Mostrando postagens com marcador Moralogia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moralogia. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de setembro de 2016

SUGESTÃO DE EVENTO 25/09/16 - ENCONTRO DA SAÚDE



17º Encontro da Saúde

Local: Centro de Educação Vitalícia de Itapeti (Mogi das Cruzes, SP). Mapa abaixo.

Data:  Domingo, 25 de Setembro de 2016.                                  

Programação:

09:30 - 10:00  Inscrição

10:00 - 10:05 Hino Nacional

10:05 - 10:15 Primeiro momento: Nobolo Mori

10:15 - 10:45 Estar em Mim, único Caminho: Plínio Cutait
10:45 - 11:15 Jorge Akira Gunji: Administrando a Saúde
11:15 – 11:30 Intervalo
11:30 - 12:00 Eutress e Distress: Sidnei Shoji Mori
12:00 - 12:30 Liberdade: Cleonice Marim 

12:30 - 13:30 Almoço: “motiyori” contribua com um prato vegetariano.

13:30 - 14:10 O som da saúde: Ludmila C S Poyares
14:10 - 14:40 Quando o terapeuta que cuida não se cuida: Osvaldo Hakio Takeda
14:40 - 14:55 Intervalo
14:55 - 15:25 Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero: Ricardo Leme

15:25 - 16:05 O mecanismo da Vida: Jorge Maeda                                   
16:05  - 16:10 Agradecimentos: Koshiro Nishikuni


Perfil dos palestrantes

Plínio Cutait
Mestre em Reiki
Coordenador do grupo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês.

Jorge Akira Gunji
Tesoureiro do Instituto de Moralogia do Brasil
Administrador e Gerente Comercial Eletro Salvador.

Sidnei Shoji Mori
Presidente do Instituto de Moralogia do Brasil
Médico Ortopedista e Administrador na área da Saúde.

Cleonice Marin
Instrutora de Biyun - Mestra Fan Xiulan
Praticante de Lian Gong - Qigong - Chi Kung.

Ludmila C S Poyares
Musicoterapeuta, especialista em Psicopatologia e Saúde Pública. Pesquisadora e Coordenadora do setor de Musicoterapia no Centro de Reabilitação do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP.

Osvaldo Hakio Takeda
Prof. Ed. Física, Mestre-EEUSP. Coordenador do Núcleo de Cuidados Complementares e Integrativo do Centro de Reabilitação do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

Ricardo Leme
Neurocirurgião e Doutor em Ciências pela USP. Graduando em Física pela USP
Autor do livro e do blog: “Saúde é Consciência”.

Jorge Maeda
Coordenador de Seccional Mooca do Instituto de Moralogia do Brasil.
                                                           
Informações: Sr Asano 3834-4879, contato: sasano2011@gmail.com; nishikuni.k@gmail.com

Promoção: Instituto de Moralogia do Brasil. Av. Pres. Antônio Cândido, 122 – São Paulo - SP

Contribuição: Individual: R$ 20,00


Centro de Educação
Vitalícia de Itapeti


Rodovia Arujá-Mogi das Cruzes, km 45.
Acesso pela Estrada da Moralogia, (~7 km)
Tel: 3834-4879 ou   99974-7070


terça-feira, 3 de novembro de 2015

O SEGREDO DA LONGEVIDADE - PARTE II

Por: Koshiro Nishikuni – Médico da Saúde e yoboku da Igreja Tenryu

 

Veja também:

     Vocês lembram quando tiveram um pensamento feliz? Como sentiu o seu corpo? Quando nasce um nenê, a mãe, com o sentimento de amor incondicional, sente alegria e gratidão, o que faz transbordar leite do seu seio. Ao contrário, se discutir com alguém, ficar tensa, com raiva ou triste, as glândulas mamárias se contraem, bloqueando a saída de leite; e, acontecendo repetidamente, a mama endurece progressivamente e fica com a doença chamada de mastite. Contudo, é mais fácil tomar um medicamento para aliviar a dor, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos imediatistas e tratamos apenas as consequências, deixando de buscar a verdadeira origem da doença. No hino X dos Hinos Sagrados, temos: “O sofrimento vem do seu próprio espírito, devem ter rancor de si mesmos. Embora seja a doença um fato penoso, não há quem tenha conhecido a sua origem. Até o presente momento, todos igualmente, não conheciam a origem das doenças. Desta vez, foi revelada, a origem das doenças está no espírito.”
       Do ponto de vista médico, o corpo humano possui a função básica de manter o equilíbrio do organismo diante de todos os estímulos, exterior e interior. Isto é, acontece através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia é que nos mantêm vivos. Quando a circulação de energia ocorre de maneira inadequada, surgem as doenças. O corpo sinaliza, com antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico. A não valorização desses sinais e a manutenção do padrão de vida, faz as alterações físico-químicas se cronificarem e se solidificarem até atingirem o corpo físico. A doença passa a se expressar em algum órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.
      Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos um novo equilíbrio, uma nova frequência e um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho, muitas vezes, através da doença é que alcançamos a saúde. Verifica-se, com certa frequência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos de estarem vivendo melhor, de forma mais saudável, a partir do momento que se conscientizaram de seu comportamento doente.
Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido. Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.
A doença é uma oportunidade para a introspecção. A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença. Também, ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da autoestima, da aceitação, do perdão e da gratidão. O organismo doente está envolvido no aparecimento, no desenvolvimento e na cura de sua doença. O ser humano pode se fixar na doença e mesmo obter com ela benefícios, mas pode principalmente, pela doença, exprimir tendências profundas. O corpo relata, fala, descarrega e protesta através do seu próprio adoecimento. É sempre, uma forma de o organismo expressar conflitos profundos. Os distúrbios digestivos, por exemplo, são, muitas vezes, expressões de conflitos entre o reter e o expelir, entre o desejo e a necessidade.
Poderíamos, entre outras coisas, dizer que a doença é passagem e transformação, e, acima de tudo, tem um sentido muito pessoal, a cada momento. É uma entrada para uma outra realidade, como um sonho, ela pode ter inúmeras leituras para cada um. A oração e a meditação são práticas que podem ajudar nesse processo. Porém, nem sempre é possível explicar tudo. Há muitas coisas misteriosas na vida e decifrá-las está além do nosso alcance a despeito de qualquer esforço. Entretanto, se formos humildes e confiantes, precisamos acreditar que em tudo existe o amor divino. Ou seja, as doenças são manifestações do amor divino para incentivar a reforma e acelerar a evolução espiritual ou interior. A nossa essência sempre nos mostrará o que é possível; e quanto ao que permanecer, nos guiará e ajudará a acolher e reverenciar o desígnio divino: Ser Feliz, a sublime missão!
Não podemos fugir ou pensar que a causa está em outras pessoas ou nos fatos. Devemos trabalhar o sentimento para mudarmos a maneira de refletir e buscar o verdadeiro significado da vida, e, assim, aproximar-nos um pouco mais da intenção de Deus. Porém, sabemos perfeitamente que a realidade não é tão simples assim, que existe uma grande dificuldade para aceitarmos tudo com alegria e sinceridade, principalmente nos fatos que consideramos “negativos”. “Seja no que for não existem dores nem doenças em absoluto. São a instância e orientação de Deus”.
Segundo a doutrina de Tenrikyo, este mundo era um mar de lama e Deus-Parens criou os seres humanos por desejar ver o viver alegre e feliz. Renascendo oito mil e oito vezes, passamos por todos os graus de existência. Aprendi, no curso de Formação Espiritual, que a evolução da macaca para o homem, que é uma diferença sutil, foi o último grande retoque de Deus-Parens. Uma benção!
Em um vídeo de experiência feito com chimpanzés, na Universidade de Kyoto, os cientistas concluíram que só o homem consegue rir e viver ajudando-se mutuamente, coisa que os chimpanzés são incapazes. “A causa da doença está no sentimento”. Essa frase ficou popular na década de 70, com a impressionante pesquisa sobre a influência da mente na evolução do câncer, feito pelo psiquiatra David Spiegel, professor da Universidade de Stanford. As pacientes que se reuniam com os grupos de apoio sociais se mostraram mais alegres, otimistas e menos ansiosos/deprimidos e com menor uso de remédios para combater a dor. E esses pacientes viveram o dobro dos que somente receberam o tratamento convencional. Nas reuniões de 90 minutos semanais, 50 sessões por ano, cada paciente pode expressar os seus sentimentos e tinham com quem compartilhar as dores, ouvindo-as com coração.
A ministração do Sazuke, a oração, a orientação e a palavra amiga fazem grande diferença para aliviarem o sofrimento das pessoas. O neurocientista Grafman analisou o cérebro de 40 pessoas, religiosas e não religiosas, enquanto liam frases que confirmavam ou confrontavam a crença em Deus. Usando imagens do cérebro, mostraram que, em longo prazo, há alterações no lobo frontal e no sistema límbico (áreas ligadas às emoções). Descobriu que as partes ativadas durante a leitura de frases relacionadas à fé eram quase as mesmas usadas para entender as emoções e as intenções de outras pessoas.
O Centro para Estudos da Religião, Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke (EUA), analisou o efeito da oração em 4.000 pessoas com mais de 65 anos e concluiu que os fiéis apresentam sistema imunológico melhor, e consequentemente com o índice de mortalidade 46% menor do que o grupo que não reza.
“A ciência sem religião é claudicante, e a religião sem ciência é cega” (Albert Einstein). As revelações do Einstein podem ter sido o passo inicial facilitador da aproximação do mundo científico com a religião. Vários pesquisadores têm tentado mensurar e provar o efeito da fé e oração, alguns chamam de “misteriosos” estes resultados. “Um pouco de Ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima” (Louis Pasteur). Acredito que são bem aceitos para quem tem o espírito de devoção sincera a Deus Parens.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O SEGREDO DA LONGEVIDADE - PARTE I

Por: Koshiro Nishikuni – Médico da Saúde e yoboku da Igreja Tenryu
Veja também:


Oyassama disse que, com o espírito sereno podemos viver até os 115 anos de idade. O pesquisador Dan Buettner percorreu o mundo e encontrou cinco regiões onde vivem pessoas centenárias, repletas de alegria e ótima qualidade de vida, livres de doenças e incapacitações.
Foram mapeadas cinco localidades do mundo onde as chances de alcançar os 100 anos de idade são 10 vezes maiores, comparadas a outras regiões. Esses locais são chamados de “Blue Zones” ou “Zonas Azuis”: Okinawa (Japão), região com o maior percentual de centenários no mundo inteiro; Sardenha (Itália); 371 pessoas já haviam completado 100 anos em 2012; Loma Linda (EUA), cidade fundada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia; Península de Nicoya (Costa Rica), localidade com o maior número de centenários no mundo, 400; e Icária (Grécia), estima-se que um terço da população chegará aos 90 anos de idade. A genética desempenha um papel coadjuvante, mas o fator determinante na longevidade humana é, sem dúvida, o estilo de vida. Temos muito a aprender com os moradores dessas cinco regiões. Analisando a pesquisa, notei que a filosofia de vida deles, tem muita semelhança com os ensinamentos de Oyassama. Todos apresentam algumas características em comum:
1. Corpo em movimento
Nas zonas azuis, as pessoas não estão acostumadas a fazer exercícios específicos para atividade física; eles se mantêm em movimento, sem precisar fazer muito esforço para isso. Na Sardenha e em Icária, por exemplo, grande parte da população é acostumada a pastorear animais, mantendo-os sempre em movimento. Cuidar do jardim, caminhar até o trabalho ou, simplesmente, viver em local com escadas, também contribui para se manter em movimento.
2. Alimentação
Boa parte da população é vegetariana; frutas, vegetais e grãos são itens indispensáveis à mesa. Também, bebem com moderação e utilizam pratos pequenos. Em Okinawa, existe uma prática conhecida como “hara hachi bu”, que consiste em comer até o estômago estar 80% completo. Devemos sentir gratidão pelo que alimentamos, quando resta este pouquinho de vontade.
3. Espiritualidade:
Independentemente da fé, este item é um ponto forte nessas comunidades. Por exemplo, Loma Linda está relacionada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, e os habitantes da Península de Nicoya têm uma profunda fé em Deus. Segundo o pesquisador, participar de atividades relacionadas à fé ao menos quatro vezes por mês, pode adicionar até 14 anos à vida.
4. Senso de comunidade
Família e amigos estão sempre em primeiro lugar. Em Loma Linda, a Igreja é o lugar de reuniões e amizades. Em Okinawa, os habitantes possuem grupos de amigos que os acompanham desde a infância e com quem podem compartilhar as alegrias e tristezas.
5. Propósito de vida
Todos sabem exatamente o motivo que os fazem acordar de manhã: existe um propósito. Também são voluntariados, procurando, desta forma, um sentido a mais para a vida. Isso me fez lembrar do hinokishin e as frases de Oyassama, sobre as três coisas importantes na vida: levantar cedo, ser honesto e ser trabalhador. Cerca de 65% desses idosos são completamente independentes para as atividades diárias. Ainda, para 2015, há a expectativa do número de idosos com mais de 100 anos seja 20 vezes maior do que há 15 anos. “Uma dieta saudável é importante, mas, não pode faltar: rir e se divertir com as pessoas ao redor” – disse a Srª Panchita, de108 anos. O senso de humor é extremamente importante para a qualidade de vida. É exatamente como o ensinamento de Oyassama: “viver com alegria”.
O cientista Kazuo Murakami acredita que a alegria, a gratidão e a oração podem ativar os genes benéficos. O resultado de um experimento relativo ao riso foi a primeira descoberta. Despertar os bons genes que estão adormecidos com a risada. Até então, havia a ideia de que as características genéticas eram imutáveis, porém, as pesquisas revelaram que os genes podem ser mudados, como um interruptor liga/desliga, ou seja, ativa ou desativa. Ativar o gene é fazê-lo trabalhar e desativar é interromper o seu trabalho. A experiência foi feita com 25 voluntários diabéticos, após o almoço, observando-se a variação da taxa de glicemia, após uma estressante explicação médica sobre as consequências da diabetes e uma seção de humor, realizados em dias consecutivos. O resultado apontou um aumento médio de 123 mg de taxa de glicose contra 77 nos respectivos testes. Os médicos ficaram espantados com o resultado. Quando estamos alegres o cérebro libera neurotransmissores como serotonina e endorfina, chamado também de “hormônio da felicidade”. A palavra endorfina se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico) e constitui nossa morfina endógena, que o próprio corpo produz. Por ser um potente analgésico natural, ao ser liberada no sangue gera sensação de bem estar, conforto, melhora no humor e alegria é sinônimo de saúde. É a “farmácia natural” que Deus nos oferece.
CONTINUA...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SUGESTÃO DE EVENTO - ENCONTRO DA SAÚDE 16/11/14




15º Encontro da Saúde


Local: Centro de Educação Vitalícia de Itapeti (Mogi das Cruzes, SP). Ver mapa abaixo.
Data:   Domingo, 16 de Novembro de 2014.                                 

Programação:

09:30 - 10:00  Inscrição
10:00 - 10:05 Hino Nacional
10:05 - 10:15 Primeiro momento: Nobolo Mori
10:15 - 10:55 O intestino, nosso segundo cérebro: Ricardo Leme
10:55 - 11:35 O Cristo como fonte de saúde: Gerson Hamada
11:35 – 11:50 Intervalo
11:50 - 12:30 Os benefícios da Espiritualidade na Saúde: Sidnei Shoji Mori

12:30 - 13:30 Almoço: “motiyori” contribua com um prato de preferência vegetariano.

13:30 - 14:10 O sentimento e a energia positiva como fontes de reabilitação: Nohad  Chaaban
14:10 - 14:50 É cuidando que se cuida: Plinio Cutait
14:50 - 15:05 Intervalo
15:05 - 15:45 A influência da alegria na saúde: Koshiro Nishikuni
 15:45 - 16:55 Sala Redonda: Qual é meu papel na saúde ao meu redor?: Todos participam
16:55  - 17:00 Agradecimentos: Jorge Maeda


Perfil dos palestrantes

Ricardo Leme
Neurocirurgião e Doutor em Ciências pela USP
Graduando em Física pela USP
Autor do livro e do blog: “Saúde é Consciência”

Gerson Hamada
Médico Epidemiologista e Acupunturista
Doutor em Saúde Pública pela Universidade Tokai - Japão

Sidnei Shoji Mori
Presidente do Instituto de Moralogia do Brasil
Médico Ortopedista e Administrador na área da Saúde

Nohad Chaaban
Fisioterapeuta
Coordenador do grupo de Fisioterapia do Hospital do CEMA

Plínio Cutait
Mestre em Reiki
Coordenador do grupo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês

Koshiro Nishikuni
Médico Neurocirurgião
Doutor em Ciências pela USP
                                                           

Informações: Sr Asano 3834-4879, Sr Maeda 2965-0483 contato: sasano2011@gmail.com; nishikuni@terra.com.br

 Promoção: Instituto de Moralogia do Brasil. Av. Pres. Antônio Cândido, 122 – São Paulo - SP

Contribuição: Individual: R$ 20,00
                         

 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SETE VEZES? - SETE VEZES SETENTA!



Nada é em vão neste mundo de luz…
Em um momento que o partir para a ignorância se mostra cada vez mais enfático, talvez importe ser um pouco menos ignorante. O ignorante, diferente do tapado, é aquele que ignora, não sabe. Por ignorar repete o que ouviu ou disseram, visto não "ter tempo", esta de fato sina do ignorante, não ter tempo...

Quando o tempo não há, aí o tempo fecha!
Quando há tempo a ignorância não passa pela brecha.

Sete escritos, sete obras que ajudam observar desde saúde à insanidade, o movimento humano na matéria assim como o movimento moral em diferentes momentos e nas diferentes camadas de consciência que o humano pode operar. Referências indispensáveis para os que buscam um melhor entendimento das razões profundas da situação em que a humanidade se encontra no presente. Existe uma medicina na literatura e na história da humanidade, não carece de prescrição médica, senão da boa vontade do estudante humano.
Carlos Marx – O capital - http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx
(Como a obra é extensa e as repetições constantes sugere-se a edição resumida por Julian Borchardt traduzida para o português).
Adolfo Hitler – Minha luta - http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler
Michael Ende – A história sem fim - http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Ende  
Erich Fromm – O medo à liberdade - http://pt.wikipedia.org/wiki/Erich_fromm
Jiddu Krishnamurti – A arte de aprender – Carta às escolas - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti
Peter L. Berger e Anton Zijderveld – Em favor da dúvida – como ter convicções sem se tornar um fanático
Herman Hesse – O jogo das contas de vidro - http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermann_Hesse
Após a leitura ou se já leu, seu comentário será muito bem vindo.
Marcas do que se foi, um dia crianças e já no outro, pegadas de convicções desde o caos ao cosmos...

sexta-feira, 14 de março de 2014

ANO NOVO – TUDO “NOVO”





            Aqui é assim, começa agora, mesmo já tendo começado outrora. Pelicanos e Tucanos sobrevoam esplendorosamente os céus da conivência, da convivência e sem sombras de dúvida, da conveniência; voo cego no escuro, longe da consciência. É um hábito, apesar de fato o hábito não mais estar fazendo o monge, nem de longe. Muita pizza para todos, para o glutão, sem glúten... Porque todo mundo faz, então a regra está feita? De regra para guerra, quase palíndromos, é um “u” a mais e um pequeno ajuste de letras. Para o síndico Tim Maia é um vale tudo. A Suprema pergunta parece ser: “Pagando bem que mal tem?”. Seja lá ou cá essa louca, vai valendo o funk: “Tá dominado, tá tudo dominado”.

            Mesmo Salomão, rei, foi advertido em cerca 1004 a.C. quanto aos cuidados com o templo – 2 Crônicas 7:19-22 – “Porém se vos desviardes, e deixardes os meus estatutos e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, então arrancarei a Israel da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos. E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará, e perguntará: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? E lhe responderão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.”



            Copo meio cheio ou meio vazio é a marca do otimismo ou pessimismo de cada um... Variações no olhar o mundo e a vida. Importante estar consciente da lente que filtra o olhar. Se conhecer é diminuir as chances de causar mal estar, é falar a linguagem familiar ao outro para que a troca e a comunicação sejam plenas.



“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

 Dalai Lama



            Passado o recesso trimestral do gigante adormecido, ano novo se aproxima. Sim, pois há um que começa na terra em janeiro, mas outro supremo apontado nos céus, observado em perspectiva geocêntrica – desde o fogo gerador de Áries à água caótica primordial de Peixes – o ano presente, para muitos 2014, nasce 20/03 às 13:45.

            Creio que este desencontro de momentos entre céu e terra mostra com clareza a tensão e o afastamento entre nossas naturezas humana terrena e sobre-humana residente no céu escuro iluminado. Mesmo um de nós cujo radicalismo no viver excede o dos demais vivencia este par com surpresa:



“Duas coisas enchem o ânimo de crescente admiração e respeito, veneração sempre renovada quanto com mais frequência e aplicação delas se ocupa a reflexão: por sobre mim o céu estrelado; em mim a lei moral. Ambas essas coisas não tenho necessidade de buscá-las e simplesmente supô-las como se fossem envoltas de obscuridade ou se encontrassem no domínio do transcendente, fora do meu horizonte; vejo-as diante de mim, coadunando-as de imediato com a CONSCIÊNCIA de minha existência.”

I. Kant – Crítica da Razão Prática



            Na Gramática astrológica, forma fisiológica de aproximação aos céus, o Sol de Janeiro (Capricórnio) está em quadratura (900) com o Sol de Março (Áries), simbólica luta de Titãs, Ares e Cronos, também Marte e Saturno, representantes das forças antagônicas que acompanham o humano em solitário recordar enquanto palmilha os campos do Senhor... Quadratura é tensão e pede adaptação, veja em: "Maus" aspectos em astrologia



            Sobre o ano que findou, o que você fez de realmente importante em sua vida? Fosse 2013 o último ano de sua vida, teria feito tudo o que gostaria? Viveu dando o melhor de si nas relações de forma que agora se sente leve para iniciar um novo ano?






            Trabalho e estudos foram motivos de sofrimento ou alegria? Trabalhar e descansar, inspirar e expirar, dois lados da moeda, sem o que a vida não passa, pesa, para você e para os que estão ao seu lado. A incapacidade de parar pode ser sintoma de que algo não vai bem! Genial nesse sentido o artigo proposto pelo Rabino Nilton Bonder “Os domingos precisam de feriados”, veja na internet. Nas palavras dele: “Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.”

         Os excessos são esconderijos discretos: não enfrentar problemas alheios ao trabalho, não enfrentar problemas familiares, não enfrentar problemas pessoais sérios. Fuga do possível vazio da vida improdutiva que há muito se tornou apenas reprodutiva e raramente produtiva. Ter mais brilho, subir mais alto, mais luxo, pilotar um foguete, pode ser, mas para que mesmo?

            Uma rota de fuga rápida e simples de não pensar nisso está nos hábitos e consumo de substâncias e viagens que anestesiam a consciência. Consciência que deve justamente ser preparada para suprir as deficiências do ano que passou.


                                   

            Ano do Cavalo segundo a tradição oriental e de Júpiter conforme a tradição astrológica, convite a refletir sobre a natureza animal que reside na humanidade. Lembre-se que a constelação de Sagitário, cujo regente é Júpiter (maior planeta do sistema solar), é representada por um ser de natureza dupla – meio cavalo meio homem que aponta uma flecha ao alto.



        Escolherei viver minha natureza animal, que se mostra no cavalo selvagem e na parte inferior do Sagitário ou ainda na fúria de Zeus (Júpiter); ou buscarei entre os “animais” e animalizados me erguer a exemplo dos reais cavalos alados (animais de coração puro) e na parte superior do soberano do Olimpo ou do arqueiro Sagitário, tão bem descrito por Eugen Herrigel no livro “A arte cavalheiresca do arqueiro Zen”?




            Este breve ciclo (2014) promete oportunidade ímpar de escolha entre responder conforme sua natureza animal ou montar (domar) sua natureza animal (desejos e emoções) em busca do estado hominal (reger a vontade). Então, o fundamento prático de 2014 pode ser: o animal deve servir ao hominal, o hominal deve cuidar do animal.



CREAR E CRIAR (Segundo Huberto Rohden)

            A substituição da tradicional palavra latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento.

Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o creador do Universo – um fazendeiro é criador de gado. Há entre os homens gênios creadores, embora não sejam talvez criadores.

A conhecida lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se crea e nada se aniquila, tudo se transforma”, se grafarmos “nada se crea”, esta lei está certa mas se escrevermos “nada se cria”, ela resulta totalmente falsa. Por isto, preferimos a verdade e clareza do pensamento a quaisquer convenções acadêmicas.



Segundo Rohden, a graça independe do mérito. Quando vamos à feira levamos a sacola para colocar as frutas dentro – as frutas são uma graça que hoje não saem de graça! Para receber a graça é preciso tornar consciente aquela parte da natureza humana hoje pouco discutida na maioria das instituições de ensino. Refiro-me àquela parte que os raios-X da tomografia, a ressonância magnética e o exame de sangue até hoje ainda não aferem e que o Pequeno Príncipe já advertia ser invisível:



"Eis o meu segredo, é muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."



Planetas - Tamanhos relativos


De fato, nos é invisível a graça concedida à Terra por Júpiter enquanto guardião gravitacional que atrai para si grande parte de corpos celestes potencialmente prejudiciais à vida em nosso planeta. Isso, porém ainda está ao alcance dos telescópios e da ciência convencional; simbolicamente, portanto em uma dimensão arquetípica, ele representa a graça da misericórdia, antídoto ao rigor de seu “Pai” mitológico, Saturno, amenizando ou abençoando a caminhada árdua com aquilo que os antigos nomearam sorte. Um ano de ação e de sorte sucede um ano de morte a todo forte em busca do norte, desde que em seu peito um coração porte. Intelecto sem coração é mula sem cabeça e ciência sem consciência. Conforme Cristo Jesus: “O que mata o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; porque a boca fala daquilo que o coração está cheio”.

Sol e Planetas




            Para pensar em 2014, somente de passagem, quem é você aqui?

“Somente de Passagem”

            “Um turista chega à cidade do Cairo, com o objetivo de visitar um famoso sábio. E fica muito surpreso, quando ao encontrá-lo, vê que este mora em um quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília são uma cama, uma mesa e um banco.

– Onde estão os seus móveis? – pergunta o turista.

E o sábio, bem depressa, pergunta também:

– E os seus, onde estão?

– Os meus?! – surpreende-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem.

- Eu também... - conclui o sábio.”