sexta-feira, 14 de março de 2014

ANO NOVO – TUDO “NOVO”





            Aqui é assim, começa agora, mesmo já tendo começado outrora. Pelicanos e Tucanos sobrevoam esplendorosamente os céus da conivência, da convivência e sem sombras de dúvida, da conveniência; voo cego no escuro, longe da consciência. É um hábito, apesar de fato o hábito não mais estar fazendo o monge, nem de longe. Muita pizza para todos, para o glutão, sem glúten... Porque todo mundo faz, então a regra está feita? De regra para guerra, quase palíndromos, é um “u” a mais e um pequeno ajuste de letras. Para o síndico Tim Maia é um vale tudo. A Suprema pergunta parece ser: “Pagando bem que mal tem?”. Seja lá ou cá essa louca, vai valendo o funk: “Tá dominado, tá tudo dominado”.

            Mesmo Salomão, rei, foi advertido em cerca 1004 a.C. quanto aos cuidados com o templo – 2 Crônicas 7:19-22 – “Porém se vos desviardes, e deixardes os meus estatutos e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles, então arrancarei a Israel da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos. E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará, e perguntará: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? E lhe responderão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.”



            Copo meio cheio ou meio vazio é a marca do otimismo ou pessimismo de cada um... Variações no olhar o mundo e a vida. Importante estar consciente da lente que filtra o olhar. Se conhecer é diminuir as chances de causar mal estar, é falar a linguagem familiar ao outro para que a troca e a comunicação sejam plenas.



“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

 Dalai Lama



            Passado o recesso trimestral do gigante adormecido, ano novo se aproxima. Sim, pois há um que começa na terra em janeiro, mas outro supremo apontado nos céus, observado em perspectiva geocêntrica – desde o fogo gerador de Áries à água caótica primordial de Peixes o ano presente, para muitos 2014, nasce 20/03 às 13:45.

            Creio que este desencontro de momentos entre céu e terra mostra com clareza a tensão e o afastamento entre nossas naturezas humana terrena e sobre-humana residente no céu escuro iluminado. Mesmo um de nós cujo radicalismo no viver excede o dos demais vivencia este par com surpresa:



“Duas coisas enchem o ânimo de crescente admiração e respeito, veneração sempre renovada quanto com mais frequência e aplicação delas se ocupa a reflexão: por sobre mim o céu estrelado; em mim a lei moral. Ambas essas coisas não tenho necessidade de buscá-las e simplesmente supô-las como se fossem envoltas de obscuridade ou se encontrassem no domínio do transcendente, fora do meu horizonte; vejo-as diante de mim, coadunando-as de imediato com a CONSCIÊNCIA de minha existência.”

I. Kant – Crítica da Razão Prática



            Na Gramática astrológica, forma fisiológica de aproximação aos céus, o Sol de Janeiro (Capricórnio) está em quadratura (900) com o Sol de Março (Áries), simbólica luta de Titãs, Ares e Cronos, também Marte e Saturno, representantes das forças antagônicas que acompanham o humano em solitário recordar enquanto palmilha os campos do Senhor... Quadratura é tensão e pede adaptação, veja em: "Maus" aspectos em astrologia



            Sobre o ano que findou, o que você fez de realmente importante em sua vida? Fosse 2013 o último ano de sua vida, teria feito tudo o que gostaria? Viveu dando o melhor de si nas relações de forma que agora se sente leve para iniciar um novo ano?






            Trabalho e estudos foram motivos de sofrimento ou alegria? Trabalhar e descansar, inspirar e expirar, dois lados da moeda, sem o que a vida não passa, pesa, para você e para os que estão ao seu lado. A incapacidade de parar pode ser sintoma de que algo não vai bem! Genial nesse sentido o artigo proposto pelo Rabino Nilton Bonder “Os domingos precisam de feriados”, veja na internet. Nas palavras dele: “Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.”

         Os excessos são esconderijos discretos: não enfrentar problemas alheios ao trabalho, não enfrentar problemas familiares, não enfrentar problemas pessoais sérios. Fuga do possível vazio da vida improdutiva que há muito se tornou apenas reprodutiva e raramente produtiva. Ter mais brilho, subir mais alto, mais luxo, pilotar um foguete, pode ser, mas para que mesmo?

            Uma rota de fuga rápida e simples de não pensar nisso está nos hábitos e consumo de substâncias e viagens que anestesiam a consciência. Consciência que deve justamente ser preparada para suprir as deficiências do ano que passou.


                                   

            Ano do Cavalo segundo a tradição oriental e de Júpiter conforme a tradição astrológica, convite a refletir sobre a natureza animal que reside na humanidade. Lembre-se que a constelação de Sagitário, cujo regente é Júpiter (maior planeta do sistema solar), é representada por um ser de natureza dupla – meio cavalo meio homem que aponta uma flecha ao alto.



        Escolherei viver minha natureza animal, que se mostra no cavalo selvagem e na parte inferior do Sagitário ou ainda na fúria de Zeus (Júpiter); ou buscarei entre os “animais” e animalizados me erguer a exemplo dos reais cavalos alados (animais de coração puro) e na parte superior do soberano do Olimpo ou do arqueiro Sagitário, tão bem descrito por Eugen Herrigel no livro “A arte cavalheiresca do arqueiro Zen”?




            Este breve ciclo (2014) promete oportunidade ímpar de escolha entre responder conforme sua natureza animal ou montar (domar) sua natureza animal (desejos e emoções) em busca do estado hominal (reger a vontade). Então, o fundamento prático de 2014 pode ser: o animal deve servir ao hominal, o hominal deve cuidar do animal.



CREAR E CRIAR (Segundo Huberto Rohden)

            A substituição da tradicional palavra latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento.

Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o creador do Universo – um fazendeiro é criador de gado. Há entre os homens gênios creadores, embora não sejam talvez criadores.

A conhecida lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se crea e nada se aniquila, tudo se transforma”, se grafarmos “nada se crea”, esta lei está certa mas se escrevermos “nada se cria”, ela resulta totalmente falsa. Por isto, preferimos a verdade e clareza do pensamento a quaisquer convenções acadêmicas.



Segundo Rohden, a graça independe do mérito. Quando vamos à feira levamos a sacola para colocar as frutas dentro – as frutas são uma graça que hoje não saem de graça! Para receber a graça é preciso tornar consciente aquela parte da natureza humana hoje pouco discutida na maioria das instituições de ensino. Refiro-me àquela parte que os raios-X da tomografia, a ressonância magnética e o exame de sangue até hoje ainda não aferem e que o Pequeno Príncipe já advertia ser invisível:



"Eis o meu segredo, é muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."



Planetas - Tamanhos relativos


De fato, nos é invisível a graça concedida à Terra por Júpiter enquanto guardião gravitacional que atrai para si grande parte de corpos celestes potencialmente prejudiciais à vida em nosso planeta. Isso, porém ainda está ao alcance dos telescópios e da ciência convencional; simbolicamente, portanto em uma dimensão arquetípica, ele representa a graça da misericórdia, antídoto ao rigor de seu “Pai” mitológico, Saturno, amenizando ou abençoando a caminhada árdua com aquilo que os antigos nomearam sorte. Um ano de ação e de sorte sucede um ano de morte a todo forte em busca do norte, desde que em seu peito um coração porte. Intelecto sem coração é mula sem cabeça e ciência sem consciência. Conforme Cristo Jesus: “O que mata o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; porque a boca fala daquilo que o coração está cheio”.

Sol e Planetas




            Para pensar em 2014, somente de passagem, quem é você aqui?

“Somente de Passagem”

            “Um turista chega à cidade do Cairo, com o objetivo de visitar um famoso sábio. E fica muito surpreso, quando ao encontrá-lo, vê que este mora em um quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília são uma cama, uma mesa e um banco.

Onde estão os seus móveis? – pergunta o turista.

E o sábio, bem depressa, pergunta também:

E os seus, onde estão?

Os meus?! – surpreende-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem.

- Eu também... - conclui o sábio.”


domingo, 2 de março de 2014

CARNAVAL



Dr. Ricardo



CARNAVAL

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

(Chiquinha Gonzaga; Abre Alas)

Eu quero é botar meu botar me bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(Sérgio Sampaio: Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua)

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar
Ô, ô, sambar, iêié, sambar
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(Assis Valente : Brasil Pandeiro)


Não é intencional. Faltou-me outro assunto. O Carnaval, realmente, nesta época, tem primazia sobre todas as matérias, importantes ou não. É a maior festa popular multimídia brasileira, queiram ou não todos os falantes em contrário. E mais, se “Deus é Brasileiro”, como afirmam, Ele obviamente consagra a festividade e conclama a todos a participarem do evento, num congraçamento sem precedentes na história do País. Um misto interativo de corpos em alegria, canto e cadência de samba, num bloco único e maciço de povo, sejam quais forem suas diversidades específicas de raça, cor, situação econômica ou política. O primado maior da festa é diversão alegre e sadia, uníssona de todos os participantes, nas ruas com seus blocos; no sambódromo, na visão da magia do deslumbre de luz, sons e cores, nas ladeiras com os bonecos gigantes em Recife, na Bahia correndo atrás do trio elétrico, em busca de uma felicidade de inteireza suprema, ainda que como diz o poeta Vinicius de Moraes:

“Tristeza não tem fim
Felicidade sim.
. . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . . .

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira”

Alegam os mal pensantes que a festa traveste-se unicamente do prazer da carne, como aliás foi conclamada em sua origem. Mas se isto for – e daí? – a alegria e a felicidade suplantam qualquer idiossincrasia. O que vige é, na realidade, o “abrassaço“ de todo um povo, num ritual comum de desprendimento, manifesto em favor de uma única tese: foliar, esquecendo as agruras do dia-a-dia e seus problemas desgastantes e, em sua maioria, insondáveis e insolúveis. Fugindo da solidão, do confinamento das grandes cidades, do  estresse, cercados de medos, obsessões, tensões, desgastes, em busca quiçá da vitalidade perdida em todo esse emaranhado de condições e condutas asfixiantes programadas e incutidas como, proceder e guiar a vida em uma só direção, sem pecados ou pecadilhos, ou remorsos e culpas inúteis.
Afinal, é preciso ter em mente, como cantarola Chico Buarque

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor

Me deixa ser teu escracho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor.

Poder-se-ia, ainda que mal se compare, referir-se ao “reino dos céus”, onde a paz e a harmonia vigoram numa alegria sem precedentes, num movimentar de corpos, num cantar desbragado e num olhar de brilho intenso neste nosso planeta terra, onde muito pouco ou quase nada nos é oferecido, além de males sufragados por uma vida assaz medíocre, sem muitas perspectivas de diversão, sonhos e devaneios e esperanças fugazes.
Convenhamos, novamente como Chico Buarque em Sonho de Um Carnaval:

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano

Mas, esse desengano fugaz manifesta-se como um insólito desejo de felicidade:

Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade

No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança

Afinal voltando a Vinícius de Moraes, em sua Marcha da Quarta de Cinzas :

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida
Feliz a cantar

Nesse cantar, “Canta, Canta Mais, diz Tom Jobim

Canta,
Quem canta o mal espanta
Vai sempre cantando mais, mais
Canta pra não chorar
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


Canta, canta
Sente a beleza
Canta, canta
Esquece a tristeza
Tanta, tanta
Tanta tristeza
Canta

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Canta, canta
Canta vai, vai
Segue cantando em paz
Canta, canta
Canta mais

Canta.

Como se apercebe, cantar, dançar, minha gente, neste ou em outros carnavais, seja de que modo, canto e lugar forem, é, deixar a “tristeza pra lá”, prediz Martinho da Vila, em seu Canta, Canta, Minha Gente.
Assim, o afastar os problemas, deixar a tristeza e colher a esperança, ainda que, em apenas alguns dias, é recobrar as forças, esquecer as agruras do dia-a-dia, é sonhar. É também e, mais ainda, recuperar o encanto do viver em saudável bem-estar: Carnaval também é nimiamente “Saúde”, vitalidade, vislumbre de uma sociedade irmanada num só objetivo de conquista de felicidade harmônica e interativa
Desse modo, é cantarolar, em alto e bom som:

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
“Vou partir não sei se voltarei…
Tu não me queiras mal
Hoje é carnaval…”

(Nelson Cavaquinho: Vou Partir)

“Um bom samba é forma de oração, na Paz do Senhor
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
E como levei minha vida cantando, na paz do Senhor
Eu deixo o meu canto pra população, na paz do Senhor”

(Candeias: Testamento de Partideiro)

Em síntese, podemos dizer, no recôndito do silêncio, ou no auge da alegria altissonante :
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
“Quem não gosta de samba bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do pé
Eu nasci com o samba no samba me criei
e do danado do samba nunca me separei”

(Dorival Caymmi: Samba da Minha Terra)

Se isso é tido como verdade, é também preciso convir que Carnaval não é só samba. É também frevo, maracatu e outras riquezas  folclóricas adjudicadas em favor do brilho do Carnaval e sua alegria.

Ao amigo doutor, saudações momísticas, deste longevo folião-avô - neste tríduo carnavalesco que se aproxima.

Mário Inglesi

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE III

Por: Amon Yamaguchi Nishikuni - 13 anos, 8° Ano - Colégio Oshiman (São Paulo – Brasil)
Jean François Millet - L'Angelus (~1858) Musée d'Orsay - Paris

            O maior estudioso sobre a fome no mundo foi um médico brasileiro, formado em 1929, chamado Josué de Castro. Presidiu o conselho da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO). Em suas obras “Geografia da fome” e “Geopolítica da fome”, publicadas em mais de 25 idiomas pode-se encontrar a essência de seu pensamento. Existe um projeto Memória Josué de Castro: http://www.projetomemoria.art.br/JosuedeCastro/ , onde se pode saber mais sobre este Filósofo da Fome.
            Lembrei-me de Josué quando um amigo mostrou o discurso de seu filho para uma atividade no colégio, recentemente. O discurso foi feito originalmente em Inglês, mas como geralmente brincamos com a palavra japonesa “motainai” que significa desperdício, decidimos traduzir o texto para o português e também para o japonês; assim o mundo pode saber um pouco sobre como a escola pode ajudar em temas até então insolúveis.

FOOD WASTE
Good afternoon ladies and gentlemen. Food!!! So essential in our lives. Blessing food!!! Nobody can grow up or survive without it, isn’t it? But there is such a waste of food that I’ve decided to talk about it.
Actually everybody knows about the food waste in our world. For example when you go to a restaurant and see on the table a plate with food remains, this is a waste of food.
In Brazil half of the food that is produced goes to the garbage. This is so terrible!!! Have you already stopped to think about that? If there was a good food distribution in the world, there wouldn’t be famine on this planet. Everybody, all the human beings, would have food to eat and the human rights would be respected, because eating is basic.
When you waste some food, you are not just wasting it, but you are harming other people. People that have no food to eat, that are hungry, and that cannot even stand on their own legs. You are damaging nature, because more than half of the water here in Brazil is used to produce food. If you waste food, you are also wasting water.
So let’s raise people’s awareness that we cannot waste food. We need to take care of the most precious elements of our physical life: WATER AND FOOD.
I’m so grateful that you are here. I wish you a nice afternoon.


DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS
Boa tarde Senhoras e senhores. Alimento!!! Tão essencial em nossas vidas. Abençoado Alimento!!! Ninguém pode crescer ou sobreviver sem ele, não é mesmo? Mas se desperdiça tanto alimento que eu decidi falar sobre isso.
Na verdade, todo mundo sabe sobre o desperdício de alimentos em nosso mundo. Por exemplo, quando se vai ao restaurante e se veem sobre a mesa pratos com restos, isto é desperdício.
No Brasil, metade da comida produzida vai para o lixo, o que é terrível!!! Você já parou para pensar nisso? Se houvesse uma boa distribuição de alimentos no mundo, não haveria fome no planeta. Toda pessoa, todos os seres humanos, teriam comida para se alimentar e seus direitos seriam respeitados, porque comer é fundamental.
Quando você desperdiça um pouco de comida, de certa forma está prejudicando outras pessoas. Pessoas sem o que comer, passam fome e sequer se aguentam sobre as próprias pernas. Você prejudica a natureza, pois mais da metade da água usada no Brasil se destina à produção de alimentos. Se você desperdiça comida, também está desperdiçando água.
Então, vamos melhorar a consciência do povo em relação a não mais desperdiçar comida. Precisamos cuidar dos elementos mais preciosos para a manutenção de nossa vida física: ÁGUA E COMIDA.
Muito grato por vocês estarem aqui hoje. Desejo a todos uma tarde agradável.


食べ物の無駄  『もったいない』
             ブラジル国サンパウロ州サンパウロ市大志万学院
   西国亜門 中学2年生 (13才)   
皆さん今日は
食べ物は生きて行く為にとても大切なものだ!!!
恵まれた食べ物!!!
食べ物無しでは誰も生きていけませんね。
でも食べ物の無駄は結構ありますので、この事に関して話したいと思います。
現在では世界中の人が食べ物の無駄を知っています。
例えばレストランへ行ってテーブルの上に食べ物残ったお皿があるとすれば、其れを無駄と言います。
ブラジルでは作った食べ物の半分は、ゴミ箱行きです。これは酷い!!!
此の事に関して考えた事がありますか。
世界中の食べ物の配分が良く出来ていれば此の地球には飢餓は起こらなかったでしょう。
人類全員、食べ物の不足が無く、人権が尊重されていたでしょう。
食べる事は人間にとって基本だからです。
食べ物を無駄にする事は他の人に害を及ぼしている事です。
食べる物が無く空腹で歩く事さえ出来ない人もいます。
ブラジルでの水の使用量の半分は食糧を作る為なので、其の分も、地球に害を与えています。食べ物を無駄にすると言う事は即ち、水を無駄にすると言う事です。
それではこれから食べ物の無駄をしない様に人々の意識改善を致しましょう。
水と食べ物は私達の生活維持に最も重要な物です。