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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

LEIS DA NATUREZA


Alex Grey
O humano e também as leis da natureza que o cercam parecem evoluir, conforme Sheldrake aprofunda no livro "Presença do Passado". A Terra pode ser pensada como um “ser” em evolução bem como campo evolutivo para outros seres; o mesmo vale para o Sol, planetas e suas luas assim como o próprio sistema solar. No caso do sistema solar, os próprios planetas podem ser simbolicamente vistos como seus órgãos constituintes à semelhança do fígado, pulmões rins etc. no corpo humano.
Prosseguindo nesta linha, um zodíaco assim como qualquer campo arquetípico representativo de hierarquias superiores ao humano, também são “seres” em seus processos intrínsecos e peculiares. Tudo isso impulsiona o pensar na direção de um sentido maior inquietante, frente ao qual Kant fala assim:
“Duas coisas enchem de maravilha meu ser, a lei moral no interior do homem e o céu estrelado acima de minha cabeça”. (Kant - Crítica da razão pura)


terça-feira, 9 de abril de 2019

O SANGUE E AS LÁGRIMAS


Natureza Abstrata - Henrique Luna

                O sangue nasce no interior dos ossos (Saturno). Algumas águas nascem do interior da terra ou do alto das montanhas. Moisés bateu duas vezes na pedra para a água sair; ouvisse bem, bateria apenas uma. Você já viu uma nascente? Você se percebe enquanto nascente?
Assim como a água nasce do profundo da terra, as lágrimas são expressão de tudo que está empedrado no interior. Elas brotam para lavar os olhos, nossa janela. Elas vêm para que vejamos melhor. Vêm para compreendermos que há algo que não vemos bem. Vêm para que enxerguemos. Vêm para anunciar algo que endureceu no profundo do ser, e que anseia pela vida.
Antes do sangue brotar no interior dos ossos, sede de nossa dureza e resistência, é importante que a água seja extraída da fonte da rocha de nossas cristalizações.
O sangue que nasce na pessoa empedrada e emparedada, é sangue aguado, diluído. Diluído na água do lamento e, portanto, lamacenta. Da água que deveria ter brotado em algum momento, espontaneamente, como a chuva do céu; que não choveu por não ter havido leveza suficiente para que flutuasse no ar e subisse aos céus. Não houve oração (aspiração) e, portanto, foi vítima da gravidade terrestre (desespero); não subiu, se cristalizou e empedrou. A gravidade celeste evapora, eleva, enleva, aspira e faz chover.
A água que não evapora aos céus se torna desespero; as águas que o fazem, esperança, porque chovem e agraciam a terra. Que nossas águas chovam e não chorem. Que eu abençoe antes a despertar pena.
Quando eu purifico e elevo minhas águas, meu sangue se purifica e pode receber, além de mais conscientemente aprender o meu Ser. O sangue purificado é abençoado e visitado cada vez mais por aqueles que inspiram e conduzem, e cada vez menos por aqueles que viciam, vampirizam e induzem.
O sangue não purificado guarda relação vibratória funcional íntima com Saturno; purificar o sangue é, em linguagem astrológica, aumentar a tonalidade de Júpiter concomitante à diminuição da Saturnina. “Jupiterizar” o sangue é ato que conduz para além do tempo (sempre, nunca) em direção ao eterno (agora), ao éter, ao etérico. A região etérica é vinculada à vida, àquela árvore e rios que Ezequiel trata poeticamente em seu capítulo 47.
Corine Heline expressa essa reflexão no livro “Anatomia Oculta e a Bíblia” com as seguintes palavras:
Deve-se notar ainda que um importante trabalho na iniciação concerne à transformação do esqueleto Saturnino no corpo Jupteriano, e qualquer interferência com o sangue retarda esse processo uma vez que as células vermelhas do sangue são no presente estado das coisas manufaturadas na medula óssea do esqueleto.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

FAUSTO – GOETHE – MEFISTO




            Goethe viveu a transição de uma época chamada Iluminismo, onde os humanos da época decidiram abrir mão de uma certa qualidade de valores em função de outra. As escolhas daquela época refletem na época atual; alguém disse: quem planta vento colhe tempestade. Quem gosta de chuva forte nem liga, mas quem não gosta tende a ficar cada vez mais ligado.
            Saramago, Guimarães Rosa, Goethe e Tolstoi deixaram rastros, em suas obras literárias, dessa figura bíblica canhestra, esse ser da encruzilhada que se perdeu na caminhada. Na obra Fausto, Goethe o veste com a alcunha de...

MEFISTÓFELES (com seriedade)
Deus o Senhor – sabe-se a causa – quando
Do éter nos exilou à profundeza
Em que arde fogo cêntrico, abraseando
Voraz conflagração em torno acesa,
Vimo-nos lá, na luz exagerada,
Em situação incômoda e apertada.
Pôs-se a tossir toda a mó dos demônios,
Do alto e baixo a expelir bofes medonhos,
O inferno encheu de enxofre, ácido e azia,
Deu isso um gás! monstruoso em demasia,
Até que em breve, apesar de robusta,
Rebentou afinal a térrea crusta.
A cousa agora está por outro bico:
O que antes era a base, hoje é o pico.
Daí o ensino lógico é oriundo:
Virar-se para o mais alto o mais fundo;
Pois escapamos da opressiva esfera,
À integração no ar livre da atmosfera.
É segredo óbvio, muito bem guardado,
Pois aos povos não foi tão cedo revelado. (Ef. 6, 12)

Em Efésios 6,12 lemos:
            “Pois não é contra homens de carne e sangue, que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. ”

            Quem caminha ao pé na letra trava a luta nos pulmões, quem não, escafandro, na atmosfera. E você Fausto amigo?


terça-feira, 21 de março de 2017

SOBRE EDUCAÇÃO INFANTIL


Precisamos nos esmerar na educação infantil, assim em muito pouco tempo serão necessários menos hospitais, presídios, partidos e manicômios; quem sabe ainda no médio e longo prazo possamos abrir mão da classe política em favor de uma nova qualidade de seres, quiçá humanos!
As minorias, cuja expressão máxima hoje é representada pelos políticos, têm se apresentado como vítimas. Vítimas inimputáveis que disputam e computam o que podem a seu favor. É preciso rever o sentido da palavra preconceito e aplicá-la com propriedade onde ela sirva como prevenção do aleijão, seja ele moral, social, animal, carnaval, decimal ou débil mental.
Quatro breves histórias, em forma de animações, lembram parte importante da educação infantil primária para a saúde quanto aos quesitos:
Paciência e disciplina: https://youtu.be/Klx8UBMRrMA
Zelar, não matar o ideal na criança: https://vimeo.com/194276412

E você, acredita em educação infantil ou domesticação infantil?
As fragilidades psicológicas decorrentes da baixa qualidade da educação infantil podem ser contornadas com o auxílio da Arte. Alain de Botton e John Armstrong nos dão pistas sobre como isso poderia ser feito:


A arte é um corretivo da memória fraca, pois torna os frutos da experiência memoráveis e renováveis; a arte é um provedor de esperança, pois mantém à vista coisas alegres e agradáveis; a arte é uma fonte de dignidade para o sofrimento, pois nos lembra o lugar legítimo do sofrimento numa boa vida; a arte é um agente de equilíbrio, pois codifica com invulgar clareza a essência das nossas boas qualidades; a arte é um guia para o autoconhecimento, pois ajuda a identificar o que é central para nós, mas difícil de expressar em palavras; a arte é um guia para a ampliação da experiência, pois nos oferece alguns dos exemplos mais eloquentes das vozes de outras culturas; a arte é um instrumento de recuperação da sensibilidade, pois remove nossa casca e nos salva do habitual descaso pelo que há ao redor.

Quando vir alguém fazendo arte, não se altere, observe suas emoções, silencie para então alegrar-se!