A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
O
medo é séria ameaça ao desenvolvimento espiritual e arqui-inimigo do progresso
evolutivo, pois congela a atuação e limita a liberdade. A coragem é uma
fundamental a ser cultivada. Mesmo no engano e no erro aprendemos; aprendemos
como não fazer e como melhorar. Erros são a matéria prima para a mudança, são as
experiências que no ensinam a fazer o certo.
Nosso
trabalho no mundo não deve ser negligenciado em hipótese alguma. Estamos aqui
para realizar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a
esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum tempo para aplicar ao
autodesenvolvimento. É tão importante usar acertadamente esse tempo, como
cumprir os deveres terrenos para com a família e obrigações sociais.
Já
refletiu por que Cristo sugeriu que deveríamos curar os enfermos? Uma das
razões é que aliviado de um sofrimento a fé aumenta e melhora as condições para
sanar a alma. Quando alcançarmos a elevada estatura de Cristo e pudermos ver
simultaneamente passado e futuro, compreenderemos as causas das crises e doenças
e não precisaremos de ajuda para diagnosticar e medicar. Até que esse dia seja,
devemos usar as muletas que temos, e uma delas é a astrologia.
Colunas de saúde nos
jornais falam sobre doenças, programas de saúde enfocam nas doenças, os órgãos
de saúde só são utilizados por pessoas em estado de doença. Ministério da saúde
adverte enfocando a doença. Faria sentido um ministério só para a doença e
outro apenas para a saúde? Saúde na comunicação em primeiro lugar, saúde na
educação, saúde na justiça, saúde social e saúde econômica.
Precisamos de um plano de
saúde! Mas não desses usados quando não há mais tempo, melhor denominados
planos de doenças. Doença e dinheiro são parceiros, assim como o fazem saúde e consciência.
A principal campanha de vacinação é a vacinação consciencial. O momento atual
pede a troca das pílulas de doença por pérolas de saúde, preservar o bem maior
(saúde) e não correr atrás do prejuízo (doença) quando já é tarde.
Um primeiro passo nessa
direção implica em fazer as perguntas adequadas para que o incômodo inicial
gere o movimento da consciência:
O que é mais importante
para um ser humano, formação ou informação?
A mídia promove a
formação, informação ou deformação do pensar?
A Universidade forma,
informa ou deforma os alunos?
A estrutura familiar
forma, informa ou deforma seus filhos?
Não é possível propor
qualquer sugestão de melhora social se desviarmos o olhar de questões
fundamentais que a princípio podem incomodar. Afinal, informação sem que a
pessoa seja formada acaba em problemas ou em alguém querendo tirar vantagem de
outrem. Quando se opta por um sistema que deforma e anestesia, o efeito
colateral é a impossibilidade do despertar que impulsione o interesse das
pessoas na direção da saúde. Acertar requer esforço e quando se vive em um meio
que prega a lei do mínimo esforço não surpreende o atual estado das coisas.
Se pensarmos por analogia
em um rio contaminado e como tratá-lo, as diferentes estratégias das medicinas
da saúde e da doença podem ser mais bem compreendidas. Uma medicina que enfoca
a doença vai atacar a contaminação de frente, colocando barcos para drenagem do
lixo, aprofundando o leito do rio, jogando substâncias químicas, tentando
aumentar o seu fluxo cimentando as bordas e assim por diante, como se sabe.
Note que o tratamento aqui vai em direção ao resultado imediato e que seja
sentido pelo “paciente” em pouco tempo, daí a intervenção ser tão intensa ao
ponto de agir sobre a própria “anatomia” do rio, desconsiderando sua
“fisiologia”, como se ele fosse um objeto ou uma máquina a ser consertada.
A mesma situação vista
pela medicina da saúde adquire perspectiva bastante diversa. O rio, como se
sabe, é uma espécie de ser vivo, tem uma nascente, comporta vida em si,
interage com o meio ambiente por onde passa e finalmente assim como nasce tem
uma foz onde deságua e se religa ao mar. Assim a medicina que enfoca a saúde
vai agir de forma mais profunda apesar de menos agressiva, se valendo da
própria vida do rio como fonte propulsora para seu tratamento. Chegando às
causas da contaminação a medicina da saúde age inibindo os agentes
contaminantes. Isto pode ser muito complexo, pois no caso do rio os poluidores
são empresas e pessoas ligadas às esferas do tecido produtivo nacional, eventualmente
populações de moradores de edifícios, sejam suntuosos ou “malocosos”, à beira
dos leitos onde despejam seus esgotos. Deixar de depositar o esgoto no rio
implica em um grande sacrifício para todos, pois elevará gastos com obras de infraestrutura,
além de terem efeitos apenas no médio ao longo prazo.
O mesmo acontece quando
uma pessoa doente precisa abandonar os maus hábitos que a conduziram ao
adoecer, requer esforço e sacrifício pessoal. Apesar de ser óbvio o que fazer,
muitos preferem intervenções rápidas e paliativas que permitam o retorno aos
mesmos hábitos a uma revisão geral seguida pela mudança comportamental. É
importante notar que o próprio rio tem vida e poder de recuperação, caso deixemos
de destruí-lo, o mesmo ocorrendo com a saúde. Se para o rio ficar saudável o
lema deve ser: “vamos trazer os peixes de volta ao rio”, para o corpo são o
lema é: “vamos deixar de ser dormentes e nos tornar seres conscientes”.
É clara a importância e a
complementaridade entre as duas medicinas, mas fica agora gritante em que
implica a prática da medicina da doença sem a percepção ampliada da medicina da
saúde. Salta aos olhos a falta de sentido e o desperdício que é tratar doenças
sem concomitantemente cuidar da saúde.
A medicina da doença se
baseia na cura e na prevenção; a medicina da saúde por sua vez na preservação e
na promoção. Duas medicinas que se complementam sendo a segunda superior à
primeira. Prevenir e curar doenças são importantes, mas preservar e promover
saúde são fundamentais. Mas afinal qual a diferença entre promover saúde e
prevenir doenças? Adiferença é toda. As pessoas se previnem geralmente por
medo ou receio de que algo lhes aconteça, e por isso fazem seguros ou planos
que supostamente as protegeriam. No entanto a própria tentativa de se proteger
promove um estado interior de retração ou contração, devido ao medo. Este medo
age gerando reflexos em todas as esferas do ser, principalmente sobre o tônus
vascular promovendo hipertensão, e sobre o tônus imunológico promovendo imunodepressão.
Assim, a aparentemente simples atitude de se prevenir implica em uma atitude
reflexa de receptividade a experiências e estados mórbidos que naturalmente
acompanham os seres amedrontados em relação aos desafios da vida.
Oposto disso, o promover
saúde, coloca o ser em estado de expansão e entrega confiante ao viver,
anticorpos naturais para situações sombrias, que ainda que ocorram serão menos
traumatizantes e mais construtivas. Promover saúde é expandir a consciência, a
partir do que uma prevenção natural sobrevirá. Entretanto agora não gerada pelo
medo, mas pelo interesse e prontidão em viver de forma a sempre ampliar o
horizonte de possibilidades. Apesar de não ter a suposta certeza de uma
segurança comprada, ser o melhor que posso e estar pronto para o que der e vier
abrem a vida para a graça, assim como a flor recebe a chuva. Viver com medo
dificulta o contato com a graça, que apesar de independente, não chega aos
desgraçados fechados à sua visita pelo medo.
Mas porque afinal as
colunas de saúde dos jornais só falam em doenças? Quem ganha com isso? Porque
os órgãos responsáveis enfocam nas doenças e falam tão pouco em saúde? Se
campanhas de vacinação movimentam o mercado e as correspondentes verbas
governamentais, tudo bem, mas é fundamental a contraparte que requer verba
ínfima comparativamente e que diz respeito à vacinação da consciência das
pessoas para questões importantes de saúde pública.
O artigo: Ricos aceitam melhor publicidade em escolas
mostra a relevância da questão ao comparar a diferença entre a legislação dos
diferentes países (EUA, Alemanha, Portugal e Brasil) em relação ao marketing
infantil assim como o cuidado que cada país tem com a forma como suas crianças
são educadas. Se os atuais planos de “doença” se beneficiam do sofrimento de
seus associados e da exploração dos profissionais de saúde, urge que busquemos planos
de saúde que enfoquem a saúde e estimulem seus clientes numa verdadeira relação
de sócio em que o pagador receba orientações que expandam a consciência fazendo
a vida ser sinônimo de saúde plena.
Na educação para a saúde
a formação (educere) da pessoa tem valor superior ao da informação (educare). O
ser pleno e saudável tem boa formação de maneira geral, tendo o SER primazia
sobre o TER. Somos seres humanos e não teres humanos, lembrando que o caminho
para a doença começa quando a vida se afasta do SER na direção do TER do mesmo
modo que a saúde e a vitalidade aumentam na direção do SER.
Ser implica em
consciência, lanterna do homem saudável e espelho para o homem doente que vendo-se
refletido no exemplo a ser imitado encontra referência e fonte de inspiração
para sair da horizontal do adormecimento e entrar na vertical do despertar.
O James Redfield escreveu, em profecia celestina, sobre nove movimentos associados
ao processo de emancipação ou individuação. Em Cloud Atlas (no Brasil “A
Viagem” – decorrência da sina brasileira de deformar e aleijar títulos de
filmes traduzidos do original) e na trilogia Matrix dos irmãos Wachowski, os
diretores apontam um roteiro similar.
O convite começa quando se começa a levar a sério as coincidências e se
perguntar sobre a possibilidade de algo atuando subjacente ao que nossos
sentidos nos permitem acessar.
Depois, a consciência até então adormecida passa a ser vista como algo
real. A preocupação excessiva com a realidade material impede esse olhar, mas
aos poucos se desconfia haver certa superioridade do ser sobre o ter. É quando
o ser se descobre humano.
Com o início de uma nova vida emerge a consciência da profunda
desnutrição gramatical e linguística, recursos fundamentais para acessar e descrever
a profundidade do universo que se descortina. O desespero e a experiência do
vazio colocam a pessoa em contato com a natureza de um lado e com o espírito
científico de outro. O que não se pode explicar ganha o nome de energia e o
mundo passa a ser visto como um vasto sistema de energia.
Eu uso a energia e ela me sustenta, mas de onde ela vem? Como pude
permanecer até hoje desconectado? Eu preciso disso que designo energia e sem
ela me sinto fraco, inseguro e carente. Vou roubá-la dos outros! Em cada
encontro com o outro buscarei recursos para me autoafirmar a partir da energia
do outro. Minha vida será uma competição e meu objetivo é me nutrir da energia
que flui entre as pessoas. Em minha família, na profissão, na relação com
amigos e em todo encontro com o próximo, aumentarei minha energia pessoal a
partir da energia alheia. Quero estar sempre certo, sempre com a razão e portar
sempre a última palavra. Evolução é a sobrevivência do mais forte!
Eu me dou conta que não preciso
vampirizar a energia alheia, pois o universo proporciona tudo o que necessito,
basta que eu esteja aberto a isso. Eu me abro, e me sinto preenchido por outra
qualidade de energia. Não sei como, mas passam a ocorrer coincidências que me
fazem progredir. Assim, me estabeleço em outro nível de energia e me percebo
existindo em uma vibração mais elevada.
Sinto-me forte ao ponto de poder
olhar, elaborar, aprender e varrer os velhos dramas que repetidamente venho
vivenciando. Descubro a verdade a meu respeito.
Autobiografia em cinco capítulos
1. Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.
2. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo
lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.
3. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
4. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
5. Ando por outra rua.
(Extraído de "O Livro Tibetano do Viver
e do Morrer" -“ Sogyal Rinpoche -“)
Envolvo-me conscientemente e me torno
alerta para toda coincidência que me cerca e para tudo que o universo me
oferece em termos de experiências e respostas. Estabeleço relação entre o que
acontece no cotidiano com meus sonhos e comparo a história dos sonhos com a
história de minha vida. Descubro a intuição e seu fluxo mágico. A felicidade
não é um estado estático de alegria que a qualquer momento pode acabar, mas um
potencial entre o estado que me encontro e a realidade da plenitude. Essa
distância potencial permeia de sentido a vida e se torna o motivo pelo qual eu
caminho todos os dias, sem a expectativa de chegar, senão pela alegria do
caminhar.
Todo encontro traz uma mensagem. Absolutamente
nada acontece por acaso, mas a forma como respondo a cada encontro determina se
sou capaz de receber a mensagem. Se conversar com alguém que cruza o meu
caminho e não identificar uma mensagem sobre minhas questões atuais, isso não
significa que ela não houvesse. Significa apenas que não a captei, por algum
motivo.
Meu senso de propósito se satisfaz
com o sentimento de minha própria evolução. Exalto-me no desenvolver da
intuição e ao apreciar o destino a se desenrolar. O mundo se humaniza, diminui
seu ritmo e fico atento ao próximo encontro significativo a surgir. Sei que o
mesmo pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar. Minha percepção e vibração
revelam um céu diante de mim, ainda que não o veja. Acesso o amor e lembro que
a energia é a própria veste de Deus. É o amor que mantém minha vibração
adequada; o amor me mantém saudável. Meu corpo vibra em determinada frequência,
que aumentada ou diminuída excessivamente pode levá-lo ao sofrimento - eis a
relação entre estresse e doença. A saúde se sustenta na medida em que eu me
relaciono com o céu estando aqui na Terra. Assim, diferente da sobrevivência do
mais forte, evolução é cooperação e os seres mais bem sucedidos evolutivamente
são aqueles que de algum modo cooperam.
Aqui é assim, começa agora, mesmo já
tendo começado outrora. Pelicanos e Tucanos sobrevoam esplendorosamente os céus
da conivência, da convivência e sem sombras de dúvida, da conveniência; voo cego
no escuro, longe da consciência. É um hábito, apesar de fato o hábito não mais
estar fazendo o monge, nem de longe. Muita pizza para todos, para o glutão, sem
glúten... Porque todo mundo faz, então a regra está feita? De regra para guerra,
quase palíndromos, é um “u” a mais e um pequeno ajuste de letras. Para o
síndico Tim Maia é um vale tudo. A Suprema pergunta parece ser: “Pagando bem
que mal tem?”. Seja lá ou cá essa louca, vai valendo o funk: “Tá dominado, tá
tudo dominado”.
Mesmo Salomão, rei, foi advertido em
cerca 1004 a.C. quanto aos cuidados com o templo – 2 Crônicas 7:19-22 – “Porém se vos desviardes, e deixardes os
meus estatutos e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e
servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, então arrancarei a Israel
da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que
consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos
os povos. E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se
espantará, e perguntará: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta
casa? E lhe responderão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os
tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e se prostraram a eles,
e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.”
Copo meio cheio ou meio vazio é a
marca do otimismo ou pessimismo de cada um... Variações no olhar o mundo e a
vida. Importante estar consciente da lente que filtra o olhar. Se conhecer é
diminuir as chances de causar mal estar, é falar a linguagem familiar ao outro
para que a troca e a comunicação sejam plenas.
“Os homens perdem a
saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E
por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de forma que acabam por
não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer...
e morrem como se nunca tivessem vivido.”
Dalai Lama
Passado o recesso trimestral do
gigante adormecido, ano novo se aproxima. Sim, pois há um que começa na terra
em janeiro, mas outro supremo apontado nos céus, observado em perspectiva geocêntrica – desde o fogo gerador de Áries à água caótica primordial de Peixes – o ano presente, para muitos 2014, nasce 20/03 às 13:45.
Creio que este desencontro de momentos
entre céu e terra mostra com clareza a tensão e o afastamento entre nossas
naturezas humana terrena e sobre-humana residente no céu escuro iluminado.
Mesmo um de nós cujo radicalismo no viver excede o dos demais vivencia este par
com surpresa:
“Duas coisas enchem o ânimo de crescente admiração e respeito, veneração
sempre renovada quanto com mais frequência e aplicação delas se ocupa a
reflexão: por sobre mim o céu estrelado; em mim a lei moral. Ambas essas coisas
não tenho necessidade de buscá-las e simplesmente supô-las como se fossem
envoltas de obscuridade ou se encontrassem no domínio do transcendente, fora do
meu horizonte; vejo-as diante de mim, coadunando-as de imediato com a
CONSCIÊNCIA de minha existência.”
I. Kant – Crítica da
Razão Prática
Na Gramática astrológica, forma
fisiológica de aproximação aos céus, o Sol de Janeiro (Capricórnio) está em
quadratura (900) com o Sol de Março (Áries), simbólica luta de
Titãs, Ares e Cronos, também Marte e Saturno, representantes das forças
antagônicas que acompanham o humano em solitário recordar enquanto palmilha os
campos do Senhor... Quadratura é tensão e pede adaptação, veja em: "Maus" aspectos em astrologia
Sobre o ano que findou, o que você
fez de realmente importante em sua vida? Fosse 2013 o último ano de sua vida,
teria feito tudo o que gostaria? Viveu dando o melhor de si nas relações de
forma que agora se sente leve para iniciar um novo ano?
Trabalho e estudos foram motivos de
sofrimento ou alegria? Trabalhar e descansar, inspirar e expirar, dois lados da
moeda, sem o que a vida não passa, pesa, para você e para os que estão ao seu
lado. A incapacidade de parar pode ser sintoma de que algo não vai bem! Genial
nesse sentido o artigo proposto pelo Rabino Nilton Bonder “Os domingos precisam
de feriados”, veja na internet. Nas palavras dele: “Quem ganha tempo, por
definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande
"radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do
tempo uma mercadoria.”
Os excessos são
esconderijos discretos: não enfrentar problemas alheios ao trabalho, não enfrentar problemas
familiares, não enfrentar problemas pessoais sérios. Fuga do possível vazio da
vida improdutiva que há muito se tornou apenas reprodutiva e raramente
produtiva. Ter mais brilho, subir mais alto, mais luxo, pilotar um foguete, pode
ser, mas para que mesmo?
Uma rota de fuga rápida e simples de
não pensar nisso está nos hábitos e consumo de substâncias e viagens que
anestesiam a consciência. Consciência que deve justamente ser preparada para
suprir as deficiências do ano que passou.
Ano do Cavalo segundo a tradição
oriental e de Júpiter conforme a tradição astrológica, convite a refletir sobre
a natureza animal que reside na humanidade. Lembre-se que a constelação de
Sagitário, cujo regente é Júpiter (maior planeta do sistema solar), é
representada por um ser de natureza dupla – meio cavalo meio homem que aponta
uma flecha ao alto.
Escolherei viver minha natureza animal, que se mostra no
cavalo selvagem e na parte inferior do Sagitário ou ainda na fúria de Zeus
(Júpiter); ou buscarei entre os “animais” e animalizados me erguer a exemplo
dos reais cavalos alados (animais de coração puro) e na parte superior do
soberano do Olimpo ou do arqueiro Sagitário, tão bem descrito por Eugen
Herrigel no livro “A arte cavalheiresca do arqueiro Zen”?
Este breve ciclo (2014) promete
oportunidade ímpar de escolha entre responder conforme sua natureza animal ou
montar (domar) sua natureza animal (desejos e emoções) em busca do estado
hominal (reger a vontade). Então, o fundamento prático de 2014 pode ser: o
animal deve servir ao hominal, o hominal deve cuidar do animal.
CREAR E
CRIAR (Segundo Huberto Rohden)
A substituição da
tradicional palavra latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em
nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço
mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o
pensamento.
Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a
transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o creador
do Universo – um fazendeiro é criador de gado. Há entre os homens gênios
creadores, embora não sejam talvez criadores.
A conhecida lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se crea e nada se
aniquila, tudo se transforma”, se grafarmos “nada se crea”, esta lei está certa
mas se escrevermos “nada se cria”, ela resulta totalmente falsa. Por isto,
preferimos a verdade e clareza do pensamento a quaisquer convenções acadêmicas.
Segundo
Rohden, a graça independe do mérito. Quando vamos à feira levamos a sacola para
colocar as frutas dentro – as frutas são uma graça que hoje não saem de graça!
Para receber a graça é preciso tornar consciente aquela parte da natureza
humana hoje pouco discutida na maioria das instituições de ensino. Refiro-me
àquela parte que os raios-X da tomografia, a ressonância magnética e o exame de
sangue até hoje ainda não aferem e que o Pequeno Príncipe já advertia ser
invisível:
"Eis o meu segredo, é muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."
Planetas - Tamanhos relativos
De fato,
nos é invisível a graça concedida à Terra por Júpiter enquanto guardião
gravitacional que atrai para si grande parte de corpos celestes potencialmente
prejudiciais à vida em nosso planeta. Isso, porém ainda está ao alcance dos
telescópios e da ciência convencional; simbolicamente, portanto em uma dimensão
arquetípica, ele representa a graça da misericórdia, antídoto ao rigor de seu
“Pai” mitológico, Saturno, amenizando ou abençoando a caminhada árdua com aquilo
que os antigos nomearam sorte. Um ano de ação e de sorte sucede um ano de morte
a todo forte em busca do norte, desde que em seu peito um coração porte.
Intelecto sem coração é mula sem cabeça e ciência sem consciência. Conforme
Cristo Jesus: “O que mata o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da
boca; porque a boca fala daquilo que o coração está cheio”.
Sol e Planetas
Para pensar em 2014, somente de
passagem, quem é você aqui?
“Somente de Passagem”
“Um turista chega à cidade do Cairo,
com o objetivo de visitar um famoso sábio. E fica muito surpreso, quando ao
encontrá-lo, vê que este mora em um quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília são uma cama, uma mesa e um banco.
– Onde estão os seus móveis? – pergunta o turista.
E o sábio, bem
depressa, pergunta também:
– E os seus, onde estão?
–Os meus?! – surpreende-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem.