, combatendo a poluição, seriam de extrema importância para
a saúde.
O segundo grupo de fatores salutogenéticos
seria aquisitivo, isto é, obtidos por nosso esforço voluntário:
- coerente projeto de
vida, boa situação sócio-cultural individual, boa interação afetiva, auto-cultivo
em termos estéticos, filosóficos e espirituais, engajamento ideológico nobre.
Quando pensamos em “manter a saúde” logo
nos vem à mente exercícios físicos (horas de academia) ou dietas restritivas.
Obviamente uma dieta controlada, e certo grau de atividade física são
importantes, porém no conceito salutogênico, as questões mais enfatizadas são
as sociais, espirituais e culturais.
Diversos estudos mostram a importância de
questões anímicas tais como cultivar alguma espécie de religiosidade, a
sensação de que existe uma intencionalidade ou “sentido” para a vida, e o menor
adoecimento ou maior resistência de pacientes acometidos por doenças graves,
como, por exemplo, o câncer. Segue um exemplo de estudo, no link:
No conceito salutogênico, arte e cultura
também são promotoras de saúde. Trabalhos tem demonstrado a importância da música
e de atividades artísticas relacionadas à manutenção da saúde, pois atuam
melhorando o anímico-espiritual.
Como estamos levando a nossa vida diária e quanto tempo dedicamos
a alguma atividade que não seja o trabalho?!
Para a manutenção da saúde devemos
incorporar algum tempo para as atividades nutridoras de nossa alma, tais como
leitura, música, arte; procurar estabelecer um ambiente de harmonia, tanto em
casa como no trabalho; cultivar uma religião (oficial ou não) ou estudar
filosofia. Amplia-se assim o antigo conceito de que saúde está apenas
relacionada à prática esportiva, alimentação regrada e visitas regulares ao
médico.
Para saber mais: Moraes, Wesley Aragão: Salutogênese e Auto-Cultivo,
uma abordagem interdisciplinar. Instituto Gaia. 2006.
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