Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SENTIDO DE VIDA - ASTROLOGIA

2021

Veja: Por que os médicos deveriam se interessar por astrologia?

            O medo é séria ameaça ao desenvolvimento espiritual e arqui-inimigo do progresso evolutivo, pois congela a atuação e limita a liberdade. A coragem é uma fundamental a ser cultivada. Mesmo no engano e no erro aprendemos; aprendemos como não fazer e como melhorar. Erros são a matéria prima para a mudança, são as experiências que no ensinam a fazer o certo.

            Nosso trabalho no mundo não deve ser negligenciado em hipótese alguma. Estamos aqui para realizar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum tempo para aplicar ao autodesenvolvimento. É tão importante usar acertadamente esse tempo, como cumprir os deveres terrenos para com a família e obrigações sociais.

            Já refletiu por que Cristo sugeriu que deveríamos curar os enfermos? Uma das razões é que aliviado de um sofrimento a fé aumenta e melhora as condições para sanar a alma. Quando alcançarmos a elevada estatura de Cristo e pudermos ver simultaneamente passado e futuro, compreenderemos as causas das crises e doenças e não precisaremos de ajuda para diagnosticar e medicar. Até que esse dia seja, devemos usar as muletas que temos, e uma delas é a astrologia.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

PÉROLAS DE CONSCIÊNCIA



Ad Vitam Aeternam
https://youtu.be/1pAt-GS9BWE

Cartas a um jovem poeta - Rilke
https://youtu.be/NAuu5t8mpuc

Destiny
https://youtu.be/XsAySbcjWGk

A Salamandra
https://youtu.be/SEejivHRIbE

Caridade
https://youtu.be/0ZIdzXFcQYU

The Maker
https://youtu.be/YDXOioU_OKM

The fish and I
https://youtu.be/Yxuh17G5tis

A Natureza está falando!
https://www.youtube.com/playlist?list=PL5WqtuU6JrnXjsGO4WUpJuSVmlDcEgEYb

Como a música fortalece o cérebro?
https://youtu.be/ZZ_qoBTSZCs

Existe um rio em cima de nós!
https://youtu.be/HYcY5erxTYs

Qual é a energia da mensagem que você lê?
https://youtu.be/oJOkwwg7QkE

Aprendendo a Aprender
https://youtu.be/GvsEqthCTxU

A Lua
https://youtu.be/MJC9mYJfUPk

Uma História de Vida
https://vimeo.com/194276412

Virando o Jogo
https://youtu.be/Zyv57MXs1R8

História da Medicina
http://www.jmrezende.com.br/

Filosofia Esotérica
http://www.filosofiaesoterica.com/

Guilherme Castagna - TED - Meu sonho é nadar no rio Tietê
http://youtu.be/T8caDcL4brQ

Fabian Nacer
http://www.palestrasdrogas.com.br/

Alain Jézéquel
http://www.alainjezequel.com/

O Homem que plantava árvores
http://youtu.be/Klx8UBMRrMA 

Repensando os dogmas da ciência - Rupert Sheldrake
http://youtu.be/JKHUaNAxsTg

Portal Namu - Saúde
http://namu.com.br/

O Mito do leite - Orientação Médica Alimentar - Lair Ribeiro
http://youtu.be/NYOeGQY0p98

O Século do Self - BBC Londres 
http://vimeo.com/65256698 

Saúde vem da horta - Edson Hiroshi
http://www.youtube.com/watch?v=C4QoAM14Yt8#at=126
http://www.youtube.com/watch?v=h8UkkG0DECk 
http://www.youtube.com/watch?v=5-WeJKAR82o

Os velhos e os novos pecados - Leandro Karnal
http://www.youtube.com/watch?v=dNVhp98SCbs 

O ódio no Brasil - Leandro Karnal
http://www.cpflcultura.com.br/2012/05/28/o-odio-no-brasil-leandro-karnal/ 

Crianças ensinam sobre como cuidar dos animais
http://www.youtube.com/watch?v=NX4O6smZrLE 
http://www.youtube.com/watch?v=Nq0GP4yQup4 

Criança a alma do negócio - porque saúde é consciência...
http://www.youtube.com/watch?v=49UXEog2fI8

Muito além do peso - porque saúde é consciência
http://www.youtube.com/watch?v=TsQDBSfgE6k

Turista espacial - La Belle Verte
https://vimeo.com/29791036
http://www.dailymotion.com/video/x1zzefg_la-belle-verte-el-planeta-libre-sub-es_shortfilms


A escala do universo 
http://htwins.net/scale2/

O melhor da imprensa européia (ver texto: A crise explicada às crianças)
http://www.presseurop.eu/pt 

Um Peregrino - Apresentações
https://skydrive.live.com/?cid=9500c4759eaec27d&id=9500C4759EAEC27D!5659 


Sobre a Deficiência Visual

Kung Fu - Saúde Física

Michael Ende - Site oficial

Akatu - Consumo consciente

Escola aposta em educação sem computadores

Instituto de Moralogia do Brasil

CPFL - Cultura ao vivo

Projeto 7 bilhões de outros

Mapa do Cérebro Humano

Manifesto Slow Science

Idéias que valem a pena propagar

Café filosófico - do sujeito corporal ao sujeito pós orgânico

Movimento Zeitgeist

Outras Palavras

EarthLings - Terráqueos (Tem com legenda em português na inet)

Tempo de transcendência - Leonardo Boff

Carta às queridas mulheres

O futuro da humanidade 1 - D. Bohm e J. Krishnamurti

O futuro da humanidade 2 - D. Bohm e J. Krishnamurti

Stephen Hawking: 'There is no heaven; it's a fairy story'

Nassim Haramein - Repensando a criação




domingo, 12 de fevereiro de 2017

SAÚDE E DOENÇA - DOIS LADOS DA MESMA MOEDA III

TEXTOS AFINS:


Colunas de saúde nos jornais falam sobre doenças, programas de saúde enfocam nas doenças, os órgãos de saúde só são utilizados por pessoas em estado de doença. Ministério da saúde adverte enfocando a doença. Faria sentido um ministério só para a doença e outro apenas para a saúde? Saúde na comunicação em primeiro lugar, saúde na educação, saúde na justiça, saúde social e saúde econômica.
Precisamos de um plano de saúde! Mas não desses usados quando não há mais tempo, melhor denominados planos de doenças. Doença e dinheiro são parceiros, assim como o fazem saúde e consciência. A principal campanha de vacinação é a vacinação consciencial. O momento atual pede a troca das pílulas de doença por pérolas de saúde, preservar o bem maior (saúde) e não correr atrás do prejuízo (doença) quando já é tarde.
Um primeiro passo nessa direção implica em fazer as perguntas adequadas para que o incômodo inicial gere o movimento da consciência:
O que é mais importante para um ser humano, formação ou informação?
A mídia promove a formação, informação ou deformação do pensar?
A Universidade forma, informa ou deforma os alunos?
A estrutura familiar forma, informa ou deforma seus filhos?
Não é possível propor qualquer sugestão de melhora social se desviarmos o olhar de questões fundamentais que a princípio podem incomodar. Afinal, informação sem que a pessoa seja formada acaba em problemas ou em alguém querendo tirar vantagem de outrem. Quando se opta por um sistema que deforma e anestesia, o efeito colateral é a impossibilidade do despertar que impulsione o interesse das pessoas na direção da saúde. Acertar requer esforço e quando se vive em um meio que prega a lei do mínimo esforço não surpreende o atual estado das coisas.
Se pensarmos por analogia em um rio contaminado e como tratá-lo, as diferentes estratégias das medicinas da saúde e da doença podem ser mais bem compreendidas. Uma medicina que enfoca a doença vai atacar a contaminação de frente, colocando barcos para drenagem do lixo, aprofundando o leito do rio, jogando substâncias químicas, tentando aumentar o seu fluxo cimentando as bordas e assim por diante, como se sabe. Note que o tratamento aqui vai em direção ao resultado imediato e que seja sentido pelo “paciente” em pouco tempo, daí a intervenção ser tão intensa ao ponto de agir sobre a própria “anatomia” do rio, desconsiderando sua “fisiologia”, como se ele fosse um objeto ou uma máquina a ser consertada.
A mesma situação vista pela medicina da saúde adquire perspectiva bastante diversa. O rio, como se sabe, é uma espécie de ser vivo, tem uma nascente, comporta vida em si, interage com o meio ambiente por onde passa e finalmente assim como nasce tem uma foz onde deságua e se religa ao mar. Assim a medicina que enfoca a saúde vai agir de forma mais profunda apesar de menos agressiva, se valendo da própria vida do rio como fonte propulsora para seu tratamento. Chegando às causas da contaminação a medicina da saúde age inibindo os agentes contaminantes. Isto pode ser muito complexo, pois no caso do rio os poluidores são empresas e pessoas ligadas às esferas do tecido produtivo nacional, eventualmente populações de moradores de edifícios, sejam suntuosos ou “malocosos”, à beira dos leitos onde despejam seus esgotos. Deixar de depositar o esgoto no rio implica em um grande sacrifício para todos, pois elevará gastos com obras de infraestrutura, além de terem efeitos apenas no médio ao longo prazo.
O mesmo acontece quando uma pessoa doente precisa abandonar os maus hábitos que a conduziram ao adoecer, requer esforço e sacrifício pessoal. Apesar de ser óbvio o que fazer, muitos preferem intervenções rápidas e paliativas que permitam o retorno aos mesmos hábitos a uma revisão geral seguida pela mudança comportamental. É importante notar que o próprio rio tem vida e poder de recuperação, caso deixemos de destruí-lo, o mesmo ocorrendo com a saúde. Se para o rio ficar saudável o lema deve ser: “vamos trazer os peixes de volta ao rio”, para o corpo são o lema é: “vamos deixar de ser dormentes e nos tornar seres conscientes”.
É clara a importância e a complementaridade entre as duas medicinas, mas fica agora gritante em que implica a prática da medicina da doença sem a percepção ampliada da medicina da saúde. Salta aos olhos a falta de sentido e o desperdício que é tratar doenças sem concomitantemente cuidar da saúde.
A medicina da doença se baseia na cura e na prevenção; a medicina da saúde por sua vez na preservação e na promoção. Duas medicinas que se complementam sendo a segunda superior à primeira. Prevenir e curar doenças são importantes, mas preservar e promover saúde são fundamentais. Mas afinal qual a diferença entre promover saúde e prevenir doenças? A diferença é toda. As pessoas se previnem geralmente por medo ou receio de que algo lhes aconteça, e por isso fazem seguros ou planos que supostamente as protegeriam. No entanto a própria tentativa de se proteger promove um estado interior de retração ou contração, devido ao medo. Este medo age gerando reflexos em todas as esferas do ser, principalmente sobre o tônus vascular promovendo hipertensão, e sobre o tônus imunológico promovendo imunodepressão. Assim, a aparentemente simples atitude de se prevenir implica em uma atitude reflexa de receptividade a experiências e estados mórbidos que naturalmente acompanham os seres amedrontados em relação aos desafios da vida.
Oposto disso, o promover saúde, coloca o ser em estado de expansão e entrega confiante ao viver, anticorpos naturais para situações sombrias, que ainda que ocorram serão menos traumatizantes e mais construtivas. Promover saúde é expandir a consciência, a partir do que uma prevenção natural sobrevirá. Entretanto agora não gerada pelo medo, mas pelo interesse e prontidão em viver de forma a sempre ampliar o horizonte de possibilidades. Apesar de não ter a suposta certeza de uma segurança comprada, ser o melhor que posso e estar pronto para o que der e vier abrem a vida para a graça, assim como a flor recebe a chuva. Viver com medo dificulta o contato com a graça, que apesar de independente, não chega aos desgraçados fechados à sua visita pelo medo.
Mas porque afinal as colunas de saúde dos jornais só falam em doenças? Quem ganha com isso? Porque os órgãos responsáveis enfocam nas doenças e falam tão pouco em saúde? Se campanhas de vacinação movimentam o mercado e as correspondentes verbas governamentais, tudo bem, mas é fundamental a contraparte que requer verba ínfima comparativamente e que diz respeito à vacinação da consciência das pessoas para questões importantes de saúde pública.
O artigo: Ricos aceitam melhor publicidade em escolas mostra a relevância da questão ao comparar a diferença entre a legislação dos diferentes países (EUA, Alemanha, Portugal e Brasil) em relação ao marketing infantil assim como o cuidado que cada país tem com a forma como suas crianças são educadas. Se os atuais planos de “doença” se beneficiam do sofrimento de seus associados e da exploração dos profissionais de saúde, urge que busquemos planos de saúde que enfoquem a saúde e estimulem seus clientes numa verdadeira relação de sócio em que o pagador receba orientações que expandam a consciência fazendo a vida ser sinônimo de saúde plena.
Na educação para a saúde a formação (educere) da pessoa tem valor superior ao da informação (educare). O ser pleno e saudável tem boa formação de maneira geral, tendo o SER primazia sobre o TER. Somos seres humanos e não teres humanos, lembrando que o caminho para a doença começa quando a vida se afasta do SER na direção do TER do mesmo modo que a saúde e a vitalidade aumentam na direção do SER.
Ser implica em consciência, lanterna do homem saudável e espelho para o homem doente que vendo-se refletido no exemplo a ser imitado encontra referência e fonte de inspiração para sair da horizontal do adormecimento e entrar na vertical do despertar.
Você pensa a esse respeito?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

SAÚDE EM NOVE MOVIMENTOS


O James Redfield escreveu, em profecia celestina, sobre nove movimentos associados ao processo de emancipação ou individuação. Em Cloud Atlas (no Brasil “A Viagem” – decorrência da sina brasileira de deformar e aleijar títulos de filmes traduzidos do original) e na trilogia Matrix dos irmãos Wachowski, os diretores apontam um roteiro similar.


O convite começa quando se começa a levar a sério as coincidências e se perguntar sobre a possibilidade de algo atuando subjacente ao que nossos sentidos nos permitem acessar.
Depois, a consciência até então adormecida passa a ser vista como algo real. A preocupação excessiva com a realidade material impede esse olhar, mas aos poucos se desconfia haver certa superioridade do ser sobre o ter. É quando o ser se descobre humano.

Com o início de uma nova vida emerge a consciência da profunda desnutrição gramatical e linguística, recursos fundamentais para acessar e descrever a profundidade do universo que se descortina. O desespero e a experiência do vazio colocam a pessoa em contato com a natureza de um lado e com o espírito científico de outro. O que não se pode explicar ganha o nome de energia e o mundo passa a ser visto como um vasto sistema de energia.
Eu uso a energia e ela me sustenta, mas de onde ela vem? Como pude permanecer até hoje desconectado? Eu preciso disso que designo energia e sem ela me sinto fraco, inseguro e carente. Vou roubá-la dos outros! Em cada encontro com o outro buscarei recursos para me autoafirmar a partir da energia do outro. Minha vida será uma competição e meu objetivo é me nutrir da energia que flui entre as pessoas. Em minha família, na profissão, na relação com amigos e em todo encontro com o próximo, aumentarei minha energia pessoal a partir da energia alheia. Quero estar sempre certo, sempre com a razão e portar sempre a última palavra. Evolução é a sobrevivência do mais forte!


       Eu me dou conta que não preciso vampirizar a energia alheia, pois o universo proporciona tudo o que necessito, basta que eu esteja aberto a isso. Eu me abro, e me sinto preenchido por outra qualidade de energia. Não sei como, mas passam a ocorrer coincidências que me fazem progredir. Assim, me estabeleço em outro nível de energia e me percebo existindo em uma vibração mais elevada.
      Sinto-me forte ao ponto de poder olhar, elaborar, aprender e varrer os velhos dramas que repetidamente venho vivenciando. Descubro a verdade a meu respeito.

Autobiografia em cinco capítulos
 1. Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5. Ando por outra rua.
(Extraído de "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" -“ Sogyal Rinpoche -“)

      Envolvo-me conscientemente e me torno alerta para toda coincidência que me cerca e para tudo que o universo me oferece em termos de experiências e respostas. Estabeleço relação entre o que acontece no cotidiano com meus sonhos e comparo a história dos sonhos com a história de minha vida. Descubro a intuição e seu fluxo mágico. A felicidade não é um estado estático de alegria que a qualquer momento pode acabar, mas um potencial entre o estado que me encontro e a realidade da plenitude. Essa distância potencial permeia de sentido a vida e se torna o motivo pelo qual eu caminho todos os dias, sem a expectativa de chegar, senão pela alegria do caminhar.

      Todo encontro traz uma mensagem. Absolutamente nada acontece por acaso, mas a forma como respondo a cada encontro determina se sou capaz de receber a mensagem. Se conversar com alguém que cruza o meu caminho e não identificar uma mensagem sobre minhas questões atuais, isso não significa que ela não houvesse. Significa apenas que não a captei, por algum motivo.
      Meu senso de propósito se satisfaz com o sentimento de minha própria evolução. Exalto-me no desenvolver da intuição e ao apreciar o destino a se desenrolar. O mundo se humaniza, diminui seu ritmo e fico atento ao próximo encontro significativo a surgir. Sei que o mesmo pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar. Minha percepção e vibração revelam um céu diante de mim, ainda que não o veja. Acesso o amor e lembro que a energia é a própria veste de Deus. É o amor que mantém minha vibração adequada; o amor me mantém saudável. Meu corpo vibra em determinada frequência, que aumentada ou diminuída excessivamente pode levá-lo ao sofrimento - eis a relação entre estresse e doença. A saúde se sustenta na medida em que eu me relaciono com o céu estando aqui na Terra. Assim, diferente da sobrevivência do mais forte, evolução é cooperação e os seres mais bem sucedidos evolutivamente são aqueles que de algum modo cooperam.

sábado, 5 de dezembro de 2015

sexta-feira, 14 de março de 2014

ANO NOVO – TUDO “NOVO”





            Aqui é assim, começa agora, mesmo já tendo começado outrora. Pelicanos e Tucanos sobrevoam esplendorosamente os céus da conivência, da convivência e sem sombras de dúvida, da conveniência; voo cego no escuro, longe da consciência. É um hábito, apesar de fato o hábito não mais estar fazendo o monge, nem de longe. Muita pizza para todos, para o glutão, sem glúten... Porque todo mundo faz, então a regra está feita? De regra para guerra, quase palíndromos, é um “u” a mais e um pequeno ajuste de letras. Para o síndico Tim Maia é um vale tudo. A Suprema pergunta parece ser: “Pagando bem que mal tem?”. Seja lá ou cá essa louca, vai valendo o funk: “Tá dominado, tá tudo dominado”.

            Mesmo Salomão, rei, foi advertido em cerca 1004 a.C. quanto aos cuidados com o templo – 2 Crônicas 7:19-22 – “Porém se vos desviardes, e deixardes os meus estatutos e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, então arrancarei a Israel da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos. E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará, e perguntará: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? E lhe responderão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.”



            Copo meio cheio ou meio vazio é a marca do otimismo ou pessimismo de cada um... Variações no olhar o mundo e a vida. Importante estar consciente da lente que filtra o olhar. Se conhecer é diminuir as chances de causar mal estar, é falar a linguagem familiar ao outro para que a troca e a comunicação sejam plenas.



“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

 Dalai Lama



            Passado o recesso trimestral do gigante adormecido, ano novo se aproxima. Sim, pois há um que começa na terra em janeiro, mas outro supremo apontado nos céus, observado em perspectiva geocêntrica – desde o fogo gerador de Áries à água caótica primordial de Peixes o ano presente, para muitos 2014, nasce 20/03 às 13:45.

            Creio que este desencontro de momentos entre céu e terra mostra com clareza a tensão e o afastamento entre nossas naturezas humana terrena e sobre-humana residente no céu escuro iluminado. Mesmo um de nós cujo radicalismo no viver excede o dos demais vivencia este par com surpresa:



“Duas coisas enchem o ânimo de crescente admiração e respeito, veneração sempre renovada quanto com mais frequência e aplicação delas se ocupa a reflexão: por sobre mim o céu estrelado; em mim a lei moral. Ambas essas coisas não tenho necessidade de buscá-las e simplesmente supô-las como se fossem envoltas de obscuridade ou se encontrassem no domínio do transcendente, fora do meu horizonte; vejo-as diante de mim, coadunando-as de imediato com a CONSCIÊNCIA de minha existência.”

I. Kant – Crítica da Razão Prática



            Na Gramática astrológica, forma fisiológica de aproximação aos céus, o Sol de Janeiro (Capricórnio) está em quadratura (900) com o Sol de Março (Áries), simbólica luta de Titãs, Ares e Cronos, também Marte e Saturno, representantes das forças antagônicas que acompanham o humano em solitário recordar enquanto palmilha os campos do Senhor... Quadratura é tensão e pede adaptação, veja em: "Maus" aspectos em astrologia



            Sobre o ano que findou, o que você fez de realmente importante em sua vida? Fosse 2013 o último ano de sua vida, teria feito tudo o que gostaria? Viveu dando o melhor de si nas relações de forma que agora se sente leve para iniciar um novo ano?






            Trabalho e estudos foram motivos de sofrimento ou alegria? Trabalhar e descansar, inspirar e expirar, dois lados da moeda, sem o que a vida não passa, pesa, para você e para os que estão ao seu lado. A incapacidade de parar pode ser sintoma de que algo não vai bem! Genial nesse sentido o artigo proposto pelo Rabino Nilton Bonder “Os domingos precisam de feriados”, veja na internet. Nas palavras dele: “Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.”

         Os excessos são esconderijos discretos: não enfrentar problemas alheios ao trabalho, não enfrentar problemas familiares, não enfrentar problemas pessoais sérios. Fuga do possível vazio da vida improdutiva que há muito se tornou apenas reprodutiva e raramente produtiva. Ter mais brilho, subir mais alto, mais luxo, pilotar um foguete, pode ser, mas para que mesmo?

            Uma rota de fuga rápida e simples de não pensar nisso está nos hábitos e consumo de substâncias e viagens que anestesiam a consciência. Consciência que deve justamente ser preparada para suprir as deficiências do ano que passou.


                                   

            Ano do Cavalo segundo a tradição oriental e de Júpiter conforme a tradição astrológica, convite a refletir sobre a natureza animal que reside na humanidade. Lembre-se que a constelação de Sagitário, cujo regente é Júpiter (maior planeta do sistema solar), é representada por um ser de natureza dupla – meio cavalo meio homem que aponta uma flecha ao alto.



        Escolherei viver minha natureza animal, que se mostra no cavalo selvagem e na parte inferior do Sagitário ou ainda na fúria de Zeus (Júpiter); ou buscarei entre os “animais” e animalizados me erguer a exemplo dos reais cavalos alados (animais de coração puro) e na parte superior do soberano do Olimpo ou do arqueiro Sagitário, tão bem descrito por Eugen Herrigel no livro “A arte cavalheiresca do arqueiro Zen”?




            Este breve ciclo (2014) promete oportunidade ímpar de escolha entre responder conforme sua natureza animal ou montar (domar) sua natureza animal (desejos e emoções) em busca do estado hominal (reger a vontade). Então, o fundamento prático de 2014 pode ser: o animal deve servir ao hominal, o hominal deve cuidar do animal.



CREAR E CRIAR (Segundo Huberto Rohden)

            A substituição da tradicional palavra latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento.

Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o creador do Universo – um fazendeiro é criador de gado. Há entre os homens gênios creadores, embora não sejam talvez criadores.

A conhecida lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se crea e nada se aniquila, tudo se transforma”, se grafarmos “nada se crea”, esta lei está certa mas se escrevermos “nada se cria”, ela resulta totalmente falsa. Por isto, preferimos a verdade e clareza do pensamento a quaisquer convenções acadêmicas.



Segundo Rohden, a graça independe do mérito. Quando vamos à feira levamos a sacola para colocar as frutas dentro – as frutas são uma graça que hoje não saem de graça! Para receber a graça é preciso tornar consciente aquela parte da natureza humana hoje pouco discutida na maioria das instituições de ensino. Refiro-me àquela parte que os raios-X da tomografia, a ressonância magnética e o exame de sangue até hoje ainda não aferem e que o Pequeno Príncipe já advertia ser invisível:



"Eis o meu segredo, é muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."



Planetas - Tamanhos relativos


De fato, nos é invisível a graça concedida à Terra por Júpiter enquanto guardião gravitacional que atrai para si grande parte de corpos celestes potencialmente prejudiciais à vida em nosso planeta. Isso, porém ainda está ao alcance dos telescópios e da ciência convencional; simbolicamente, portanto em uma dimensão arquetípica, ele representa a graça da misericórdia, antídoto ao rigor de seu “Pai” mitológico, Saturno, amenizando ou abençoando a caminhada árdua com aquilo que os antigos nomearam sorte. Um ano de ação e de sorte sucede um ano de morte a todo forte em busca do norte, desde que em seu peito um coração porte. Intelecto sem coração é mula sem cabeça e ciência sem consciência. Conforme Cristo Jesus: “O que mata o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; porque a boca fala daquilo que o coração está cheio”.

Sol e Planetas




            Para pensar em 2014, somente de passagem, quem é você aqui?

“Somente de Passagem”

            “Um turista chega à cidade do Cairo, com o objetivo de visitar um famoso sábio. E fica muito surpreso, quando ao encontrá-lo, vê que este mora em um quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília são uma cama, uma mesa e um banco.

Onde estão os seus móveis? – pergunta o turista.

E o sábio, bem depressa, pergunta também:

E os seus, onde estão?

Os meus?! – surpreende-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem.

- Eu também... - conclui o sábio.”