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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SENTIDO DE VIDA - ASTROLOGIA

2021

Veja: Por que os médicos deveriam se interessar por astrologia?

            O medo é séria ameaça ao desenvolvimento espiritual e arqui-inimigo do progresso evolutivo, pois congela a atuação e limita a liberdade. A coragem é uma fundamental a ser cultivada. Mesmo no engano e no erro aprendemos; aprendemos como não fazer e como melhorar. Erros são a matéria prima para a mudança, são as experiências que no ensinam a fazer o certo.

            Nosso trabalho no mundo não deve ser negligenciado em hipótese alguma. Estamos aqui para realizar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum tempo para aplicar ao autodesenvolvimento. É tão importante usar acertadamente esse tempo, como cumprir os deveres terrenos para com a família e obrigações sociais.

            Já refletiu por que Cristo sugeriu que deveríamos curar os enfermos? Uma das razões é que aliviado de um sofrimento a fé aumenta e melhora as condições para sanar a alma. Quando alcançarmos a elevada estatura de Cristo e pudermos ver simultaneamente passado e futuro, compreenderemos as causas das crises e doenças e não precisaremos de ajuda para diagnosticar e medicar. Até que esse dia seja, devemos usar as muletas que temos, e uma delas é a astrologia.


terça-feira, 9 de abril de 2019

ASPECTOS DA PSICANÁLISE E RELAÇÃO AMOROSA



Por: José Geraldo M. Meireles - Psicólogo

No contexto convulsionado em que estamos inseridos, não acredito que os anseios do homem consciente restrinjam-se a uma casual e modesta participação no cenário socioeconômico contemporâneo. As mudanças têm sido rápidas e profundas. Não nos resta, em nível individual e coletivo, outra alternativa senão procurar soluções novas e vencer desafios.
Muitos se sentem perplexos. Angustiam-se, e a incerteza instala-se. Deparam-se com dilemas inevitáveis que englobam “o princípio do prazer” - o desejo é inquietante e indomável - e "o princípio da realidade".
Situar a psicologia moderna significa reconhecer que se iniciou com Freud, pois coube a ele o grande mérito da descoberta do inconsciente: objeto da psicanálise. Sua descoberta revolucionou o início do século XIX e a nossa compreensão em relação a nós mesmos. Deduziu a existência do inconsciente, após contatos persistentes e minuciosos com seus pacientes. Pela fala, é possível curar e aliviar o sofrimento psíquico. Por inovar, encontrou muitos opositores. Sua genialidade permitiu supor estar na sexualidade a causa dos transtornos psíquicos: descarregar a energia (no ato sexual, por exemplo) dá prazer. Contê-la ou reprimi-la, ao contrário, provoca desprazer. Ao considerar-se a vitalidade física e psíquica, a sexualidade faz parte da existência, porém desvinculada do afeto, resulta em decepção e frustração.
Em se tratando de decepção e frustração, Hélio Pellegrino – psicanalista – ilustra que o homossexual elege por objeto de desejo, alguém que se iguale, alguém que é seu duplo perfeito, imagem radiosa de si pela qual se apaixona. A tensão das relações narcisadas, ao extremo, tende para a possessão intensa. Cada um vê no outro o seu próprio retrato idealizado ou deificado – isso rarefaz e mesmo impede a possibilidade do encontro autêntico. A pulsão narcísica não aceita diferença, limite ou separação. O desejo narcísico é insaciável, porque pretende transfigurar a imperfeição do ser que sou, através da ilusória radiância da imagem – mais que perfeita que quero ser e penso possuir. Esse drama, conforme Pellegrino, ilustra as peripécias do narcisismo.
Além da abordagem psicanalítica em relação à sexualidade, a neurocientista Dra. Suzana Herculano – Huzel – (UFRJ) afirma que a preferência sexual não é opção. Para a neurociência, a orientação sexual é inata (não aprendida) e determinada biologicamente, antes mesmo do nascimento.
A relação homossexual ou heterossexual é preferência e não opção. A preferência não se escolhe: descobre-se. Interessar-se sexualmente por homens ou mulheres é o que o cérebro faz automaticamente e pouco importa o que a pessoa pensa. A opção é o que se faz com a preferência: assume-se e curte publicamente, abafa ou esconde. Essa abordagem nova necessita, ainda, de pesquisas cautelosas e criteriosas. É essencial salientar que sou psicólogo e não pesquisador da sexualidade.
Com a nova legislação, casais homoafetivos passam a ser considerados famílias, com direito à adoção de crianças, contudo o preconceito e as agressões são ainda intensos.
O Conselho Federal de Psicologia despatologizou a relação homoafetiva: não é distúrbio (doença). Abre-se, pois, espaço para a compreensão das diferenças.
À luz da psicanálise, nossas tensões e angústias não vêm do outro, daquele que se diferencia de nós, mas daquilo que desconhecemos em nós mesmos. Para a convivialidade social, é fundamental respeitar o direito e a singularidade do outro.
Com efeito, a técnica de investigação psicológica criada por Freud acrescentou dimensão nova para a ciências humanas. Na clínica, pela interpretação, o psicoterapeuta ou psicanalista mostra quais forças destrutivas ou construtivas movem seu cliente. “Desfazem-se os nós”, quando ocorre a travessia da barreira entre o consciente e o inconsciente.
Muitos de nós ficamos presos ao passado que nos condena e ao futuro que nos inquieta - alerta o psicanalista Pessanha. A psicanálise privilegia sempre o presente.
Pelo prisma da psicanálise ou psicologia profunda, o traço característico da psicologia humana é a interferência intensa e contínua dos impulsos de amor, de um lado, e ódio do outro: “nosso bem-estar ou mal-estar depende das forças destrutivas ou construtivas do inconsciente”; equilibrando-se ou não, predominando com maior intensidade as forças construtivas ou destrutivas haverá vida mais saudável, valorização pessoal, relação amorosa e de amizade gratificantes; ou ideias persecutórias tendentes à autodestruição, à depressão, à agressão descontrolada, à relação amorosa e de amizade conflitantes.
A relação intrapsíquica (subjetiva) e interpessoal (com os outros) rege-se pelo jogo dos antagonismos: eros e tánatos - vida e morte - que nos movem, a cada instante, em permanente entrelaçar-se, confundir-se e, outra vez, juntos, porque é dessa simbiose (integração) que resulta a vida.
In Sêneca – filósofo - ter vida longa não é ter a cabeleira branca semelhante à neve, tampouco ter as faces sulcadas pelas rugas; se o homem dissipou seus dias, não viveu longo tempo, muito embora tenha existido longos anos: “Vida é profundidade e não extensão”.
Antes do advento da psicanálise, inquieto e perplexo, o ser humano acreditava que os mistérios de seu destino e as ameaças à sua estabilidade provinham apenas do mundo externo e nunca da intimidade de seu ser.
À época de Freud, (início da psicanálise) as pessoas recorriam ao tratamento psicanalítico, porque temiam realizar seus desejos. Hoje, a psicanálise desperta muito interesse. Isso ocorre, não porque reprimem seus desejos, mas por não saberem, efetivamente, o que desejam. Quando buscam a psicoterapia, esperam que o profissional se converta em aliado confiável, para que possam confidenciar-lhe seus mais íntimos segredos sem o receio de traição.
Desvela-se, assim, o perfil do ego maduro e livre: não autoritário, integrado e seguro; predomina nele o equilíbrio, porque é capaz de manter-se sob controle, de não se deixar levar pela desmotivação, de tolerar frustrações, de não negar sua agressividade-combustível da ação - de portar-se serenamente diante de pressões. Contudo, é imprescindível pensar.
Um conjunto harmônico de qualidades psíquicas herdadas e adquiridas caracteriza esse perfil, tornando a pessoa original a sua forma de ser e agir.
Há décadas, psicólogo clínico trabalho em clínica particular. Atendo adolescentes e adultos. Meu trabalho baseia-se na psicoterapia psicanalítica, psicologia biodinâmica (massagem psicoterapêutica), e avaliação psicológica.
Ao longo desse tempo, percebo, na clínica, que as relações amorosas, por diferença têm sido, às vezes, dramáticas. O amor obsessivo e a inveja transtornam a vida da pessoa pela qual a que se tem fixação doentia em inferno. Sendo a inveja o subproduto doentio da admiração destrói a pessoa invejada. Nem sempre se percebe o transtorno, e a infelicidade impera. Sei que a temática é muito complexa, mas é possível compreendê-la.
Geralmente, admiramos pessoas possuidoras de características físicas ou psíquicas que valorizamos muito. O critério dessa escolha é sempre pessoal. Há fascínio pelo conjunto harmônico de qualidades que tornam alguém original na sua forma de ser e agir. Esse fascínio pode levar a dois modos de amar: por diferença ou semelhança.
As pessoas que se sentem inferiores - e esse sentimento é mais acentuado na adolescência - tendem a admirar outras que trazem consigo características ideais, às vezes, inatingíveis (sempre do ponto de vista do(a) admirador(a)). Assim sendo, o amor surge entre pessoas de temperamento diferente, havendo recíproca admiração.
O humor - tendência situacional - é a disposição afetiva para a introversão ou extroversão. O introvertido: reservado, pouco combativo, voltado mais para a solidão e reflexão une-se ao extrovertido: participante, voltado mais para os outros, de fácil adaptação, combativo, preferindo mais atividades práticas.
Obviamente, os componentes de admiração podem desencadear relações tensas, não só em decorrência, das diferenças de temperamento, mas também da inveja recíproca. A insatisfação pessoal e a precária auto-avaliação, com forte tendência a subestimar-se, despertam raiva e inquietação.
As pessoas que se sentem bem consigo mesmas e, consequentemente, mais estáveis e maduras não se comportam opressivamente e envolvem-se em relacionamento de intimidade mais intensa e harmoniosa, pois o vínculo é regido por afinidades. O amor, por semelhança, é mais gratificante, porque não há, na relação, os elementos desestabilizadores do vínculo: a inveja (é difícil invejar pessoas com características semelhantes), e irritações que decorrem das diferenças de temperamento. Sob a égide da estabilidade psíquica e das afinidades, as relações de amizade tornam-se também harmoniosas e duradouras; os amigos propiciam bem-estar e asseguram a saúde psíquica.
Em seu livro: Ser livre – que tive o privilégio de revisar – o psiquiatra Flávio Gikovate (1943 – 2016) enfatiza que ser livre não é ser desta ou daquela maneira; ser livre não é agir desta ou daquela forma. A liberdade é a sensação íntima de alegria que deriva da coerência entre pensamento e conduta.
Por esse prisma, a liberdade é um estado muito gratificante. As afinidades e não as diferenças é que podem determinar ligações profundamente gratificantes.
Renovar-se significa entregar à morte tudo o que é ultrapassado para que o novo possa expandir-se com toda a liberdade. Desprender-se de coisas que, um dia, foram boas e de ideias que foram relevantes, mas com o passar do tempo, ficaram ultrapassadas, ou seja, ter ânimo para recomeçar, estar aberto para escutar, aprender e buscar novos paradigmas.
Para a efetiva compreensão das diferenças e do lado sombrio das emoções a ajuda psicológica é sempre bem-vinda para busca do bem-estar físico, psíquico e social.
Profissional da psicologia discuti, sumariamente, com base na psicanálise, diferenças e semelhanças no amor, sem desconsiderar a árdua vida diária e o mundo atual, terrivelmente injusto, impiedoso, individualista e abalado pela crise de valores e predadores sociais.

Referências

Jung. C. G.- Tipos Psícolágicos- Zahar Editores - Rio de Janeiro, 1981.
Gikovate, F. - Falando de Amor- MG. Editores Associados - São Paulo, 1976.
Pellegrino, H. - A Burrice do Demônio – Rocco - Rio de Janeiro, 1989.
Boff. L. - Coragem para Renovar in Rede - Ano XXI - nº 241 - Petrópolis, 2013.
Pessanha, A. L. S. - Além do Divã - Casa do Psicólogo - São Paulo, 2001.
Revista - Mente Cérebro - Ano XIX - nº 242 - São Paulo, 2013.
Green, A. - Psicanálise Contemporrânea – Imago - Rio de Janeiro, 2001.
Melman, C. - A Família está Acabando – Veja - São Paulo, 2008.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

ESPERANÇA



Era um dia como amanhã

Não tinha som, luz, nada

Era um dia cheio de espaço

Cheio de esperança

Tudo era esperado

Não havia desespero

Quando ele chegou já era tarde

Não havia tempo que compreendesse

Menos ainda para compreender

Mesmo assim Ele veio

E ficou.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

FAUSTO – GOETHE – MEFISTO




            Goethe viveu a transição de uma época chamada Iluminismo, onde os humanos da época decidiram abrir mão de uma certa qualidade de valores em função de outra. As escolhas daquela época refletem na época atual; alguém disse: quem planta vento colhe tempestade. Quem gosta de chuva forte nem liga, mas quem não gosta tende a ficar cada vez mais ligado.
            Saramago, Guimarães Rosa, Goethe e Tolstoi deixaram rastros, em suas obras literárias, dessa figura bíblica canhestra, esse ser da encruzilhada que se perdeu na caminhada. Na obra Fausto, Goethe o veste com a alcunha de...

MEFISTÓFELES (com seriedade)
Deus o Senhor – sabe-se a causa – quando
Do éter nos exilou à profundeza
Em que arde fogo cêntrico, abraseando
Voraz conflagração em torno acesa,
Vimo-nos lá, na luz exagerada,
Em situação incômoda e apertada.
Pôs-se a tossir toda a mó dos demônios,
Do alto e baixo a expelir bofes medonhos,
O inferno encheu de enxofre, ácido e azia,
Deu isso um gás! monstruoso em demasia,
Até que em breve, apesar de robusta,
Rebentou afinal a térrea crusta.
A cousa agora está por outro bico:
O que antes era a base, hoje é o pico.
Daí o ensino lógico é oriundo:
Virar-se para o mais alto o mais fundo;
Pois escapamos da opressiva esfera,
À integração no ar livre da atmosfera.
É segredo óbvio, muito bem guardado,
Pois aos povos não foi tão cedo revelado. (Ef. 6, 12)

Em Efésios 6,12 lemos:
            “Pois não é contra homens de carne e sangue, que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. ”

            Quem caminha ao pé na letra trava a luta nos pulmões, quem não, escafandro, na atmosfera. E você Fausto amigo?


domingo, 10 de dezembro de 2017

ASTROLOGIA E SAÚDE - EXISTE RELAÇÃO?




Um dia houve a separação fundamental entre as ciências físicas e espirituais. A despeito disso, grupos preservaram segredos esotéricos da medicina e da astrologia, sustentando o conhecimento interpretado sob a luz da mística, sendo os segredos espirituais restaurados, ocultos do vulgo e dados àqueles que anelavam pelas causas do espírito.
Hoje observamos educadores que ignoram os valores espirituais; vemos a ciência material tornar-se uma instituição orgulhosa, que ignora a alma, fascinada pela matéria não deixando lugar para a mística. Como resultado, temos uma desilusão geral e um abatimento decorrentes da insignificância das coisas materiais: fuga, desespero e tristeza. O atual interesse renovado pela Astrologia como recurso de cura resgata o pensamento de Paracelso, expoente do pensamento vivo que dizia:
Assim como existem estrelas nos céus (macrocosmo), também há estrelas dentro do ser humano. Portanto, nada existe no universo que não tenha seu equivalente no microcosmo (o corpo humano)” e “O espírito do ser humano deriva das constelações (estrelas fixas - sóis); sua alma, dos planetas; e seu corpo, dos elementos”.
O Macrocosmo é a difusão infinita do cosmos em suas ilhas, galáxias, nebulosas, estrelas, planetas, corpos celestes onde inumeráveis formas de vida estão sempre evoluindo. O Microcosmo são as células de nosso corpo, incontáveis como as estrelas do céu. A chave mestra que permite acesso à correlação entre macro e microcosmos e que favorece a compreensão dos mistérios é:
“Como é em cima, assim é embaixo”.
A Astrologia pode ser vivenciada como uma “tela” que permite o vislumbre da inter-relação das forças entre o Macrocosmo e o Microcosmo, entre o externo a nós e o nosso interior, além de ser um instrumento da realização da Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito. Assim, dentro de perspectiva que admite a possibilidade do renascer, alguns pensamentos descrevem observações pertinentes ao pensar astrológico:
· “Viver para comer ao invés de comer para viver”, pode implicar futuramente na colheita de complicações no aparelho digestivo.
· A excessiva irritação, intolerância, impaciência, impetuosidade, podem implicar futuramente na colheita de desordens circulatórias e seus efeitos colaterais em todo o sistema: apoplexias, derrames, varizes, pressão sanguínea irregular, etc.
· A impulsividade e o rancor podem implicar futuramente na colheita de úlceras, artrites, disfunções glandulares, insuficiência cardíaca, pressão baixa, problemas linfáticos.
· A atividade excessiva em função do mal, caracterizada por comportamentos maleficamente agressivos, violentos e vingativos pode implicar futuramente na colheita de baixa energia dinâmica assim como de ausência de resistência a doenças; membros defeituosos, acidentes com perda de membros; articulações sujeitas a artrites; dores musculares, reumatismo e enxaquecas.
· O abuso da função sexual e sua utilização apenas para a gratificação dos sentidos pode implicar futuramente na colheita de falta de vitalidade, vontade fraca ou até debilidade mental.
· A recusa em gerar ou aceitar o filho gerado, criá-lo e educá-lo pode implicar futuramente na colheita de disfunções nos órgãos geradores, predisposição ao câncer de próstata ou laringe, útero, seios e estômago.
Felizmente, SÓ COLHEMOS AQUILO QUE SEMEAMOS.
A grande maioria das doenças origina-se no comportamento negativo face às circunstâncias que, quase sempre, envolvem nosso semelhante. Trata-se do antigo e misterioso conselho dado por Cristo no Sermão da Montanha: “se qualquer membro do teu corpo te escandalizar (o mau uso) arranca-o e joga-o fora...” Justo o que fazemos literalmente antes de renascer!
Enquanto os exames médicos mostram as condições de nosso corpo no momento da coleta, o horóscopo mostra as enfermidades latentes e ativas em toda nossa vida terrestre. Deste modo temos tempo suficiente para: prevenir-nos, minimizar os efeitos e até não desenvolver essa enfermidade, pois: “as estrelas impelem, mas não obrigam”!
Através da astrodiagnose e terapia é possível conhecer os melhores métodos para efetuar a cura, assim como o melhor tratamento para cada paciente, além de ser possível observar o caráter do enfermo (forte, débil, negativo, emocional). A partir desse estudo, é possível saber o dia em que as crises tendem a se manifestar e quando as influências adversas diminuirão.
Estamos sujeitos a enfermidades físicas, psíquicas, sociais, mentais e espirituais. De acordo com a ciência oculta, construímos nosso Corpo Denso e o controlamos. Havendo doença nele somos levados a concluir que não fizemos nosso trabalho de forma ideal. Isso é expresso nas duas classes de enfermidades apontadas em um horóscopo:
·        Latentes
o São indicadas pelas aflições planetárias no horóscopo quando nascemos.
o Podem permanecer latentes durante toda a nossa vida terrestre.
o Dependem do nosso modo de vida: se não respondemos às tendências indicadas pelas aflições planetárias, elas não se manifestarão.
o Podemos atuar com nossa vontade até o ponto de anular as indicações de nosso horóscopo.
·         Ativas
o São indicadas pelas aflições planetárias no horóscopo quando nascemos, mas nós respondemos a essas aflições, através: de pensamentos, sentimentos, palavras ou atos negativos, inferiores e destrutivos.
o As posições planetárias progredidas indicam os momentos de atuação.
o Consertando o nosso modo de vida: aliviaremos, suspenderemos ou seremos curados da enfermidade.
Para aplicarmos ao estudo dessa ciência e arte de obter conhecimento científico das enfermidades, suas causas, segundo indicações dos planetas, e dos meios de curar é necessário:
·   Dedicar-nos ao conhecimento da fisiologia e anatomia de nosso Corpo Denso.
·   Usar esse conhecimento altruisticamente na ajuda aos sofredores.
·   Esquecer o próprio horóscopo e dedicar o conhecimento a ajudar os outros.
·   Fazer os exercícios de Retrospecção e de Concentração diariamente.
·   Praticar mais a devoção no dia a dia.
·   “Pregar o Evangelho e curar os enfermos”.

O PODER DOS MANTRAS – VIVER É COMUNICAR

Comunicar é parte essencial do viver. Essa ligação com o outro - por meio de uma vibração sonora, escrita ou mental - gera um intercâmbio que transcende as palavras e nos sensibiliza para um “mantra”, seja ele uma ideia, uma crença, um comportamento ou um sonho.
Cada um interioriza e irradia as informações que reverberam em seu íntimo e, dependendo do conteúdo, atrai alegria ou tristeza, saúde ou doença, união ou separação. Na visão de Michel Maffesoli (2003) a comunicação entre as pessoas é o cimento social, o que promove o religare (religação). Conhecido pela popularização do conceito de tribo urbana, o sociólogo francês afirma que só existimos de fato e nos compreendemos na relação com o outro, destacando a falta de sentido do individualismo.
O poder da palavra é evidenciado por Braden (2007) no livro “O Efeito Isaías”, segundo o qual cada ser humano cria seu código de conduta a partir das informações que recebe, fazendo escolhas a favor ou contra a vida. Assim, as enfermidades, por exemplo, podem derivar de escolhas e ações individuais e não apenas de causas exteriores. Percebe-se a partir dessas observações que o uso consciente das palavras é uma forma de resgatar a relação perdida consigo mesmo, com as outras pessoas e com o Universo. É a “linguagem que move montanhas”, segundo Braden.
Em seu cotidiano, observe que ao chegar de mau humor a um local, as outras pessoas não lhe parecerão bem também. Percepção que muda completamente a partir de atitude mais disponível e sorriso no rosto. E é isso mesmo: o corpo serve para compartilhar experiências individuais de raiva, ciúme e ódio, mas também de amor, compaixão e perdão.
Ainda segundo Braden (2007), há cerca de 500 anos antes de Cristo, na cultura essênia, já se dizia que tudo o que se pensa, fala ou faz constrói uma prece permanente, semelhante a um estado de constante oração.
De fato, cada um, nessa prece ativa dos “mantras” dominantes, projeta sua realidade e define a qualidade de seus relacionamentos e saúde, além da presença, ou não, de abundância na vida. Novamente, Jesus Cristo, segundo Mateus nos recorda isso ao dizer: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.
De acordo com a filosofia hermética, a realidade se compõe de vários "tecidos" que se interpenetram, qualificando um plano físico (território de estudo das ciências básicas convencionais) e vários planos suprafísicos (território de estudo das ciências ocultas tradicionais). Resumidamente, a região química do mundo físico é envolto e permeado pela região etérica, que por sua vez é envolvido e transpassado pela "matéria" da região do mundo do desejo, que é cercada e imersa na "matéria" da região do mundo do pensamento.
Nesse arcabouço, as afirmações manifestas, mental ou verbalmente, intencional ou inconscientemente, ganham força, especialmente quando aliadas a sentimentos ou emoções intensas, atraindo e sintonizando outras vibrações similares presentes na região etérica do mundo físico e nas regiões inferiores do mundo do desejo (Heindel, 1909).
Nas regiões inferiores desses mundos, se encontram vibrações destrutivas de medo, pobreza, doença, fracasso e miséria, assim como nas regiões superiores são encontradas vibrações construtivas de prosperidade, saúde, sucesso e felicidade (Hill, 2009).
Ao seguirmos essa linha de raciocínio fica claro que um pensamento “potencializado” pela emoção é semelhante a uma semente que, plantada em terra produtiva, brota e se multiplica em milhares da “mesma” espécie.  Um “poder” de criação incalculável ao considerarmos que a mente humana gera, em média, 60 mil pensamentos por dia (Byrne, 2015), sendo 60% a 70% deles negativos (Lucas, 2013).
O poder da palavra associada a emoções genuínas é genialmente ilustrado por Tolstói (2001) no conto “Os Três Eremitas”. Ele conta a história de um sacerdote que, em visita a uma ilha distante, decide ensinar como rezar a três eremitas que lá habitavam. Com suas crenças, ele se indigna com a forma simples dos eremitas pedirem a proteção divina: “Vós sois três. Nós somos três. Tenha piedade de nós”.
Em sua função pedagógica ele dedica um dia inteiro a ensinar o “Pai Nosso”. À noite, já se afastando em seu navio, o sacerdote é surpreendido por uma luz distante no horizonte. Ele percebe então os três eremitas correndo sobre as águas do mar rumo ao barco, em reverência e pesar, a lhe perguntar sobre uma parte esquecida do Pai Nosso. Diante de insólita situação, o sacerdote se rende à simplicidade da prece proferida por eles, com a pureza d’alma que os caracteriza (Tolstói, 2001).
De forma lúdica, o poder dos conteúdos veiculados foi explorado em filmes como “A Origem” (Inception), ficção científica onde ideias são inseridas na mente das pessoas por meio dos sonhos que se confundem com a realidade, e “Poder Além da Vida” (Peaceful Warrior), baseado em fatos reais onde um ginasta se recupera de grave lesão ao reverter sua forma de pensar por meio de “mantras” recebidos de um conselheiro (ou mestre interior).
Os dois filmes explicitam os efeitos danosos de temáticas negativas, nos âmbitos psicológico e emocional, assim como a possibilidade de alcançar o equilíbrio, saúde e sucesso a partir do uso consciente das palavras. Conteúdo semelhante é mostrado de forma jocosa na comédia “As Mil Palavras”, onde a vida do personagem central é condicionada ao número de palavras emitidas e à coerência de seu discurso com suas ações.

Assim, salta aos olhos o fato da qualidade de vida do ser humano guardar relação íntima com o pensar e o sentir. Amigo leitor como estão seus pensamentos e sentimentos, rendidos ao medo consequente ao viver de modo reprodutivo, ou imersos na coragem do viver produtivo?

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O PODER DOS MANTRAS - UM UNIVERSO MÂNTRICO


Dizem que, no início dos tempos, um mantra ecoou do hálito divino: o OM. Esse som primordial teve em si o poder de dar forma ao caos, permitindo a criação do mundo em suas diferentes dimensões e seres. Presente no Universo ainda hoje, ele simboliza o Ser Supremo e entoá-lo conduz a um estado de introversão e harmonia; libera energias letárgicas e pode levar ao contato com a Consciência Transcendental, DEUS.
A capacidade do Som de nos conectar com a essência divina é objeto de vários estudos esotéricos. É descrita, por exemplo, uma relação entre a nota tripla AUM e as diferentes dimensões do nosso corpo, e da nota espiritual OM com nossas aspirações mais elevadas. Segundo Anglada (Na obra: Magia Planetária Organizada), o OM é a expressão vibratória da Alma em seu próprio plano, enquanto AUM é a vibração da alma em encarnação (a personalidade) – sendo “A” expressão da mente, “U” do corpo de desejos (ou corpo astral) e “M” do corpo físico.
Em busca dessa conexão e do estado de lucidez decorrente, o OM e outros milhares de mantras sagrados são repetidos diariamente em várias linhagens religiosas nas diferentes partes do mundo. De forma similar, são empregados os vocábulos AMÉM e AMIN, que significam “Assim seja!”, como um pedido de intervenção divina na criação de algo benéfico. Também orações como a Ave-Maria e o Pai-Nosso são proferidas em busca desta confirmação e estado d’alma.
Mas, à semelhança do som repetitivo do Universo, tudo à nossa volta tem caráter mântrico, repetitivo, a começar pela batida do coração. Do nascimento à morte, imitamos o Universo e organizamos o caos interior, construindo realidades a partir de “mantras”. São decretos transmitidos pela família e pela sociedade de forma consciente ou inconsciente, e que indicam ou mesmo formatam silenciosamente a forma “adequada” de sentir, proceder e viver.

Estas frases dominantes ou palavras de ordem expressam ideias ou valores, mobilizam forças psíquicas e criam crenças e padrões de conduta. A cada segundo, constroem a identidade e o campo mental / energético / espiritual das pessoas, de comunidades e de nações. Seu poder de condicionamento independe da forma de transmissão, seja oral, escrita ou telepática, assim como do teor, positivo ou negativo. Esses verdadeiros “mantras” concretizam uma verdade universal trazida à luz por Cristo e expressa no evangelho de Mateus como: “Pedi, e vos será concedido” (Mateus 7:7).

quarta-feira, 1 de março de 2017

SOBRE ANJOS - ESTÓRIAS E OUTRAS COISAS

Continuação de: O ANJO EM MIM


       O materialista em sua coragem escolheu um mundo e um modo de viver divorciados de tudo o que não pode ser apreendido pelos cinco sentidos físicos. Como consequência, entendeu ser o humano, do ponto de vista vida ou biológico, o mais elevado entre os seres. Escolheu ainda que seu reino, o reino humano, unido aos reinos animal, vegetal e mineral, compreende tudo o que possa ser objeto de estudo ou ainda as únicas instâncias que merecem a alcunha de realidade.
      Para os demais, permeáveis ao incognoscível, em que momento da evolução humana nos desconectamos dos anjos? Em que momento voltaremos a nos conectar?




      Algumas histórias de anjos carecem ser lidas como: “O anjo está perto” de Chopra, o conto “Do que os homens precisam” de Tolstói (Contos Populares – década de 1880) e o inigualável Guimarães Rosa (Primeiras Estórias) no conto “Um moço muito branco”. Cada um, a seu modo, compartilha seus olhares concernentes a esse reino suprafísico imediato ao humano. Cada um abre uma janela de possibilidades de relação com essa classe de seres pouco compreendidos e pouco visitados, ao menos daqui pra lá...
      Chopra aproxima a ideia de anjo à da luz. Na medida em que o personagem se permite entrar em relação com ela (Luz), a mesma se metamorfoseia em um ser antropomórfico disponível ao diálogo.
– Eu sei que nós chamamos vocês de anjos, mas o que você é para si próprio? Há algum nome que você use?
– Na verdade, não. Quando vejo a mim sou apenas uma janela. Se quiser pode olhar através de mim. Sou transparente. É assim que sou para Deus e, portanto para mim.
      O curioso em Chopra é a ideia da presença do anjo causar um aumento da consciência das pessoas que estão em proximidade a ele; consciência que na maior parte das vezes se dissipa com o afastamento do anjo, dado que o humano não teria desenvolvido em si a força de sustentação para aquela consciência. Isso se assemelha à experiência humana de entendermos algo quando alguém que sabe àquele respeito nos explica, mas que se esvai de nossa compreensão quando da ausência daquela pessoa sabidona.
      Em Tolstói, Mikhail cumpre contrariado uma missão e perde as asas pela inconformidade com o que lhe foi solicitado. Aprende com o humano sobre algo que no reino que habitava não era possível aprender. Traz em si três perguntas a serem respondidas: “O que existe nos homens? O que não é dado aos homens? Do que vivem os homens?”. Sua luz aumenta conforme aprende, é silencioso e hábil além de capaz de enxergar além das aparências. Reconquista as asas ao encontrar as respostas e compreender que o mal que acreditou ter feito visava um bem maior, impossível de compreender então.
      Finalmente, Guimarães pinta com palavras a estória de um moço muito branco, que aparece, não se lembra, visto para ele só haver o presente, e em todos que se aproxima desperta aquilo que mais carecem. Desaparece como apareceu em meio a fenômenos extremos da natureza sob chuva, raios e trovões...
      Estórias anedóticas para uns, realidade para outros, estão contadas aí para quem quiser ler. Se fosse você eu leria, para não dizer depois que não sabia...
No caso do assunto interessar, vale ler também: de Matthew Fox e Rupert Sheldrake “A física dos anjos”, uma visão científica e filosófica dos seres celestiais; de Rudolf Steiner “O anjo em nosso corpo astral” e “A Ciência Oculta”; de Max Heindel “Conceito Rosacruz do Cosmos”; de Diether Lauenstein “As Leis Biográficas à Luz da Biblia”; de Mônica Bonfiglio “A magia dos anjos cabalísticos” e de Wim Wenders o filme “Asas do desejo”. Finalmente, para uma compreensão mais lúcida é imprescindível a leitura das lâminas 14 (A Temperança) e 15 (O Diabo) na obra magistral “Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô” escrita por autor anônimo pela editora Paulus.




Ao ignorarmos a presença dos anjos fecham-se as portas conscientes aos demais reinos, ou seja: arcanjos, principados, potestades, virtudes, dominações, tronos, querubins, serafins, terafins e xeofins; síntese que integra a “antena” cósmica do humano.
Se você nasceu sem asas não faça nada para impedi-las de crescer.