A Medicina da Saúde é baseada na preservação e na promoção. É sempre superior à Medicina da Doença focada na cura e na prevenção. Somos seres humanos e não "teres humanos”. A doença começa quando se deixa o SER pelo TER; saúde e vitalidade aumentam na direção do SER. A busca pelo SER leva à ampliação da consciência, guia do homem saudável e espelho para o doente. Refletindo o exemplo a ser imitado mostra como sair da horizontalidade do adormecimento e entrar na verticalidade do despertar.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
O PODER DOS MANTRAS - A ESSÊNCIA DOS MANTRAS COTIDIANOS
EU SOU AQUILO QUE TENHO -
O QUE FAÇO - FAZER MAIS E MELHOR
AQUILO QUE OS OUTROS PENSAM A MEU RESPEITO. SOU
DISTINTO DOS OUTROS - ESTOU SEPARADO DO QUE FALTA EM MINHA VIDA
Os “mantras” dominantes são
criados no momento do nascimento e se estendem por toda a vida, sendo boa parte
dos conteúdos veiculados pela família, entorno e mídia (imprensa) ligados ao
ego ou à ambição. São as mensagens do amanhecer da vida e que devem ser mudadas
ao entardecer, conforme Wayne Dyer (2012).
Um exemplo é a
orientação subliminar “Eu sou aquilo que tenho”, que surge muito cedo e se
cristaliza como memória celular. Essa mentalidade de acúmulo começa com os
brinquedos e cresce ao ponto de fazer com que o sucesso seja medido pela
quantidade e tamanho dos brinquedos acumulados na idade adulta. A perda dos
mesmos, em alguns casos, pode culminar em depressão e suicídio.
Outra afirmação de
profundo impacto na formação, segundo Dyer, é “Eu sou o que faço”, que começa
no engatinhar e se estende durante a vida, reforçando a noção equivocada de que
é importante sempre “Fazer mais e melhor”! Da mesma forma, a expressão “Eu sou
aquilo que os outros pensam a meu respeito” pode condicionar nosso valor à
opinião alheia e ao nos afastar do próprio ideal de perfeição, inviabiliza
qualquer relacionamento harmonioso e de iguais.
“Sou distinto de todos
os outros”, um “mantra” que promove a separação, também é recorrente e abre
espaço para outro equívoco: “Estou separado daquilo que falta em minha vida”.
Esta afirmação decorre da falta de fidelidade ao próprio poder e ao fluxo
divino da vida. Desconectados, passamos a nos ligar ao que falta - ou seja, às
carências de amor, saúde e prosperidade.
A tentativa - quase
sempre bem-sucedida - de afastamento da Fonte Original decorre do desejo de
comando do ego, que se traduz em afirmações que retratam o divino como distante
e temperamental ou estruturam o Universo sob um conceito devedor, em que a
pessoa está sempre descontente e cobrando algo de alguém (Dyer, 2012).
Somente quando escapamos
ao domínio da personalidade egóica ou autocentrada, conseguimos enxergar o
fluxo da vida em sua perfeição, com seus sucessivos aprendizados e
possibilidades de nos reinventarmos e manifestarmos nossa essência, construindo
no ritmo adequado relações mais saudáveis.
Quando a consciência
está desperta, floresce o “mantra” ‘Simplesmente Ser’, um convite à
autenticidade, e à vida em aceitação e amor. Um retorno ao Ser.
terça-feira, 3 de julho de 2018
O PODER DOS MANTRAS – A MENTIRA COLETIVA
LA VIDA ES LUCHA VIVA LA REVOLUCION DOLCE FAR NIENTE TIME IS MONEY
GOSTO DE LEVAR VANTAGEM EM TUDO FELICIDADE INTERNA BRUTA
CONFIANÇA EM SI E NO OUTRO
Logo ao nascer, o
indivíduo é submetido ao mantra coletivo de seu país de origem. Uma afirmação
inconsciente que permeia a visão do mundo e vida daquela população, mais ou
menos positiva.
O idioma de uma nação é um conjunto de “mantras”, que
facilita a comunicação consigo, com o outro e com o universo. Interiorizados ou
expressos, estes conteúdos repetidos promovem maior ou menor conexão, saúde ou
doença, alienação ou consciência.
Tudo parece ter iniciado, segundo o livro do Gênesis, com a construção da Torre de Babel. Na época, os descendentes de Noé, falavam a mesma língua e tinham a tarefa de "crescer" e se "multiplicar" quando decidiram construir uma torre que alcançasse o céu, a morada divina. Até que Jeová "confunde" as línguas, inviabilizando assim a construção. Metade da comunicação é falar, a outra metade escutar. Quando alguém fala, mas não escuta o que o outro fala, ocorre algo semelhante ao que o mito acima narra.
A
fragmentação em um número extenso de idiomas e dialetos contribui em parte para
a falta de compreensão e afastamento entre as pessoas. Mas por quê? Talvez pelo
fato dos homens não perceberem que o essencial
para o encontro com o divino é a comunhão entre si (torre interior) e não a construção
da torre exterior.
Assim, por não perceberem que viviam na unidade e falavam
a mesma língua, construíram a tal da torre. Por não perceberem sua unidade,
qualidade maior do modo “Ser”, se perderam na busca pelo modo “Ter”. Na ambição
e prazer peculiares ao “Ter”, perderam a paz e a alegria características do
“Ser”.
Já naquela época abrimos mão da “Unidade” pela fragmentária
ideia de “Partido”. Essa pode mesmo ser a história dos partidos políticos e
também da fragmentação linguística, decorrência do afastamento do princípio do
amor em direção ao princípio da individualização e do poder. O poder de nomear
as coisas e de convencer que elas sejam da forma como eu acredito que elas
devam ser.
A “confusão“ decorrente do aparecimento de novos idiomas e a
consequente perda de entendimento do “todo” foi expressa por Enio Starosky
(2015), para quem a percepção da realidade depende do “sistema linguagem -
pensamento”.
Para exemplificar, ele cita um ”mantra” usado por muitas
pessoas para desejar paz ao outro: “Salam”, em árabe, ou “Shalom”,
em hebraico. A palavra original traz em
si vários significados que se perdem na tradução para o português: integridade
física, sanidade, saúde (física e espiritual) e aceitação – entre outros.
Um fenômeno semelhante acontece com o conceito de amor no
idioma alemão. Enquanto os gregos, os romanos e mesmo as línguas modernas
derivadas do latim possuem um número amplo de substantivos para designar o
fenômeno do amor - afeto, simpatia, amizade, caridade, compaixão, ternura,
paixão - a língua alemã usa um único vocábulo “Liebe”.
Às vezes a gramática do idioma favorece uma visão mais ou
menos individualista. Observemos o aramaico, onde a conjugação dos verbos
começa com a terceira pessoa e termina com a primeira: Ele ama, tu amas, eu
amo.
“Nós, em nossa civilização ocidental, somos inclinados a
começar tudo pelo ‘eu’. A gramática do eu em primeiro lugar é o reflexo do quão
egoísta o meu mundo particular é”, destaca Starosky (2015).
Em
algumas línguas, até mesmo as palavras que designam os dias da semana reforçam
a conexão com algo maior. No livro Fundamentos de Astronomia, o autor Romildo
Póvoa Faria (1987) atribui aos mesopotâmios a criação do conceito de semana em
meados do 3° milênio A.C. Segundo ele, os planetas eram entendidos como
verdadeiros deuses que exerciam influência direta nos seres humanos e nos
acontecimentos da Terra.
Nesse
sentido, dedicaram um dia à adoração de cada deus que conheciam, começando pelo
Sol (domingo), que era o “mais importante”. Os outros dias foram destinados, respectivamente,
à Lua (segunda-feira), Marte (terça-feira), Mercúrio (quarta-feira), Júpiter (quinta-feira),
Vênus (sexta-feira) e Saturno (sábado). Muitas culturas preservaram essa
concepção por meio da linguagem.
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DIA DA SEMANA
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INGLÊS
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ESPANHOL
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SIGNIFICADO
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Domingo
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Sunday
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Dia do Sol
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Segunda feira
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Monday
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Lunes
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Dia da Lua
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Terça feira
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Martes
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Dia de Marte
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Quarta feira
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Miercoles
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Dia de Mercúrio
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Quinta feira
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Jueves
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Dia de Júpiter
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Sexta feira
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Viernes
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Dia de Vênus
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Sábado
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Saturday
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Dia de Saturno
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Fato
é que a repetição de ideias e conceitos molda a forma de ver o mundo assim como
o modo como nos relacionamos com ele, seja ele mais terreno, espiritual ou
simbólico. Além disso, a língua de um país pode reforçar ou enfraquecer
aspectos e comportamentos humanos.
Entre os mantras
coletivos identificamos alguns com facilidade: “La vida es lucha”, dos
argentinos; o “Viva la revolución”, entre os nicaraguenses, o “Dolce
far niente” dos italianos, “Time is money”, dos americanos e a lei
do Gerson ou “Gosto de levar vantagem em tudo” que, curiosamente, ainda
prospera no Brasil.
Nascido na
Argentina, o renascedor Ronald Fuchs conviveu por muitos anos com o mantra de
que a vida é uma luta, uma crença que - segundo ele - se reflete não só nos
indivíduos, mas também na política, nas empresas e nos relacionamentos. Através
de um trabalho consistente de autoconhecimento, ele identificou sua postura de
atrito com as situações e pessoas que se apresentavam em sua vida e resolveu
mudar. Aos poucos, a dinâmica de luta, enfim, está saindo de seu roteiro. “É
um trabalho de uma existência inteira”, diz.
A mentira
coletiva é uma programação que diz respeito aos aspectos que temos a trabalhar,
e que pode ser transmutada a partir de nossas escolhas individuais e coletivas.
Na avaliação de Fuchs, a crença brasileira de “levar vantagem em tudo”,
por exemplo, está ligada à corrupção e à escravidão.
“Os dois temas
estão intimamente relacionados ao abuso: estou numa posição de poder, então eu
posso fazer tudo. Porque eu sou poderoso... Provavelmente há uma dinâmica de
abuso a ser trabalhada aqui no Brasil e que no momento presente está aflorando
com mais força”.
A prova de que é
possível fazer diferente está em outras culturas. No distante Butão, o teor dos
“mantras” que povoam as mentes dos moradores é de natureza diversa. Neste país,
localizado nas montanhas do Himalaia, os pensamentos dominantes se referem à
“Felicidade Interna Bruta”, “que não é uma lei escrita, mas um ideal que norteia
as decisões do governo nos últimos 30 anos”.
A mesma
disposição permeia as mentes na Dinamarca. Lá, “Confiança em si e no outro” é o
mantra dominante, considerado o mais feliz do mundo, segundo a ONU. Essa
certeza é tão presente que cerca de 70% da população acha que desconhecidos são
dignos de confiança (bem distante dos 7% reconhecidos no Brasil) e 94% acredita
que o próprio indivíduo pode melhorar a sua vida. Com crenças bem menos
positivas, o Brasil figura na 24ª colocação entre os 156 países no ranking da
Felicidade (Previdelli, 2013).
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
O PODER DOS MANTRAS – A MENTIRA PESSOAL
EU NÃO: SOU DESEJADO, TENHO VALOR, SOU DO SEXO
CORRETO, MEREÇO SER AMADO(A). MACHUCO OS OUTROS, SOU FEIO(A), SOU BENVINDO(A), SOU
CAPAZ
Como começa todo este processo? Bem cedo...
Durante a gestação, o ser humano passa pela
experiência da entrega, de ser construído, sem interferência. Ele simplesmente
é!
A perfeição desse processo do criativo divino é
reconhecida no momento do nascimento, na gratidão de todos pelo “presente”. Mas
logo diferentes interesses religiosos, educacionais e comerciais - assumem o
novo Ser e decidem ditar como as coisas devem ser.
Assim, o Ser progressivamente passa a ser
negligenciado em favor de sua contraparte, o Ter, à semelhança do conceito
Freireano de Educação Bancária, segundo o qual, conteúdos são levados à criança
do mesmo modo que se deposita dinheiro no banco.
Com esse deslocamento rumo ao mundo da ambição,
começa a jornada de separação, de afastamento da consciência divina e da adoção
de valores ditados pelo ego, originados e reforçados à exaustão por diferentes
fontes. Interiorizadas, estas “verdades” determinam a forma como se vê a vida,
uma propensão rumo ao bem-estar ou à enfermidade, à pobreza ou à prosperidade.
O mais trabalhoso de todos os mantras negativos
é a denominada “Mentira Pessoal”, identificada em práticas terapêuticas do
Renascimento (Rebirthing). Trata-se do “pensamento-crença-sentimento mais
negativo ou limitante que uma pessoa pode ter sobre si mesma e sobre o Universo
e que permeia toda a sua vida, de forma inconsciente”.
É o mantra negativo que geralmente se cristaliza
no corpo no momento do nascimento, projetando-se na vida e interferindo no
roteiro da mesma. Ele pode começar na própria sala de parto quando os presentes
emitem pensamentos como “A vida é difícil e dolorosa” ou “A vida é uma luta”,
que são impressos sobre o corpo do bebê associados à sua primeira respiração.
Esse tipo de mantra ou crença também pode se
instalar durante a gestação, caso a concepção não tenha sido desejada, se houve
intenção de aborto ou mesmo se os pais desejam uma menina e nasce um menino.
Ele é tão doloroso que o novo ser reduz o ritmo de sua respiração para não
entrar em relação, mas ainda assim, o pensamento se integra à memória celular e
cria padrões de comportamento, que só serão superados por meio do mecanismo de
compensação.
Sabemos pouco, talvez nada, a respeito da
psicologia da concepção, assim como sobre os efeitos que a intenção contida na
relação sexual possa ter sobre a informação impressa no conjunto
óvulo-espermatozoide (Zigoto). Afinal, o encontro óvulo-espermatozoide é
puramente físico ou o ambiente que o envolve e permeia tem algum papel em
termos informativos? Vale a pena, nesse sentido, conhecer o trabalho do
neuroanatomista artístico Alex Grey, especialmente “Os Espelhos da Capela
Sagrada”, que mostra artisticamente a representação dos corpos suprafísicos do
ser humano.
Ser concebido fisiologicamente onde o encontro
do óvulo com os espermatozoides se dá entre superfícies íntegras e arredondadas
que se tocam pode conter informação diferente daquela que ocorre quando o óvulo
é inoculado por uma agulha de punção? O ato sexual pode ter alguma qualidade de
informação diferente daquela que ocorre "in vitro"? Discute-se muito
sobre sexualidade, legalização do aborto em situações de violência sexual, sem
que nos apercebamos que a própria inoculação do óvulo pela agulha apresenta
ressonância simbólica com o ato violento do estupro.
Opiniões à parte é fundamental que nos
conscientizemos desses “pequenos” detalhes, visando sempre a melhoria em nossas
escolhas. O fato de uma pessoa não conseguir engravidar é um obstáculo a ser
transposto a qualquer custo ou pode conter alguma outra informação sobre a
história particular de vida da pessoa? Enfim, você acredita que a vida repousa
sobre o acaso ou sobre um mistério tremendo e fascinante?
Do mesmo modo que um terreno é preparado para o
plantio de determinadas culturas e impedido de permitir o crescimento de
outras, também o ato primordial carece de melhor compreensão relativa à
natureza das forças criativas assim como da importância ou não do ambiente em
que a concepção ocorre. É custoso crer que não haja diferenças informacionais
entre seres concebidos naturalmente, seres concebidos em situações de estupro e
seres concebidos após fecundação "in vitro". Situações ainda sem
resposta, mas que merecem ser pensadas.
Um bebê afastado de sua mãe após o parto pode
interiorizar afirmações como: “Não me querem” ou “Não mereço ser amado”. Como
compensação ao diálogo interno negativo, ao crescer, faz de tudo para obter
amor e cria vínculos de dependência. Ou então, se afasta das pessoas e evita
situações de intimidade, que realcem sua vulnerabilidade e receio de não ser
amado.
A mentira pessoal e sua compensação costumam
induzir à escolha de uma profissão determinada. Assim, um parto doloroso para a
mãe, que faz o bebê interiorizar o mantra “Minha presença machuca os outros”
pode levá-lo futuramente a escolher profissões onde possa aliviar a dor de
outras pessoas. Outro que se sente feio ou não desejado pode optar por
profissões ligadas à estética ou à beleza. Já aqueles que memorizam “Eu não
tenho valor” podem apresentar a tendência a se transformarem em executivos
bem-sucedidos, mas que alternam êxito com auto sabotagem.
Até que essa mentira seja sanada somos incapazes
de nos integrar a Deus e ao Universo, visto ser determinante da forma pela qual
criamos e interpretamos a realidade.
sábado, 11 de novembro de 2017
ESTUDOS CIENTÍFICOS OU ...DA PERSEVERANÇA
Por: Maria Paula
Teixeira jan/2011
Estava cansado do dia a dia. Sentia vontade de sair dali, escapar. O
cruel rigor do cotidiano e sua aparente monotonia o deixavam desesperado. Seus
pensamentos e desejos se apresentavam tal qual uma cadeia, uma corrente
infindável e instável. Diante disso se sentia impelido a sair, se libertar
dessa existência que se tornara simplesmente pessoal. Algo o atraía: uma busca
por uma compreensão objetiva. Quem sabe até procurar em outro Universo, ir
além.
Dentro de seu isolamento espiritual se sentia tal qual o homem da cidade
grande que procura refúgio no campo. As pacíficas paisagens o atraem para longe
dos ruídos e agitações complicadas. E na pureza da atmosfera repousante, o seu
olhar vagueia. Há ali uma lembrança da Eternidade. Mas por que e para quê essa
busca? O que procura, afinal?
Nessa cadência tenta, e procura formar uma imagem, de qualquer maneira,
do Mundo. Uma imagem seguindo sua própria lógica, que seja simples e clara.
Sabe que, de alguma forma, tem que transcender; que sua visão atual já é ultrapassada.
E, nessa procura, ao julgar ter obtido êxito, substituirá aquela visão
limitada, pessoal, por uma imagem, agora muito mais ampla.
Tenta a seu modo consagrar à imagem assim formada, o máximo de sua
sensibilidade; para alcançar talvez a Paz... Sente que a energia gerada no
processo é muito maior que aquela advinda da experiência agitada, a que se
mantinha submerso.
Mas, chegado ao ponto, um novo início sempre se apresenta, inspirando,
quem sabe, um salto! E que Beleza se reserva ali! Do caminho infindável,
percorrendo as infinitas possibilidades, a Razão emerge, como um presente.
Uma
Graça!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
EVENTO - I CONGRESSO NACIONAL DO BEM ESTAR E SAÚDE EM ESSÊNCIA
Queridos
amigos,
Amanhã
às 20 horas iniciaremos ao vivo pela internet o "I Congresso Nacional do
Bem Estar e Saúde em Essência".
Os
interessados podem acessar gratuitamente e participar do ConBem, com um webinar
ao vivo com Ricardo J. A. Leme sobre Medicina da Saúde x Medicina da Doença.
Divulguem
aos interessados e quem puder se inscreva gratuitamente no site:
http://conbem.com.br/ para
acompanhar todas as palestras na íntegra.
Até
amanhã!
Para
assistir ao vivo e enviar suas perguntas, acesse às 20h de amanhã (4/12):
domingo, 1 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
O SONHO DA FÍSICA QUÂNTICA
Maria Paula
Teixeira de Castro - Bacharel e Licenciada em Física pela
USP - Outubro / 2008
O nome “Quântico” vem de
quantidade, em latim “quantum”. O físico alemão Max Planck (1858-1947) é
considerado o “pai” da Física Quântica por ter sugerido que a energia só pode
assumir determinados valores específicos, os “quantum” de energia. Esta
sugestão, tomada no início apenas como um artifício matemático, mostrou-se bem
real à medida que novos experimentos foram sendo acrescentados a esta linha de
pesquisa.
A energia já havia sido descrita
no final do século 19, como uma “informação transportada pelas ondas
eletromagnéticas à velocidade da luz”. Mas Planck sugeriu algo novo. Ao
estabelecer a proporcionalidade entre energia e vibração evidenciou a
“quantização” da energia, a qual só poderia assumir determinados valores,
formando verdadeiros “pacotes” de energia, os “quanta”, que deram o nome à
teoria Quântica.
Na fórmula e=hn, temos que a
energia e (a letra grega épsilon) é proporcional à frequência de vibração n (a
letra grega ni) sendo a constante de proporcionalidade o h, a hoje famosa
Constante de Planck. Einstein partindo deste conceito, e sabendo que luz e
energia são em última análise a mesma entidade, criou a noção de fóton: um
“pacote” de energia que caminha na velocidade da luz. Estabeleceu-se então o
primeiro paradoxo da Física Quântica: a luz (ou a energia) é ao mesmo tempo
onda e partícula!
Para “resolver” este paradoxo,
outro físico, De Broglie, sugeriu que a matéria também teria esta
característica dual – a matéria seria um “pacote de onda”. Mesmo para os
físicos, essas ideias continuavam inaceitavelmente paradoxais. Então Max Born
ponderou que o pacote de ondas é na verdade um pacote de probabilidade. Mas
probabilidade significa incerteza e nesta sequência Heisenberg enunciou o
“Princípio da Incerteza”, segundo o qual não se pode simultaneamente
determinar, “com certeza”, a posição e a velocidade de uma partícula. (Para
quem pensou que tal princípio só é válido para coisas bem pequenas como átomos,
por exemplo, lembramos que todos nós somos compostos de átomos).
E ainda mais: velocidade e
posição só aparecem quando alguém tenta medi-las, antes disso são apenas
incertezas, espalhadas pelo espaço-tempo. Muitos viram aí o segundo grande
paradoxo da Física Quântica: a realidade só existe quando há alguém para
observá-la.
Agora podemos entender porque se
diz hoje que a Física Quântica coloca o homem no centro dos acontecimentos: o
mundo não existe por si só; somos nós que o fazemos surgir. É a nossa
consciência que transforma simples possibilidades em eventos reais. E parece
ser exatamente este o mecanismo que permite o sonho tornar-se realidade.
Bibliografia
- Eisberg e Resnick – “Física Quântica” - Ed.
Campus – 1979
(este é
o livro clássico usado no curso de Quântica. Tem explicações bem precisas, mas
que por vezes exigem uma matemática avançada).
- George Gamow – “Biografia da Física” –
Zahar Ed. - Rio de Janeiro – 1963
(este é
um livro indicado no curso de Evolução dos Conceitos da Física. Pretende ser um
meio termo entre um livro didático e histórico. É bem simpático e tenta atingir
um público leigo, porém interessado).
- Victor F. Weisskopf – “Indagação e Conhecimento” – EDART – São Paulo 1975
(este
texto pertence a uma série de estudos da ciência dirigida pelo pessoal do MIT
na década de 60. O texto é para um público leigo, não tem matemática).
- Emilio Segrè – “Dos Raios-X aos Quarks” – Ed. Univ. de Brasília – 1980
(este
livro tem muitas fotos interessantes e relatos históricos detalhados. Muito bem
escrito pelo Prêmio Nobel E. Segrè).
- A. Fernando de Toledo Piza – “Schroedinger e Heisenberg” – Ed.
Odysseus – 2003
(o
professor do IFUSP escreveu este pequeno livro, também interessante, que aborda
aspectos históricos tão relevantes ao desenvolvimento da Física. No final faz uma
análise do significado da Quântica hoje)
- Amit Gotswami – “O Universo Autoconsciente” – Ed. Rosa dos Ventos – 2001
(Não
poderia deixar de citar este grande físico indiano, herdeiro de F. Capra. Ele
tem uma visão de um novo paradigma para a ciência, no qual deve se incluir a
consciência humana. Para explicar esse novo paradigma ele faz um histórico
interessante da Física Quântica).
-
Horácio Macedo – “Dicionário de Física
Ilustrado ” Ed. Nova Fronteira - 1976
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